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terça-feira, 17 de março de 2026

STF valida regra sobre número máximo de candidatos por partido

 








Corte mantém limite de até 100% + 1 das vagas em disputa e preserva vetos presidenciais

O Supremo Tribunal Federal (STF) considerou válidas as alterações na legislação eleitoral que fixam o número máximo de candidatos que os partidos podem registrar para a Câmara dos Deputados, assembleias legislativas, Câmara Legislativa do Distrito Federal e câmaras municipais. A decisão, unânime, foi tomada no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7017, em sessão virtual encerrada em 24/2. Com isso, permanece a regra que permite a cada partido registrar até 100% mais um do número de vagas em disputa, bem como os vetos presidenciais às exceções que ampliariam esse limite para até 150% em determinadas situações.

Desenvolvimento

A ADI 7017 foi proposta pelo partido Cidadania, que questionou a tramitação do projeto que deu origem à Lei 14.211/2021, responsável por alterar a Lei das Eleições (Lei 9.504/1997). A legenda sustentou que, após a aprovação do texto pelo Congresso Nacional, a Presidência do Senado Federal promoveu ajustes na redação antes de encaminhá-lo à sanção presidencial, o que teria permitido o veto às exceções que previam a ampliação do número de candidatos para até 150%.

Na prática, o STF manteve a regra geral segundo a qual cada partido pode registrar candidatos em número de até 100% mais um da quantidade de cargos a serem preenchidos. Ao mesmo tempo, a Corte considerou válidos os vetos presidenciais às previsões que criavam hipóteses de ampliação desse limite para até 150%, preservando, assim, o conteúdo atualmente vigente na legislação eleitoral.

Entendimento do relator

O relator da ação, ministro Nunes Marques, entendeu que não houve alteração de conteúdo no texto aprovado pelo Congresso, mas apenas correção de erro de formatação da norma. Segundo ele, a mudança promovida pelo Senado atendeu aos critérios da Lei Complementar 95/1998, que estabelece regras de técnica legislativa.

De acordo com essa lei, exceções a uma regra geral devem ser previstas em parágrafos, e não em incisos. Nunes Marques apontou que a transformação dos dispositivos questionados teve caráter técnico, sem modificação da essência da norma aprovada pelos parlamentares.

O ministro também destacou que a correção feita pelo Senado integra os procedimentos internos do Poder Legislativo, sobre os quais o Supremo só pode intervir quando houver violação direta à Constituição. Em sua análise, não se verificou afronta ao devido processo legislativo nem aos princípios democrático e da separação dos Poderes.

Fontes e posições

O partido Cidadania alegou que a alteração de redação após a aprovação no Congresso teria sido determinante para viabilizar o veto presidencial às exceções que permitiriam ampliar o número máximo de candidaturas para até 150%. A legenda sustentou que esse procedimento seria inconstitucional.

Ao votar pela improcedência da ação, Nunes Marques afirmou que não houve desrespeito à vontade do Parlamento. Ele destacou que, caso houvesse afronta ao que foi aprovado, o próprio Legislativo teria instrumentos para restaurar o texto original, inclusive derrubando o veto presidencial.

Segundo o relator, “a judicialização da política, nesse caso, seria uma tentativa de reverter no Tribunal uma derrota sofrida na arena democrática”. Para ele, o fato de o Congresso não ter revertido os vetos reforça a inexistência de afronta ao processo legislativo.

A decisão do STF foi unânime, acompanhando integralmente o voto do relator.

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Coluna Diária: Trajando Direitos - Criptomoedas: O Direito no Mundo das Moedas Sem Fronteiras

     

Você possui Bitcoin, Ethereum ou alguma "Stablecoin"? Saiba que, para o Direito brasileiro, elas não são consideradas "moedas" no sentido oficial (como o Real), mas sim ativos virtuais. No Trajando Cidadania de hoje, vamos entender as regras que "vestem" o seu patrimônio digital.

1. O Marco Legal das Criptomoedas (Lei 14.478/2022)

O Brasil foi um dos pioneiros a criar uma lei específica para esse setor. Ela define o que são as prestadoras de serviços de ativos virtuais (as Exchanges ou corretoras) e coloca o Banco Central como o "xerife" dessa área.

