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sexta-feira, 13 de março de 2026

“Tabira não vai faltar jamais com a senhora”, afirma Flávio Marques à Raquel Lyra

 

Em discurso durante agenda da governadora Raquel Lyra (PSD) em Tabira, na noite desta quinta-feira (12), o prefeito Flávio Marques (PT) fez um gesto político de repercussão ao admitir publicamente: “Eu não votei na senhora em 2022, no primeiro nem no segundo turno”, mas destacou que, após assumir a Prefeitura, passou a contar com o apoio do governo estadual e do governo federal para enfrentar problemas do município.

Logo no início, o petista ressaltou o papel de Brasília: segundo ele, o “governo federal, o governo do nosso presidente Lula, não faltou” à governadora. Na sequência, em tom de compromisso, afirmou: “Eu posso dizer hoje, governadora, que Tabira não vai faltar jamais com a senhora”.

Flávio relatou que, depois de vencer a eleição, ainda antes de ser diplomado, foi levado por Carlos para uma reunião com Raquel Lyra, na qual apresentou “uma série de problemas que a nossa cidade vivenciava” e explicou que seria necessário o apoio da governadora, do governo federal e de parlamentares “para poder reconstruir a nossa cidade, para poder garantir as mudanças que tanto a população de Tabira aguardava”.

O prefeito comparou o encontro atual com experiências anteriores no Palácio, quando esteve com o ex-prefeito Sebastião Dias, como secretário de Administração. Segundo ele, em outros governos, Tabira saía das reuniões com a sensação de que “tudo que a gente disse lá, nada ia sair do papel”.

Desta vez, disse, o resultado foi diferente. Flávio contou que, na conversa com Raquel Lyra, a governadora marcou a data de 23 de outubro de 2024 para lançar o programa “PE na Estrada” e prometeu: “Eu vou lançar o PE na Estrada e vou recuperar a PE-304 de Tabira. Tome posse que em janeiro a obra começa”. No palanque, ele afirmou que a promessa foi cumprida e agradeceu: “E assim aconteceu, governadora. Muito obrigado”.

Diante de empresários e moradores presentes, o prefeito afirmou que a cidade está colhendo os resultados desse compromisso e reforçou que, sempre que deixa Tabira para ir ao Recife ou a Brasília, é “para pedir, para incomodar muito”, citando entre as demandas apresentadas ao governo estadual o pedido de ônibus para os estudantes do município.

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Em Tabira, Raquel Lyra entrega pacote de ações com PE-304 restaurada, Centro da Mulher e investimentos urbanos


Agenda no município também incluiu inauguração de cozinha comunitária, instalação de dessalinizadores e início da regularização fundiária para famílias da Cohab

Finalizando a extensa agenda no Sertão desta quinta-feira (12), a governadora Raquel Lyra entregou uma série de ações no município de Tabira, no Sertão do Pajeú, que incluiu a restauração da rodovia PE-304, a segunda cozinha comunitária na cidade, novos dessalinizadores, o Centro de Referência da Mulher e dois novos ônibus escolares. Além disso, a gestora também deu início ao processo de regularização fundiária para famílias do município e autorizou a licitação de duas obras de pavimentação de R$ 11 milhões.

“É o sentimento de pessoas que conseguem agora ser enxergadas em uma região que não teve investimentos robustos por muito tempo e que agora tem essas entregas concretas de cuidado, com estrada, água, cozinha comunitária, Centro de Referência da Mulher. Essa é nossa atenção para poder permitir que as pessoas possam ser felizes no seu chão. E é muito bom ouvir o depoimento das pessoas que rodam por essas estradas todos os dias, o quanto que isso impactou positivamente na vida delas”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

Durante a agenda, a governadora entregou, por meio do programa PE na Estrada, as obras de restauração da PE-304, trecho que liga o entroncamento com a PE-320 até a divisa com a Paraíba, no município de Água Branca. A intervenção contemplou 16 quilômetros de extensão, incluindo dois quilômetros no perímetro urbano, com investimento de R$ 18,53 milhões. “São mais de R$ 160 milhões investidos nas estradas do Sertão do Pajeú. A PE-304 é mais uma rodovia que precisava de serviços de requalificação e conseguimos entregar a partir de um trabalho de recuperação da nossa malha viária”, explicou o secretário de Mobilidade e Infraestrutura, André Teixeira Filho.

