Programação prevê ações no Recife e em todo o estado de Pernambuco até a próxima sexta-feira (28)
Semana
Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla tem início
nesta sexta-feira (21), com programação no Recife e outras cidades de
Pernambuco - Wagner Ramos/PCR
A
Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla tem
início nesta sexta-feira (21), com o objetivo de evidenciar a
importância da inclusão e dos desafios ainda enfrentados por essa
população no acesso a direitos básicos.
No Brasil, o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência
com dois anos ou mais de idade, o equivalente a 7,3% da população do
país.
Em Pernambuco,
alguns municípios da Região Metropolitana do Recife, Agreste e
Sertão se mobilizam com ações para reforçar o debate do público sobre o
tema até a próxima sexta-feira (28).
Confira a programação da Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla no Recife e na RMR:
Recife
Com o tema “Acessibilidade, o Caminho que nos Conduz à Cidadania e a
Inclusão”, a prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Direitos
Humanos e Juventude, realizará a 25ª Semana Municipal da Pessoa com
Deficiência a partir desta sexta-feira (21) até o dia 28 de agosto.
A proposta é promover debates, atividades e formações, informando os
recifenses sobre os direitos das pessoas com deficiência e contribuindo
para a igualdade de oportunidades e a inclusão social.
“Ao longo desses dias, teremos atividades de formação,
sensibilização, cultura, lazer e participação social, envolvendo
diferentes públicos e espaços da cidade”, destacou o secretário de
Direitos Humanos e Juventude, Marco Aurélio Filho.
Além disso, a Secretaria de Saúde do Recife (Sesau) lançou o Guia
Anticapacitista da Política Municipal de Saúde da Pessoa com Deficiência
do Recife nesta sexta-feira (21).
A publicação reúne orientações para fortalecer práticas de cuidado,
atendimento e convivência livres de preconceito e discriminação contra
pessoas com deficiência nos serviços de saúde.
“A Semana Municipal da Pessoa com Deficiência é um momento importante
para ampliar o debate sobre inclusão e, principalmente, reforçar que
acessibilidade é um direito e uma condição fundamental para o exercício
da cidadania”, completou o secretário.
O lançamento ocorre durante o evento “Entre Barreiras e Pontes: 10
anos na Garantia de Direitos à Saúde Integral da Pessoa com Deficiência
no Município do Recife”, realizado no auditório do Centro Universitário
Tiradentes de Pernambuco (Unit-PE).
A atividade integra a programação da 25ª Semana Municipal da Pessoa
com Deficiência, iniciativa da Secretaria de Direitos Humanos e
Juventude do Recife.
“A publicação representa mais um passo no enfrentamento ao capacitismo,
prática que estabelece barreiras, estigmas e preconceitos em relação às
pessoas com deficiência, e busca contribuir para a construção de uma
assistência cada vez mais inclusiva e alinhada à garantia de direitos no
âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS”, comemorou a coordenadora da
Política de Atenção Integral à Saúde da Pessoa com Deficiência, Erika
Aparecida Alves.
O guia integra um conjunto de iniciativas adotadas pelo Recife para qualificar a atenção à saúde da pessoa com deficiência.
Confira a programação completa:
21 de agosto (sexta-feira) – Abertura
Solenidade de abertura da 25ª Semana Municipal da Pessoa com
Deficiência, com a realização do seminário Entre Barreiras e Pontes: 10
Anos da Política de Atenção Integral à Saúde da Pessoa com Deficiência
do Recife.
Local: Auditório da UNIT – Av. Marechal Mascarenhas de Morais, 3905, Imbiribeira
23 de agosto (domingo) – Pedalada Inclusiva em parceria com a Uninassau
Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida vão pedalar juntas pelo
Bairro do Recife. Cada participante deverá levar a sua bike, mas algumas
bicicletas adaptadas também serão disponibilizadas.
Horário: das 8h às 12h
Local: A concentração será na Av. Rio Branco ao lado da Associação
Comercial e seguirá pela Av. Alfredo Lisboa, Av. Cais do Apolo,
retornando para a Av. Rio Branco
24 de agosto (segunda-feira) – Roda de Conversa - Refletindo e Trabalhando contra o Capacitismo
Atividade ministrada pela militante das causas das pessoas com
deficiência, Arenilda Duque, para profissionais do Compaz Leda Alves.
Horário: 13h30
Local: Compaz Leda Alves
25 de agosto (terça-feira) – Ação educativa do COMUD/Recife
Sensibilização e distribuição de materiais para divulgação dos direitos das pessoas com deficiência.