  • Segurança: A lei exige que as corretoras sigam regras contra a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo.

  • Segregação Patrimonial: Um debate atual em 2026 é garantir que o dinheiro dos clientes não se misture com o dinheiro da própria corretora (para evitar casos onde a empresa quebra e leva o dinheiro dos usuários junto).

2. O Leão e as Criptos: Imposto de Renda

Não se engane: o anonimato do blockchain não te isenta do fisco.

  • Instrução Normativa 1.888: O investidor é obrigado a declarar mensalmente à Receita Federal se as movimentações ultrapassarem certos valores.

  • Ganho de Capital: Se você lucrar vendendo criptomoedas, esse lucro pode ser tributado. No Direito Tributário, o criptoativo é tratado como um bem (parecido com um carro ou uma ação), e não como dinheiro em espécie.

3. Herança Digital e Criptoativos

Aqui o Direito Sucessório encontra a criptografia. Se o dono das moedas morre e não deixou as chaves privadas (as senhas) para ninguém, aquele patrimônio pode ficar trancado para sempre.

  • A Solução Jurídica: Juízes já estão autorizando a expedição de ofícios para corretoras nacionais para que herdeiros possam acessar os fundos, desde que comprovada a sucessão legal. Mas atenção: se a moeda estiver em uma carteira privada (Cold Wallet), o Direito não tem como "arrombar" a criptografia.

🛰️ Por que isso é "Trajar Direitos"?

Dizemos que entender o Direito das Criptomoedas é Trajar Direitos porque a autonomia financeira exige proteção jurídica.

Investir no futuro digital sem conhecer as leis que o cercam é como andar em um terreno desconhecido sem sapatos. Trajar esse direito é entender que a liberdade do mundo descentralizado traz a responsabilidade de estar em dia com as normas do mundo real. Cidadania digital é saber usar a inovação a seu favor, garantindo que o seu patrimônio virtual esteja seguro, declarado e protegido pela lei.


Matéria e Arte Digital pelo Colunista Heliezer de Souza.

segunda-feira, 16 de março de 2026

Movimento PcD e Raros avança no Congresso Nacional enfrentando as principais pautas que retiram direitos das pessoas com deficiência

Movimento PcD e Raros avança no Congresso Nacional enfrentando as principais pautas que retiram direitos das pessoas com deficiência

Diário PcD entrevista representantes de algumas das instituições que em dezembro de 2024 realizaram uma Marcha na Capital Federal e, desde então, permanecem atuando fortemente na Câmara dos Deputados e Senado Federal. Segmento afirma que Marcha se tornou Maratona

Em 3 de dezembro de 2024 em um dia de muita chuva, representantes de diferentes entidades, instituições e defensores dos direitos das pessoas com deficiência se reuniram em Brasília no Dia Internacional de Luta das Pessoas com Deficiência, e, após uma marcha, estiveram reunidos com Deputados Federais e Senadores entregando um documento, apontando preocupações sobre a retirada de direitos do segmento.

A participação da Marcha também contou com o apoio de pessoas de todas as regiões do Brasil que não conseguiram participar presencialmente do evento.

Desde então, as autoridades do Congresso Nacional já conhecem muito bem algumas das principais lideranças – que desde 3 de dezembro de 2024, anunciavam uma frente de luta pelos direitos de todas as pessoas com deficiência pelo Brasil.

Esse Grupo foi fortalecendo com o decorrer do tempo e das ameaças sofridas pelo segmento.

O Diário PcD convidou alguns dos integrantes dessa Marcha que se tornou uma Maratona!

Confira a entrevista com

• Ana Paula Batista – MOBR – Movimento Ostomizados do Brasil @movimentoostomizadosbr

• César Achkar – Movimento PcD e Raros e Retina Brasília @cesarachkar

• Elem Regina Moraes – APADA-DF – Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos/Surdos do Distrito Federal @apada.df

• Lauda Santos – AMAVI Raras – Associação Maria Vitoria de Doenças Raras @amaviraras

https://www.youtube.com/watch?v=SQb11Vtdn9U&embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Fdiariopcd.com.br%2F&source_ve_path=OTY3MTQ

Fonte https://diariopcd.com.br/movimento-pcd-e-raros-avanca-no-congresso-nacional-enfrentando-as-principais-pautas-que-retiram-direitos-das-pessoas-com-deficiencia/

Postado Pôr Antônio Brito 

Senado Federal aprovou o Dia Nacional da Acessibilidade Digital

O Senado aprovou a criação do Dia Nacional da Acessibilidade Digital, em 11 de março. A data destaca a importância de tornar sites e aplicativos acessíveis, já que apenas 2,9% dos sites brasileiros atendem a esse requisito.