O prefeito do município, Flávio Marques, também comemorou as entregas tão aguardadas pela população. “Estamos hoje celebrando tudo isso. Em todas as oportunidades que tive de conversar com o Governo de Pernambuco foi para pedir para melhorar a vida de cada um aqui e esse é o resultado dessa parceria”, disse.

Para quem mora em Tabira, a entrega da estrada simboliza incremento para o comércio e mais rapidez na principal forma de acesso a outras cidades. “Essa estrada é uma conquista pra gente. Antes nós perdíamos cerca de uma hora para chegar do outro lado, o acesso era difícil e tinha muito buraco. Agora, além de estar totalmente melhor, em 25 minutos conseguimos chegar”, comemorou a professora Laiane Brito, de 31 anos.

A chefe do Executivo estadual também participou da inauguração do Centro de Referência da Mulher (CRM) Maria José Pereira de Brito, equipamento voltado ao atendimento e acolhimento de mulheres em situação de violência. O CRM de Tabira faz parte de 30 anunciados pela gestão estadual em novembro do ano passado. “A inauguração deste espaço fortalece a rede de atendimento no Sertão do Pajeú e reafirma o nosso compromisso oferecendo apoio, orientação e caminhos para que elas possam reconstruir suas vidas”, destacou a secretária da Mulher, Juliana Gouveia.

Além disso, também foi inaugurada a segunda cozinha comunitária de Tabira. Com a nova unidade, Pernambuco passa a contar com 270 cozinhas comunitárias em funcionamento, ampliando a rede de proteção social voltada ao enfrentamento da insegurança alimentar no Estado. O equipamento, que recebeu o nome de Alexandrina Ferreira Neta, funcionará de segunda a sexta-feira e terá capacidade para servir no mínimo 200 refeições por dia. “Programa fortíssimo, vem alimentando mais de 55 mil pessoas por dia. Isso dá mais de um milhão de refeições entregues por mês, trazendo um benefício muito grande para população”, afirmou o secretário de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas de Pernambuco, Carlos Braga.

Para ampliar o abastecimento de água em locais com escassez hídrica, foram entregues dois equipamentos dessalinizadores, em um investimento de R$ 389 mil. Um foi instalado no Hospital Municipal, contribuindo diretamente com o abastecimento da unidade de saúde, e outro no Sítio Mundo Novo, que atenderá cerca de 120 moradores. O evento também contou com a entrega de mais dois ônibus escolares para o município.

DESENVOLVIMENTO URBANO – A agenda também marcou o início do processo de regularização fundiária no município. Com assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica entre o Estado e a Prefeitura de Tabira, a iniciativa será executada pela Perpart, no âmbito do programa Morar Bem Pernambuco – Regularização Fundiária, e beneficiará cerca de 168 famílias do conjunto habitacional da Cohab. “A Perpart inicia o levantamento social e de terreno do processo de regularização para poder entregar as escrituras”, disse o presidente da Perpart, Francisco Amaral.

Também foi assinada a autorização para início de licitação de pavimentação de 20 vias urbanas. “São R$ 6 milhões para pavimentação asfáltica do contorno viário do município. Além disso, mais R$ 5 milhões para pavimentação em paralelepípedos na cidade”, afirmou o secretário executivo de Desenvolvimento Urbano, Francisco Sena.