Horário: 14h
Local: Praça do Derby
26 de agosto (quarta-feira) – Visita guiada ao MAMAM, gratuita e aberta ao público
Membros da Central de Acessibilidade Comunicacional (CAC) vão conduzir a visita à exposição Amorí, de Vladimir Pauna.
Horário: 14h
Local: Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (MAMAM). Rua da Aurora, 265 - Boa Vista
27 de agosto (quinta-feira) – 20 anos do COMUD/Recife
Solenidade em comemoração aos 20 anos do Conselho Municipal de Defesa
dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Recife (COMUD/Recife)
Horário: 14h
Local: Auditório Capiba, 15º andar do edifício-sede da Prefeitura do Recife
28 de agosto (sexta-feira) – Oficina de Libras para os servidores do Reciprev e do Saúde Recife
Horário: 9h
Local: Reciprev. Av. Manoel Borba, 488 - Boa Vista
Pernambuco
Entre os dias 21 e 28 de agosto, a Semana Estadual da Pessoa com
Deficiência passará por diversas regiões do estado, como Recife,
Petrolina, Caruaru, Angelim e Santa Cruz do Capibaribe, com foco em
acessibilidade, cidadania e direitos.
A atividade será realizada em parceria com a Secretaria de Criança e
Juventude, Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo
de Pernambuco, Secretaria de Cultura, e o Conselho Estadual de Defesa
dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
Sob o tema "Pessoa com Deficiência: você sabe quem sou? Da
identidade, do direito e da cidadania", a edição deste ano propõe uma
reflexão sobre o reconhecimento da identidade, a afirmação dos direitos e
o fortalecimento da cidadania plena das pessoas com deficiência.
Em 2026, a programação leva ações para a Região Metropolitana do
Recife, o Sertão (Petrolina) e o Agreste (Caruaru e Santa Cruz do
Capibaribe), ampliando o acesso a informações, serviços e atividades
culturais para pessoas com deficiência em diferentes territórios do
estado.
“A Semana Estadual da Pessoa com Deficiência é um momento de afirmar,
com ações concretas em todo o território pernambucano, a garantia de
direitos. Nós entendemos que construir políticas públicas para pessoas
com deficiência só faz sentido quando elas próprias estão no centro
dessa construção”, afirma Joanna Figueiredo, Secretária da SJDH.
Ao longo dos oito dias, a programação articula frentes estratégicas
como capacitação de redes de atendimento e transporte especializado,
acessibilidade comunicacional (audiodescrição e Libras), inclusão
cultural e esportiva, empregabilidade e fortalecimento do controle
social por meio do sistema de conselhos.
Confira a programação:
21 de agosto (sexta-feira) – Abertura Oficial em Petrolina
Em Petrolina, no Sertão, ocorre a abertura oficial com a Formação
Integrada na FUNASE Petrolina, com módulos de audiodescrição (CAD/PE) e
Libras (CIL/PE), das 9h às 16h.
No mesmo dia, também estão previstas a Caminhada Inclusiva da APAE
Petrolina, em parceria com o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos
da Pessoa com Deficiência, e o Balcão SEAD, no município de Angelim.
22 e 23 de agosto (sábado e domingo) – Cinema Acessível e Bike Sem Barreiras
No Recife, as sessões de Cinema Acessível serão promovidas com a
exibição acessível de filmes no Cinema São Luiz, para famílias atendidas
pelo Programa PE Conduz, em ambos os dias, a partir das 14h.
Também ocorre a ação Bike Sem Barreiras, no Parque Municipal Josepha Coelho.
24 de agosto (segunda-feira) – Dia D da Empregabilidade
O Dia D da Empregabilidade da Pessoa com Deficiência acontece na sede da
SEDEPE, das 9h às 16h, com participação de empresas parceiras e
recursos de acessibilidade comunicacional (Libras e audiodescrição).
25 de agosto (terça-feira) – Formação em Audiodescrição e Abordagem Inclusiva
Formação em Audiodescrição para servidores públicos, no Edifício
Palmira II, e formação de motoristas do Programa PE Conduz sobre
abordagem inclusiva.
26 de agosto (quarta-feira) – Balcão SEAD em Santa Cruz do Capibaribe
Em Santa Cruz do Capibaribe, acontece o Balcão SEAD de Cidadania da
Pessoa com Deficiência, das 9h às 15h, em parceria com a Prefeitura
Municipal.