Senado Federal aprovou o Dia Nacional da Acessibilidade Digital

Falamos disso ontem, dia 11 de março. O Senado Federal aprovou o projeto da senadora Mara Gabrilli, que cria o Dia Nacional da Acessibilidade Digital, a ser celebrado em 11 de março. A data marca o lançamento da norma técnica ABNT NBR 17.225, que estabelece padrões para que sites sejam acessíveis a todas as pessoas.

A proposta também reforça a necessidade de regulamentar o artigo 63 da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência e ampliar a exigência de acessibilidade para aplicativos.

A iniciativa nasceu de um diálogo com especialistas e pesquisadores da Universidade de São Paulo, liderados por Cid Torquato, que entrevistamos ontem justamente por este motivo, que defenderam a criação de uma data para fortalecer esse debate.

Hoje, apenas 2,9% dos sites brasileiros são acessíveis. Isso significa que milhões de pessoas com deficiência ainda encontram barreiras para acessar informação — menos acesso, menos oportunidades e também menos mercado para empresas que deixam de dialogar com esse público.

Parabéns Cid Torquato, Mara Gabrilli e os senadores da república por aprovarem essa data tão significativa!

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=f28b0d43-fd07-43b1-9a46-ab2fafbe73be

Postado Pôr Antônio Brito

Os bastidores de Raquel no Pajeú

 

Laranjinhas – dentre as garantias de Raquel na entrevista à Rádio Pajeú,  a de que vai olhar para o Sertão na redistribuição dos novos “laranjinhas”, como são classificados os PMs recém formados. Sobre a PE-320, prometeu melhorar sua trafegabilidade e disse já ter feito alguns reparos. E brincou: “o problema é que ela é longa demais”.

Tapete vermelho – ninguém recebeu Raquel como o prefeito de Tabira,  Flávio Marques,  do PT. A carreata com Raquel gerou ciúme até entre aliados da governadora,  além de levantar questionamentos sobre possível campanha antecipada. Sabendo que fazer Raquel majoritária também diz muito sobre 2028, Marques “botou furando”.

Emoção – um dos momentos simbólicos de Raquel no Pajeú foi registrado em Curralinho, São José do Egito,  onde ao lado do prefeito Fredson Britto, inaugurou o dessalinizador da comunidade, além da requalificação da estrada que liga Curralinho ao distrito de São Pedro. Além de ser promessa de Fredson fortalecer a qualidade de vida nas comunidades, emocionou Raquel o depoimento de Luciana, líder comunitária que fez um depoimento que foi parar nas redes sociais da governadora.

Levaram falta – as ausências mais sentidas na agenda de Raquel na região foram as de Pedro Alves (Iguaracy) e Marconi Santana (Flores). Publicamente,  nenhum justificou a ausência. A princípio,  Pedro Alves estaria incomodado com o protagonismo de Zeinha Torres no governo. E Marconi alegou questões de agenda,  revogadas as disposições em contrário.

Nem tudo é civilidade – em Solidão,  foi engraçado ver Adriana Godê se engalfinhando pra sair na foto com Raquel Lyra, incomodada com a presença de Mayco da Farmácia na posição de destaque no palanque oficial.  A vereadora não teve êxito na busca por protagonismo ao lado de Raquel, mas teria vetado a ida da governadora à uma recepção organizada pelo prefeito. Ficou no 1×1.

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Assim como João, Raquel também diz acompanhar o blog


Ao concluir a entrevista na Rádio Pajeú,  a governadora Raquel Lyra disse acompanhar o blog regularmente. “É uma das minhas fontes de informação no Estado”, afirmou,  para depois parabenizar a independência editorial do veículo.