O deputado federal Carlos Veras destacou a alegria das ações em Tabira. “Hoje é um marco nesta cidade. Com responsabilidade de gestão, a estrada está saindo hoje, e tantas outras iniciativas”, disse. Para o deputado estadual Doriel Barros, “é importante estar podendo ajudar e contribuir com projetos importantes para Pernambuco. O Estado é um canteiro de obras com entregas”.

Estiveram presentes na solenidade os deputados estaduais Luciano Duque; os secretários estaduais Túlio Vilaça (Casa Civil) e Kaio Maniçoba (Turismo e Lazer); o secretário executivo de Educação, Natanael Silva, e o executivo de Recursos Hídricos e Saneamento, Artur Coutinho, além do diretor do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Miguel Duque; e o presidente da Companhia Editora de Pernambuco, João Baltar Freire.

Também estiveram presentes os prefeitos Pollyanna Abreu (Sertânia), Luciano Bonfim (Triunfo), Zé Pretinho (Quixaba), Fredson Brito (São José do Egito), Delson Lustosa (Santa Terezinha), Marluce Veras (Água Branca-PB) e Coco de Odálio (Tavares-PB); além do vice-prefeito de Iguaracy, Marquinhos Melo, e de outras lideranças locais.

Nill Junior – Informação com credibilidade

“Nesse momento é todo mundo conversando com todo mundo”, diz Raquel Lyra


Durante entrevista concedida nesta sexta-feira (13) à Rádio Pajeú, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, comentou a repercussão de declarações do presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, que mencionou um suposto diálogo envolvendo a governadora e a ex-deputada federal Marília Arraes.

Questionada pelo comunicador Danilo Simões sobre se houve a conversa citada por Lupi, Raquel Lyra adotou um tom cauteloso e destacou que o momento político é de diálogo entre diversas lideranças e partidos.

Segundo a governadora, conversas políticas são naturais no exercício do cargo e fazem parte da construção de agendas voltadas ao desenvolvimento do estado. “Nesse momento é todo mundo conversando com todo mundo”, afirmou.

Raquel também ressaltou que, na condição de chefe do Executivo estadual, mantém diálogo institucional com diferentes legendas e lideranças políticas. De acordo com ela, essa interlocução ocorre independentemente de posicionamentos partidários.

A governadora afirmou ainda que nunca utilizou critérios políticos ou ideológicos para definir investimentos nos municípios pernambucanos. “Eu nunca perguntei a cor de bandeira partidária para fazer investimento no município”, declarou.

Durante a entrevista, Raquel Lyra mencionou que mantém conversas com diversas siglas, incluindo o Partido Democrático Trabalhista (PDT), o União Brasil, o Partido da Social Democracia Brasileira e o Partido Social Democrático, legenda da qual faz parte e que atualmente preside em Pernambuco.

Ela destacou ainda o crescimento do partido no estado e afirmou que o diálogo político é essencial para discutir projetos e interesses de Pernambuco. “Como presidente do PSD e como governadora, é meu dever conversar com todos para discutir os interesses do nosso estado”, concluiu.

Nill Junior – Informação com credibilidade

quinta-feira, 12 de março de 2026

Coluna Diária: Trajando Direitos - Direito Tributário: A Balança entre o Estado e o seu Bolso

 

Sempre que você compra um café, recebe seu salário ou transfere um imóvel, o Direito Tributário está lá. Ele é o conjunto de leis que define como o Estado pode retirar uma parcela do seu patrimônio para financiar serviços como saúde, educação e segurança. No Trajando Cidadania de hoje, vamos entender que pagar tributos não é apenas uma obrigação, mas um exercício de limites.

1. O que é um Tributo?

Não é apenas o "Imposto". O tributo é um gênero que se divide em cinco espécies principais no Brasil:

  • Impostos: (Ex: IPTU, IPVA). Você paga e o Estado usa o dinheiro para fins gerais, sem te dar nada específico em troca naquele momento.

  • Taxas: (Ex: Taxa de emissão de passaporte). Você paga por um serviço público específico que está usando.