27 de agosto (quinta-feira) – Palestra "Acolhimento e
Inclusão: Da Sensibilização às Práticas de Inserção Produtiva e Geração
de Renda"
A atividade, promovida em parceria com o Conselho Estadual de Defesa dos
Direitos da Pessoa com Deficiência, tem como foco o fortalecimento do
controle social e das políticas públicas voltadas à pessoa com
deficiência.
28 de agosto (sexta-feira) – Encerramento da Semana
O encerramento da semana acontece em Recife, com a Formação Introdutória
em Libras e na Plataforma Tá Na Mão, pela manhã, e em Caruaru, durante a
noite, com a Rota Acessível ao Festival Pernambuco Meu País.
Paulista
A cidade de Paulista, na Região Metropolitana do Recife, promove uma ação especial em alusão à Semana da Pessoa com Deficiência.
A programação será realizada na próxima segunda-feira (24), das 9h às
12h, na UBS Mirueira I, localizada na Travessa do Campo, nº 366, em
Mirueira.
Com o tema “Inclusão, Cidadania, Saúde e Qualidade de Vida”, a
iniciativa é voltada para pessoas com deficiência intelectual e múltipla
e famílias atípicas e reúne, em um único espaço, serviços de saúde,
cidadania e orientações sobre direitos.
Na área da saúde, serão oferecidos serviços de vacinação, aferição de
pressão arterial, atendimento médico e orientações sobre saúde bucal.
Também serão disponibilizados serviços relacionados às políticas
sociais e à garantia de direitos, como atualização do Cadastro Único
(CadÚnico), orientações sobre o Vem Livre Acesso, emissão da Carteira de
Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA) e
emissão do RG.
A ação integra a programação da Semana da Pessoa com Deficiência e
tem o objetivo de facilitar o acesso das famílias aos serviços públicos,
além de ampliar a oferta de informações sobre saúde, cidadania e
direitos das pessoas com deficiência.
Projeto
Eleições Inclusivas 2026 dará visibilidade aos candidatos com
deficiência que disputam as eleições de 2026. Relação será atualizada
quinzenalmente. Informações sobre candidaturas devem ser encaminhadas
para email coberturadiariopcd@gmail.com
O Diário PcD iniciará um amplo
levantamento nacional para identificar e divulgar as candidaturas de
pessoas com deficiência que disputarão as Eleições Gerais de 2026. O
projeto reunirá informações sobre as candidaturas aos cargos de deputado
federal, deputado estadual e distrital, senador, governador e
presidente da República, oferecendo à sociedade um panorama da
participação política das pessoas com deficiência no Brasil.
A cobertura será destinada a candidatos que se enquadrem em pelo menos uma das seguintes situações:
pessoas com deficiência que estejam concorrendo nas eleições;
pais e mães atípicascom candidatura oficializada;
candidatos que tenham histórico comprovado de atuação na defesa das pessoas com deficiência;
candidatos com participação reconhecida em movimentos, entidades,
organizações ou iniciativas relacionadas à inclusão e à acessibilidade;
pessoas cuja trajetória profissional, social ou política demonstre relação efetiva com as pautas do segmento.
O objetivo não será estabelecer preferência eleitoral, mas oferecer informação jornalística ao eleitor.
Candidatos poderão enviar suas informações
Para organizar a cobertura nacional, o
Diário PcD criou um e-mail específico para receber as informações dos
próprios candidatos.
coberturadiariopcd@gmail.com
Cada candidato interessado em participar deverá encaminhar:
• Nome completo
• Nome pelo qual será identificado como candidato
• Cargo disputado
• Partido / Estado em que disputa as eleições
• Federação ou coligação, quando aplicável
• Breve currículo
• Informações sobre sua relação com a pauta das pessoas com deficiência
• No caso de pais ou mães atípicas, breve descrição dessa relação
A equipe de jornalismo do Diário PcD fará a
organização das informações recebidas e poderá buscar dados
complementares para a produção do conteúdo.
O envio das informações não significa
garantia automática de publicação. A inclusão na cobertura estará
sujeita aos critérios editoriais e jornalísticos do Diário PcD e à
legislação eleitoral vigente.
Cobertura começa na última semana de agosto
O Diário PcD iniciará a divulgação dos
candidatos selecionados na última semana de agosto, após o encerramento
das convenções partidárias e com as candidaturas já apresentadas à
Justiça Eleitoral.
O calendário oficial do TSE estabelece que
as convenções partidárias para escolha de candidatas e candidatos
ocorrem de 20 de julho a 5 de agosto de 2026, enquanto o prazo para o
registro das candidaturas termina em 15 de agosto.