Dias antes, o prefeito do Recife e pré-candidato ao governo do Estado, João Campos, havia feito o mesmo, revelando acompanhar de forma permanente o blog.

É só mais uma notícia que se soma a todas as outras sobre a audiência do blog. Essa semana, o Instituto Múltipla aferiu mais uma vez a audiência do blog em uma cidade estratégica, Afogados da Ingazeira, onde 60% dos internautas dizem preferir o blog, em uma cidade marcada pelo número de veículos, com grande concorrência.

Recentemente, pesquisa indicou que o blog é um dos três mais relevantes do Estado na categoria “política”. É mais um dado que reforça a importância e protagonismo do blog em Pernambuco.

domingo, 15 de março de 2026

Coluna do Domingão: uma nova Raquel


Uma nova Raquel 

Uma das impressões da visita da governadora Raquel Lyra ao Pajeú nesses dois dias é a da mudança de astral da gestora estadual.

Claro,  isso também se deve à forma como foi recebida e celebrada em São José do Egito,  Itapetim, Tabira,  Solidão e Afogados da Ingazeira. E isso não tem relação apenas com os aliados Fredson e Flávio Marques,  prefeitos de duas das cinco cidades visitadas por Raquel. A gestora teve tapete vermelho institucional estendido por prefeitos socialistas,  que deixaram as divergências de lado e compareceram à agenda. Claro, Aline Karina,  Mayco da Farmácia e Sandrinho Palmeira o fizeram também por estratégia, para abafar a possibilidade de que Anderson Lopes, Adriana Godê e Danilo Simões absorvesssem sozinhos o impacto positivo da agenda.

Esse movimento ajudou o discurso de Raquel,  que tem dito, Pernambuco não pode olhar para a pequena política em detrimento do que é melhor para o Estado. É isso que a faz questionar a condução de Álvaro Porto na ALEPE. “Não prejudica a mim, prejudica a Pernambuco”, reclamou na Rádio Pajeú sobre a demora na votação da Lei Orçamentária Anual.

No mais, a governadora mostrou uma versão diferente da apresentada nas edições anteriores. A impressão é de que,  em um ano estratégico,  entende que há uma mudança de astral na percepção de seu governo,  com mais entregas que cobranças, ambiente necessário para buscar caminhos de uma virada eleitoral sobre um adversário fortíssimo no nome e no que envolve seu projeto,  o prefeito João Campos.

Os rumos dessa eleição,  quem ganha, quem perde, se João,  se Raquel,  ninguém consegue prever. Mas o fato é que a governadora quis transmitir uma mensagem nesse mergulho ao Pajeú: ganhe ou perca, vai viver ou morrer atirando…

Garantias

Dentre as garantias de Raquel na entrevista à Rádio Pajeú,  a de que vai olhar para o Sertão na redistribuição dos novos “laranjinhas”, como são classificados os PMs recém formados. Sobre a PE-320, prometeu melhorar sua trafegabilidade e disse já ter feito alguns reparos. E brincou: “o problema é que ela é longa demais”.

A recepção

Ninguém recebeu Raquel como o prefeito de Tabira,  Flávio Marques,  do PT. A carreata com Raquel gerou ciúme até entre aliados da governadora,  além de levantar questionamentos sobre possível campanha antecipada. Sabendo que fazer Raquel majoritária também diz muito sobre 2028, Marques “botou furando”.

Esperando

O neo-petista Breno Araújo não cravou apoio a João Campos ou a Raquel Lyra. Disse a Francys Maya,  na Vilabela FM, que aguarda uma definição do Diretório Estadual do partido. Só está comprometido com Humberto Costa. Nos bastidores, apesar dos aliados de Raquel na legenda e dos que fazem jogo duplo,  dando à legenda o apelido de “total flex”, a tendência é o apoio a João Campos.

Crechômetro

Álvaro Porto disse em Lajedo que o governo Raquel há anos cuida de anúncios e promessas, mas não consegue fazer entregas. A observação foi feita em referência ao fato de a governadora Raquel Lyra, faltando dez meses para encerrar a gestão, ter inaugurado apenas duas das 250 creches prometidas em campanha.