  • Contribuições de Melhoria: Quando o Estado faz uma obra (como um asfalto na sua rua) e o seu imóvel valoriza por causa disso.

  • Contribuições Sociais: (Ex: PIS/COFINS). Destinadas a fins sociais específicos, como a Seguridade Social.

  • Empréstimos Compulsórios: Usados apenas em casos de calamidade ou guerra.

2. O Princípio da Legalidade: "Não há tributo sem lei"

Este é o maior "traje" de defesa do cidadão. O governo não pode simplesmente criar um imposto novo por decreto ou aumentar um valor porque "precisa de dinheiro". Toda cobrança deve estar prevista em lei aprovada pelo Legislativo. É o limite que impede o confisco arbitrário dos bens do povo.

3. A Capacidade Contributiva

Um dos pilares mais bonitos (e polêmicos) deste Direito é o princípio de que quem ganha mais deve pagar mais. É a busca pela justiça fiscal. O tributo não deve ser um fardo que impeça a pessoa de ter uma vida digna; ele deve ser proporcional à força econômica de cada um.

🛰️ Por que isso é "Trajar Cidadania"?

Dizemos que entender o Direito Tributário é Trajar Direitos porque o seu dinheiro é o fruto do seu esforço.

Saber para onde vai o seu imposto e entender se ele está sendo cobrado de forma legal é a base da fiscalização cidadã. Trajar esse direito é sair da passividade de apenas pagar boletos e passar a questionar a eficiência do gasto público. Cidadania fiscal é entender que, ao pagar um tributo, você se torna o "sócio" majoritário do Estado e tem todo o direito de exigir que o serviço retorne com qualidade para a sociedade.


Matéria e Arte Digital pelo Colunista Heliezer de Souza.

Governo Municipal de Itapetim realiza entrega de retroescavadeira 0 km

Nenhuma descrição de foto disponível.Governo Municipal de Itapetim realiza entrega de retroescavadeira 0 km

O Governo Municipal de Itapetim (PE), por meio da Secretaria de Agricultura, realizou na manhã desta quinta-feira (12/03) a entrega de uma retroescavadeira 0 km destinada ao município. O equipamento deve reforçar os serviços realizados pela pasta, especialmente nas ações de apoio aos agricultores da zona rural.

De acordo com a gestão municipal, a retroescavadeira foi viabilizada pelo senador Humberto Costa, com articulação da pré-candidata a deputada federal Eliane Soares.

A solenidade de entrega contou com a presença da prefeita Aline Karina, do vice-prefeito Chico, do secretário de Agricultura Clodoaldo Lucena e de integrantes da equipe da secretaria. Também participaram vereadores, além de secretários e diretores municipais.

Segundo a prefeitura, o equipamento passa a integrar a frota do município e deverá contribuir para ampliar a capacidade de atendimento das demandas do homem do campo.

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Novos números apontam que 93% das pessoas com deficiência não precisam de adaptações externas nos veículos para dirigibilidade

Novos números apontam que 93% das pessoas com deficiência não precisam de adaptações externas nos veículos para dirigibilidade

Novas enquetes realizadas pelo Diário PcD e entre Associados da ANAPcD apontam o número de pessoas com deficiência que não precisam de adaptações externas nos veículos para a dirigilidade. Levantamentos realizados em 2025 foram decisivas para evitar prejuízo que estava previsto na Reforma Tributária

Uma enquete realizada nos dias 5 e 6 de março pela ANAPcD – Associação Nacional de Apoio às Pessoas com Deficiência consultou seu quadro associativo para identificar o perfil de proprietários de veículos entre pessoas com deficiência.

Participaram Associados residentes nos estados da Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A enquete realizada pela ANAPcD contou com a participação de 278 Associados.

O Diário PcD também realizou uma enquete – nos dias 2 e 3 de março, para quantificar o público de pessoas com deficiência que necessitam de adaptações externas. Foram consultadas 372 pessoas.