Por isso, a opção editorial do Diário PcD é
iniciar a publicação na última semana de agosto, buscando trabalhar com
informações eleitorais mais consolidadas.
Uma eleição com a participação da comunidade PcD
A iniciativa surge diante da necessidade
de ampliar a visibilidade desse segmento no processo eleitoral e
facilitar o acesso dos eleitores a informações confiáveis sobre
candidaturas que representam a pauta da inclusão, da acessibilidade e
dos direitos das pessoas com deficiência.
Embora o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
disponibilize o campo de autodeclaração de deficiência no sistema de
registro de candidaturas, ainda não existe uma relação organizada que
permita identificar, de forma simples e acessível, quem são os
candidatos com deficiência em todo o país.
As candidaturas serão registradas
oficialmente até 15 de agosto de 2026, conforme o calendário eleitoral
detalhado ao final da matéria.
https://youtu.be/yIeqUEsekPE?si=4Z5lxTLu7mQeMfKX
Além da identificação das candidaturas, o
portal também acompanhará o desempenho eleitoral dos candidatos,
analisando o crescimento da representatividade política das pessoas com
deficiência em comparação às eleições anteriores.
Nas eleições de 2022, o TSE registrou 284 candidatos a deputado estadual; 167 candidatos a deputado federal; 2 candidatos ao Senado que se autodeclararam pessoas com deficiência, uu seja, 453 candidatos com deficiência
disputaram vagas nas Assembleias Legislativas, na Câmara dos Deputados e
no Senado Federal. O TSE indeferiu 28 registros de candidaturas.
As pessoas com deficiência representaram apenas 1,6% do total de candidaturas nas eleições gerais de 2022. Entre os candidatos com deficiência:
53,7% declararam deficiência física;
23,4% deficiência visual;
12% deficiência auditiva;
2,6% autismo;
8,3% outros tipos de deficiência
Em 2026 a população brasileira vai escolher quem serão os 1.059 deputados estaduais e distritais, 513 deputados federais.
Atualmente o Brasil conta com 81
parlamentares, mas no Senado Federal terá 54 vagas em disputa neste ano
(duas para cada estado e duas para o Distrito Federal). As eleições
ocorrem de forma alternada a cada 4 anos (renovando ora um terço, ora
dois terços das vagas).
Também serão eleitos os Governadores de Estados e do Distrito Federal e quem ocupará o Palácio do Planalto.
O projeto Eleições Inclusivas 2026
busca incentivar uma democracia mais participativa e fortalecer o
protagonismo das pessoas com deficiência nos espaços de decisão. A
participação do segmento ainda permanece muito inferior à proporção de
pessoas com deficiência existente na população brasileira.
“O eleitor precisa saber quem são os
candidatos que conhecem de perto os desafios da acessibilidade, da
inclusão e da defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Nosso
compromisso é oferecer uma ferramenta de consulta baseada em dados
oficiais, permitindo que a sociedade acompanhe e valorize a participação
desse segmento na política brasileira”, afirmou Abrão Dib, editor do
Diário PcD
O levantamento utilizará como base as
informações públicas disponibilizadas pela Justiça Eleitoral por meio do
sistema de registro de candidaturas e das bases de dados oficiais do
Tribunal Superior Eleitoral, respeitando os critérios de transparência e
publicidade do processo eleitoral.
Após a homologação das candidaturas, o
Diário PcD divulgará uma relação atualizada dos candidatos com
deficiência de todo o país e produzirá reportagens especiais sobre
representatividade política, acessibilidade nas campanhas eleitorais,
participação feminina, juventude, pessoas autistas, pessoas com doenças
raras e demais segmentos da comunidade das pessoas com deficiência.
A iniciativa reafirma o compromisso do
Diário PcD com a promoção da cidadania, da inclusão e da participação
política, contribuindo para que as Eleições 2026 sejam também um espaço
de fortalecimento da democracia e da representatividade das pessoas com
deficiência no Brasil.
CALENDÁRIO ELEITORAL 2026
Julho
Condutas vedadas
Já a partir de 4 de julho (três meses
antes do 1º turno), ficam vedadas algumas condutas por parte de agentes
públicos, como nomeações, exonerações e contratações, assim como
participação em inauguração de obras públicas.
Mobilidade
Pessoas com deficiência ou mobilidade
reduzida que queiram votar em outra seção ou local de votação da
circunscrição têm de 18 de julho a 18 de agosto para informar a Justiça
Eleitoral.