Simbólica

Um dos momentos simbólicos de Raquel no Pajeú foi registrado em Curralinho, São José do Egito,  onde ao lado do prefeito Fredson Britto, inaugurou o dessalinizador da comunidade, além da requalificação da estrada que liga Curralinho ao distrito de São Pedro. Além de ser promessa de Fredson fortalecer a qualidade de vida nas comunidades, emocionou Raquel o depoimento de Luciana, líder comunitária que fez um depoimento que foi parar nas redes sociais da governadora.

Nem aí

A falta de compromisso ideológico dos partidos, o jogo do poder e de busca por espaços explica porque, à exceção de Humberto Costa,  todos conversam com todos sobre as duas vagas ao Senado. Isso explica Sílvio Costa Filho, Marília Arraes,  Miguel Coelho e Dudu da Fonte negociando com os palanques de Raquel Lyra e João Campos,  com zero pudor.

Sangue novo

O prefeito de Aliança, Pedro Freitas, que assumirá a presidência da AMUPE terça-feira, promete entregar muito mais que o antecessor Marcelo Gouveia,  mais preocupado com seu projeto político do que com a pauta municipalista. Pedro tem currículo: foi superintendente do BNB em Pernambuco,  vice-presidente nacional da Caixa, tem juventude e articulação. A AMUPE, que respirava por aparelhos,  ganha vida nova.

Voltando da porta?

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse que as conversas sobre a candidatura de Marília Arraes ao Senado com João Campos foram retomadas,  mesmo admitindo que Raquel a quer na chapa. Já João Campos defendeu o alinhamento político. “Marília tem uma condição muito próxima da gente, e eu tenho certeza que, na nossa construção, esse processo vai se afunilar da forma certa”, argumentou o prefeito.

Ausências

As ausências mais sentidas na agenda de Raquel na região foram as de Pedro Alves (Iguaracy) e Marconi Santana (Flores). Publicamente,  nenhum justificou a ausência. A princípio,  Pedro Alves estaria incomodado com o protagonismo de Zeinha Torres no governo. E Marconi alegou questões de agenda,  revogadas as disposições em contrário.

Nem tudo é civilidade 

Em Solidão,  foi engraçado ver Adriana Godê se engalfinhando pra sair na foto com Raquel Lyra, incomodada com a presença de Mayco da Farmácia na posição de destaque no palanque oficial.  A vereadora não teve êxito na busca por protagonismo ao lado de Raquel, mas teria vetado a ida da governadora à uma recepção organizada pelo prefeito. Ficou no 1×1.

Leitora

Ao concluir a entrevista na Rádio Pajeú,  a governadora Raquel Lyra disse acompanhar o blog regularmente. “É uma das minhas fontes de informação no Estado”, afirmou,  para depois parabenizar a independência editorial do veículo.

Frase da semana:

“Agora é todo mundo conversando com todo mundo”.

De Raquel Lyra,  sobre as negociações para o Senado e a conversa que teve com Carlos Lupi e Marília Arraes.

sábado, 14 de março de 2026

Viva à civilidade! Prefeitos do PSB recepcionam governadora Raquel Lyra no Pajeú

 

Por André Luis – Editor executivo do blog

A governadora Raquel Lyra (PSD) cumpriu agenda em cinco municípios do Sertão do Pajeú nos dias 12 e 13 de março. Três delas, Itapetim, Afogados da Ingazeira e Solidão, são administradas por prefeitos filiados ao PSB, partido que apoia o pré-candidato ao governo do Estado, João Campos, potencial adversário político de Raquel nas próximas eleições.

Apesar da divergência partidária, a gestora e os dois gestores demonstraram civilidade e respeito institucional durante as visitas. Aline Karina (Itapetim), Sandrinho Palmeira (Afogados da Ingazeira) e Maycon da Farmácia (Solidão) recepcionaram a governadora em seus municípios e estiveram ao seu lado durante as agendas, sem manifestar qualquer desconforto ou tensionamento político.

Exemplo em tempos polarizados

O comportamento dos três prefeitos contrasta com o cenário político nacional marcado por polarização crescente e discurso de ódio. Em contexto onde setores da extrema direita pregam a eliminação do adversário político, transformando-o em inimigo mortal, a postura dos gestores municipais do Pajeú representa um exemplo de separação entre divergências eleitorais e responsabilidades institucionais.