As novas enquetes tiveram a participação de 650 pessoas.

Novos números em março de 2026 – 93% dos participantes afirmaram não precisar de nenhuma adaptação externa, enquanto 7% necessita implantar alguma adaptação para a dirigibilidade.

Em maio de 2025, foi apurado que 95% das pessoas com deficiência não necessitavam de nenhuma alteração no veículo para dirigibilidade. Haviam sido consultadas 730 pessoas em todo o Brasil.

Esses números foram apresentados em diversas atividades da ANAPcD no Congresso Nacional durante as discussões da Reforma Tributária, que – inicialmente, retirava o direito às isenções para todos aqueles que não necessitavam de adaptações externas.

Entre as adaptações mencionadas pelos participantes das enquetes estão:

transferência dos comandos de acelerador e freio dos pedais para o volante;

instalação de pomo giratório;

utilização de comandos manuais;

prolongador de pedais;

central de comandos elétricos.

Essas adaptações são recursos técnicos que permitem a condução do veículo por pessoas com algumas limitações motoras.

Diversidade de condições de deficiência

Os dados indicam que a maioria dos participantes das enquetes dirigem veículos sem necessidade de modificações externas. Essa situação pode ocorrer em diferentes condições de deficiência que não exigem adaptações estruturais no automóvel.

A legislação brasileira adota um conceito amplo de deficiência.

A Lei nº 13.146/2015 — Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI) estabelece, em seu art. 2º, que pessoa com deficiência é aquela que possui impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial que, em interação com barreiras, pode limitar sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

Isenções tributárias relacionadas à aquisição de veículos

No Brasil, a legislação prevê isenções tributárias aplicáveis à aquisição de veículos por pessoas com deficiência, com o objetivo de reduzir barreiras à mobilidade.

Entre as principais normas estão:

Lei nº 8.989/1995 — isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de veículos por pessoas com deficiência;

Lei nº 8.383/1991, art. 72 — isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em determinadas operações de financiamento;

Convênio CONFAZ nº 38/2012 — regras para concessão de isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS);

Legislações estaduais que disciplinam a isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

Essas medidas integram políticas públicas voltadas à ampliação da mobilidade e da autonomia de pessoas com deficiência.

Nota metodológica

As enquetes mencionadas referem-se à participação voluntária de Associados da ANAPcD e seguidores do Diário PcD e apresentam um recorte informativo sobre o perfil de proprietários de veículos entre os respondentes com deficiência.

Caráter informativo: Este conteúdo possui finalidade informativa e educativa, com base em dados apresentados pela entidade e na legislação brasileira vigente.

Fonte https://diariopcd.com.br/novos-numeros-apontam-que-93-das-pessoas-com-deficiencia-nao-precisam-de-adaptacoes-externas-nos-veiculos-para-dirigibilidade/

Postado Pôr Antônio Brito

Prefeitura Municipal - Convite Especial

 


https://www.instagram.com/p/DVvbOlKDeuH/?hl=pt-br

Raquel Lyra na Manhã Total desta sexta

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A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, inicia nesta quinta-feira (12) uma agenda de visitas pelo Sertão do Pajeú.

Na sexta-feira, ela nos concede entrevista dentro do programa Manhã Total, da Rádio Pajeú, a partir das 08h da manhã. Um momento importante para falar sobre ações e investimentos do Governo do Estado na região. Também para debater outros temas de interesse do Estado, em um ano desafiador onde a gestora tem agenda administrativa e política, quando disputará a reeleição.