Quantitativo do eleitorado
Em julho, o TSE publicará, na internet, o
número oficial de eleitoras e eleitores aptos a votar. Esse número
servirá de base para fins de cálculo do limite de gastos dos partidos e
de candidatas e candidatos nas respectivas campanhas.
Agosto
Convenções partidárias e registro de candidaturas
De 20 de julho a 5 de agosto, partidos e
federações realizam convenções partidárias para deliberar sobre
coligações e escolher candidatas e candidatos que concorrerão aos cargos
de presidente e vice-presidente da República, governador e
vice-governador, senador e respectivos suplentes, bem como aos cargos de
deputado federal, estadual e distrital nas Eleições de 2026. Os pedidos
de registro de candidatura devem ser apresentados à Justiça Eleitoral
até 15 de agosto.
Começo da propaganda eleitoral e horário gratuito
No dia seguinte, 16 de agosto, tem início a
propaganda eleitoral nas ruas e na internet. Já o horário eleitoral
gratuito nas emissoras de rádio e televisão relativo ao 1º turno das
eleições passa a ser exibido a partir de 28 de agosto e termina
no dia 1º de outubro.
Vedação às emissoras de rádio e TV
A partir de 4 de agosto, emissoras de
rádio e de televisão não podem, em sua programação normal e em seu
noticiário, ainda que sob a forma de entrevista jornalística:
– transmitir imagens de realização de
pesquisa ou de qualquer outro tipo de consulta popular de natureza
eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado ou em que haja
manipulação de dados;
– veicular propaganda política;
– dar tratamento privilegiado a candidata,
candidato, partido político, federação ou coligação, inclusive sob a
forma de retransmissão de live eleitoral;
– veicular ou divulgar filmes, novelas,
minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica voltada
especificamente a candidata, candidato, partido, federação ou coligação,
mesmo que dissimuladamente, exceto programas jornalísticos ou debates
políticos;
– divulgar nome de programa que se refira a candidata ou candidato escolhido em convenção.
Setembro
Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas
Até 14 de setembro, os sistemas eleitorais
e os programas de verificação desenvolvidos pelas entidades
fiscalizadoras deverão estar lacrados, mediante apresentação,
compilação, assinatura digital e guarda das mídias pelo TSE, em
Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas.
Dia 14 de setembro também é o último dia
para a eleitora ou o eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida, bem
como a população de territórios indígenas, de comunidades remanescentes
de quilombos e demais comunidades tradicionais, requererem, por conta
própria ou por curadora ou curador, apoiadora ou apoiador, ou
procuradora ou procurador, o fornecimento de transporte especial
previsto na resolução que disciplina o programa Seu Voto Importa.
Flagrante delito
A partir de 19 de setembro (15 dias antes
do 1º turno), candidatas e candidatos não poderão ser presos, salvo no
caso de flagrante delito.
Já eleitoras e eleitores não poderão
ser presos a partir de 29 de setembro até 6 de outubro, a não ser em
caso de flagrante delito, em cumprimento de sentença judicial por crime
inafiançável ou em razão de desrespeito a salvo-conduto.
Outubro
Verificação dos sistemas
No dia 3, o TSE realiza a Cerimônia de
Verificação do Sistema de Gerenciamento da Totalização, Receptor de
Arquivos de Urnas, InfoArquivos e do Transportador WEB, mediante
comunicação prévia às entidades fiscalizadoras.
Transporte de armas e munições
De 3 a 5 de outubro (um dia antes e até um
dia depois do 1º turno), fica proibido a colecionadoras,
colecionadores, atiradoras, atiradores, caçadoras e caçadores
transportar armas e munições em todo o território nacional.
Em razão da possibilidade de 2º turno,
também não podem circular armas e munições no período de 24 a 26 de
outubro em todo o território nacional.
Data das eleições (1º turno)
O 1º turno do pleito ocorrerá no primeiro
domingo de outubro, dia 4. Eventual 2º turno será realizado no dia 25 do
mesmo mês. A votação começará às 8h e terminará às 17h, sendo a votação
uniformizada pelo horário de Brasília em todos os estados e no Distrito
Federal.
Em caso de 2º turno
Do dia 9 até 23 de outubro, será veiculada
propaganda eleitoral gratuita nas emissoras de rádio e televisão
relativa ao 2º turno.
A partir do dia 10, nenhum candidato que
participará do 2º turno de votação poderá ser detido ou preso, salvo no
caso de flagrante delito.