A atitude reafirma que é possível manter oposição política sem comprometer o diálogo e o respeito com representantes de governo, mesmo quando há perspectivas de confronto eleitoral futuro. Os prefeitos priorizaram os interesses de seus municípios e da região sobre rivalidades partidárias momentâneas. Parabéns aos envolvidos!

ADET REALIZA ELEIÇÃO E ELEGE DIRETORIA PARA O BIÊNIO 2026/2028



Na manhã deste sábado, 14 de março, os associados da Associação dos Deficientes de Tabira – ADET, foram as urnas e elegeram a nova diretoria, que vai gerir a entidade no biênio 2026/2028.

A comissão eleitoral conduziu a eleição e, depois de encerrada a votação e feita a contagem dos votos, declarou a chapa única concorrente como vencedora.

A nova diretoria, que tomará posse em 18 de abril, terá os seguintes ocupantes: 


Presidente: Luiz Antônio da Silva;

Vice-Presidente: Heleno Trajano Pereira;

1º Secretário: Eleneide Gomes da Silva;

2º Secretário: Antônio José dos Santos;

1º Tesoureiro: Maria do Socorro Oliveira e Silva;

2º Tesoureiro: Maria Aparecida Benedito dos Santos;

1º Suplente: Maria de Fátima da Silva.


CONSELHO FISCAL

Presidente: Edivaldo Moraes de Lima;

Secretário: José Tadeu Quirino;

Membro: Absolão Pereira Soares;

1º Suplente: Girleide Gomes da Silva.


O pleito aconteceu na sede da ADET e contou com a presença de diretores, associados e parceiros da entidade.



Coluna Diária: Trajando Direitos - O Muro que nos Une: Até onde vai o seu Direito de Vizinhança?

 

Viver em sociedade exige paciência, mas a lei sabe que a paciência tem limites. No Direito Civil, o Direito de Vizinhança (Artigos 1.277 a 1.313 do Código Civil) serve para garantir que o uso da sua propriedade não se torne um inferno para quem mora ao lado. No Trajando Cidadania de hoje, vamos falar sobre os famosos "Três S".

1. Os Três Pilares: Sossego, Saúde e Segurança

O Código Civil protege o vizinho contra o uso anormal da propriedade que prejudique esses três pontos:

  • Sossego: Não é apenas sobre festas até tarde. É sobre ruídos excessivos, vibrações ou qualquer barulho que impeça o repouso ou a concentração.

  • Saúde: Envolve desde o acúmulo de lixo que atrai pragas até a emissão de gases, fumaça ou odores insuportáveis.

  • Segurança: Trata de obras mal planejadas que podem abalar a estrutura da casa ao lado ou o armazenamento de materiais perigosos.

2. Árvores, Frutos e Passagem

A lei detalha situações quase cômicas, mas muito comuns:

  • Árvores: Se o tronco está na linha divisória, a árvore é dos dois. Se os ramos ultrapassarem o muro, o vizinho pode cortá-los até o limite da divisão.

  • Frutos: Se um fruto da árvore do vizinho cair naturalmente no seu quintal, ele agora é seu! Mas você não pode sacudir a árvore para ele cair.

  • Passagem Forçada: Se um terreno estiver "encravado" (sem saída para a rua), o vizinho é obrigado a dar passagem, mediante pagamento de indenização.

3. A Janela e a Privacidade

Ninguém gosta de se sentir vigiado. Por isso, a lei proíbe abrir janelas, terraços ou varandas a menos de um metro e meio da linha divisória com o vizinho. O objetivo aqui é resguardar a intimidade das famílias e evitar o "olhar invasivo".

🛰️ Por que isso é "Trajar Cidadania"?

Dizemos que entender o Direito de Vizinhança é Trajar Direitos porque a paz social começa na nossa calçada.

Saber que a lei protege o seu sossego e a sua privacidade é vestir o respeito mútuo. Trajar esse direito é entender que ser proprietário não te dá o poder de ignorar o bem-estar da comunidade ao redor. Cidadania é saber usar o seu espaço com liberdade, mas sempre lembrando que o "traje" do vizinho também merece ser preservado. É a ética do convívio transformada em regra jurídica.


Matéria e Arte Digital pelo Colunista Heliezer de Souza.