A entrevista também será retransmitida pela nossa parceira Rádio Cultura FM, de São José do Egito, na frequência 94,7 FM, ampliando o alcance das informações para toda a região.

https://nilljunior.com.br/raquel-lyra-na-manha-total-desta-sexta/

quarta-feira, 11 de março de 2026

Instituições bancárias do DF devem disponibilizar funcionário exclusivo para idosos

Instituições bancárias do DF devem disponibilizar funcionário exclusivo para idosos

TJDFT mantém lei que obriga bancos a disponibilizar funcionário exclusivo para idosos

O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) julgou improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ajuizada pelo governador do Distrito Federal contra a Lei Distrital nº 7.426/2024. A norma obriga as agências bancárias do DF a disponibilizar um funcionário exclusivo para atendimento aos idosos nos terminais de autoatendimento.

A lei foi aprovada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) após derrubada de veto do governador. A norma determina que, durante o horário de atendimento ao público, as agências mantenham um funcionário à disposição para orientar idosos nos caixas eletrônicos instalados no interior das agências ou em espaços anexos. As penalidades para descumprimento seguem as sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor.

O governador sustentou que a lei usurpava competência privativa da União para legislar sobre direito civil, comercial e do trabalho e que violava os princípios da livre iniciativa, da livre concorrência e da proporcionalidade. Segundo o autor, o Estatuto do Idoso já garantia atendimento prioritário nas agências bancárias, o que tornaria a medida desnecessária e onerosa.

O Conselho Especial não acolheu os argumentos. O relator apontou que o objetivo central da norma é garantir segurança, rapidez e conforto ao consumidor idoso, matéria inserida na competência concorrente do Distrito Federal, e não regular direito do trabalho ou comercial. O colegiado destacou que o Supremo Tribunal Federal (STF) já consolidou o entendimento de que municípios e o Distrito Federal têm competência para legislar sobre medidas de segurança e conforto no atendimento em agências bancárias, por se tratar de assunto de interesse local.

No plano material, o Tribunal reconheceu que a intervenção imposta às instituições financeiras é mínima diante dos direitos protegidos. Segundo o acórdão, fazendo uma ponderação de valores e interesses, pautada na necessidade, adequação e proporcionalidade, voltados os olhos a uma perspectiva de universalização dos direitos fundamentais, neste caso, em especial o consumidor idoso, constata-se que é ínfima a ingerência na atividade privada”.

O colegiado ressaltou ainda que os caixas eletrônicos são locais de alto risco para idosos, alvo frequente de golpes aplicados por criminosos que se aproveitam de dificuldades no manejo das máquinas.

A decisão foi por maioria.

Acesse o PJe2 e saiba mais sobre o processo:0715060-63.2024.8.07.0000

Fonte: Comunicação Social do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios – TJDFT

Fonte https://diariopcd.com.br/instituicoes-bancarias-do-df-devem-disponibilizar-funcionario-exclusivo-para-idosos/

Postado Pôr Antônio Brito 

Em São Paulo acessibilidade avança em regiões centrais, mas ainda falha em bairros periféricos

Em São Paulo acessibilidade avança em regiões centrais, mas ainda falha em bairros periféricos

Pessoas com deficiência visual relatam desafios estruturais e apontam demandas ainda não atendidas na maior metrópole do país

A vida em uma grande capital pode ser um tanto quanto desafiadora para as pessoas com deficiência visual, principalmente quando é preciso circular por ruas sem piso tátil, placas informativas em Braille, semáforos sonoros, entre outros recursos que auxiliam no dia a dia. Apesar dos avanços, a cidade ainda necessita de infraestrutura inclusiva suficiente para garantir o direito básico de ir e vir com autonomia, segurança e dignidade a uma parcela significativa da população.

De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no censo de 2010, só na cidade de São Paulo mais de 345.000 pessoas eram cegas ou possuíam baixa visão, cerca de 6,5% da população paulistana que já convivia com falta de acessibilidade para circular entre os bairros. Passados mais de dez anos, e mesmo sem a divulgação de números oficiais atualizados do último censo para a capital, a realidade pouco mudou. 

Em São Paulo, existem normas claras de acessibilidade voltadas para pessoas com deficiência visual. Conforme a Lei nº 15.442/2012 (calçadas) e o decreto nº 58.611/2019, a instalação de piso tátil e a padronização das calçadas é obrigatória. Embora exista um manual municipal que define parâmetros técnicos de acesso, a qualidade das calçadas e vias varia muito entre os bairros, onde as condições reais muitas vezes são precárias, com obstáculos, descontinuidade e falta de manutenção, fatores que diminuem a mobilidade de pessoas com deficiência visual ou mobilidade reduzida. 

Essa diferença fica mais evidente em bairros periféricos, onde grande parcela da população convive com a falta de padronização, transformando assim atividades simples como ir ao mercado, à escola e ao trabalho em um verdadeiro desafio urbano. Beto Pereira, pessoa com deficiência visual, morador do bairro de Santa Cecília , alerta para a falta de uma infraestrutura nesses locais. “Para as pessoas com deficiência visual, sair de casa nunca é simples. Precisamos ficar o tempo todo em alerta, porque a calçada muda e aparecem buracos, postes e degraus sem aviso. Muitas vezes, dá medo de cair ou se machucar. Isso acaba tirando de nós algo básico, que é andar pela cidade com mais tranquilidade e independência.”, lamenta. 

Por outro lado, regiões como a de Pinheiros, Vila Mariana, Faria Lima e Av. Paulista apresenta uma infraestrutura de acessibilidade mais desenvolvida, facilitando o deslocamento de pessoas com deficiência visual. Nestes bairros, por exemplo, alguns semáforos possuem botoeiras sonoras com painel de instruções em braille, LED indicativo de acionamento e sinalização sonora com autofalante. Ainda assim, mesmo com estrutura considerada mais adequada, persistem lacunas significativas que comprometem a acessibilidade e segurança.

Silverlei Silvestre Vieira Prof. de Orientação e Mobilidade da Laramara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual ressalta que a estrutura precária de ruas e calçadas mostra como a cidade ainda sofre com a falta de planejamento, dificultando o uso de espaços públicos e comprometendo  o deslocamento seguro da população. “A falta de acessibilidade urbana não afeta apenas as pessoas com deficiência, ela também limita o acesso de outros grupos como gestantes, idosos, crianças e pessoas com mobilidade reduzida”, comenta. Para a entidade, investir em acessibilidade é uma medida que beneficia a todos, promovendo autonomia e inclusão nos trajetos diários.

O especialista ainda reforça que a acessibilidade urbana deve ser tratada como política pública e não como ações pontuais ou restritas a determinadas regiões. Ampliação de rotas acessíveis,  manutenção adequada das calçadas, instalação de sinalização tátil e sonora e fiscalização constante são medidas essenciais para reduzir desigualdades e garantir o direito de ir e vir de pessoas com deficiência visual em todos os bairros de São Paulo.

Enquanto a infraestrutura ideal não se torna realidade, pessoas cegas e com baixa visão seguem enfrentando obstáculos diários para acessar serviços básicos. Tornar São Paulo uma cidade acessível exige planejamento urbano inclusivo, investimento contínuo e compromisso do poder público em ouvir quem convive com essas barreiras diariamente, para que a mobilidade urbana seja um direito garantido a todos.

Sobre a Laramara:
Fundada em 1991 pelo casal Mara e Victor Siaulys, a Laramara é referência nacional no atendimento a pessoas cegas e com baixa visão, contribuindo de forma pioneira na promoção da autonomia, educação, formação profissional, cultura e convivência inclusiva. Ao lado de parceiros e apoiadores, a associação desenvolve programas inovadores que impactam milhares de famílias em todo o país.

CRÉDITO/IMAGEM: Divulgação Laramara – pessoa cega caminhando pela cidade com bengala.

Fonte https://diariopcd.com.br/em-sao-paulo-acessibilidade-avanca-em-regioes-centrais-mas-ainda-falha-em-bairros-perifericos/

Postado Pôr Antônio Brito