A partir do dia 19, nenhum eleitor poderá
ser preso ou detido, salvo em flagrante delito, ou em virtude de
sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou por
desrespeito a salvo-conduto.
No dia 24, será realizada no TSE a
Cerimônia de Verificação do Sistema de Gerenciamento da Totalização,
Receptor de Arquivos de Urnas, InfoArquivos e do Transportador WEB,
mediante comunicação prévia às entidades fiscalizadoras.
Eventual 2º turno das eleições será realizado no dia 25.
Novembro
Abertura do cadastro eleitoral
Em 3 de novembro, serão retomados:
a emissão da certidão de quitação eleitoral pela internet, pelo Sistema Elo e pelo E-Título;
o atendimento às eleitoras e aos eleitores nas unidades da Justiça Eleitoral; e
o serviço de pré-atendimento, via internet, para requerimento de alistamento, transferência e revisão.
Dezembro
Justificativa eleitoral
Eleitoras e eleitores que não votaram no
1º turno e não justificaram a falta no dia das eleições devem apresentar
justificativa, até 3 de dezembro de 2026, em qualquer cartório
eleitoral, pelo e-Título ou pelos portais do TSE e dos TREs na
internet.
Já a ausência no 2º turno das eleições deve ser justificada até 6 de janeiro de 2027.
Diplomação
Eleitas e eleitos serão diplomados pela Justiça Eleitoral até 18 de dezembro.
Janeiro de 2027
Posse das eleitas e eleitos
Pela primeira vez, eleita ou eleito para o
cargo de presidente da República tomará posse em 5 de janeiro de 2027 e
os governadores no dia seguinte.
A Semana Nacional da Pessoa com
Deficiência Intelectual e Múltipla, celebrada de 21 a 28 de agosto, é
uma oportunidade para discutir um desafio que vai muito além da
acessibilidade física: como garantir que pessoas com deficiência
intelectual e múltipla tenham efetivamente o direito de estudar,
trabalhar, praticar esportes, participar da vida cultural, tomar
decisões e exercer sua cidadania.
Instituída pela Lei nº 13.585/2017, a
Semana tem justamente entre seus objetivos conscientizar a sociedade
sobre as necessidades específicas dessa população, estimular políticas
públicas de inclusão e combater o preconceito e a discriminação.
Os números mais recentes ajudam a
dimensionar o desafio. Dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE em
2025, identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no país, o
equivalente a 7,3% da população com dois anos ou mais. O levantamento
passou a investigar também aspectos relacionados à cognição e
comunicação. No entanto, é importante fazer uma ressalva: o Censo não
apresenta, até o momento, um número nacional específico e isolado de
pessoas com deficiência múltipla. Por isso, não é correto simplesmente
somar diferentes tipos de deficiência para chegar a esse total.
Para quem vive com deficiência intelectual
ou múltipla, as barreiras podem aparecer muito cedo e acompanhar toda a
vida. Estão na escola que não consegue oferecer o apoio necessário, no
atendimento de saúde pouco preparado, na dificuldade de acesso ao
transporte e à cultura, na falta de oportunidades profissionais e,
principalmente, no preconceito. Muitas vezes, a maior limitação não está
na pessoa, mas no ambiente que não está preparado para recebê-la.
Os números da educação, por exemplo,
mostram que a desigualdade ainda é grande. Entre brasileiros com
deficiência de 25 anos ou mais, 63,1% não haviam concluído o ensino
fundamental, segundo o Censo 2022, enquanto esse percentual era de 32,3%
entre as pessoas sem deficiência. No ensino superior, apenas 7,4% das
pessoas com deficiência haviam concluído a graduação, contra 19,5% entre
aquelas sem deficiência.
É preciso, portanto, transformar direitos
previstos em lei em políticas que funcionem na prática. Isso significa
ampliar a educação inclusiva, formar professores e profissionais de
apoio, garantir atendimento de saúde e reabilitação próximos das
famílias, ampliar a acessibilidade física e digital e criar caminhos
reais para a inserção no mercado de trabalho. Mas nenhuma política será
suficiente se não houver recursos, integração entre União, estados e
municípios e acompanhamento permanente dos resultados.
No Instituto Olga Kos, entendemos que
inclusão também significa reconhecer potencialidades. Pessoas com
deficiência intelectual e múltipla têm desejos, talentos, capacidade de
aprender, criar, trabalhar, praticar esportes e participar da vida
comunitária. A sociedade precisa parar de perguntar apenas o que essas
pessoas conseguem fazer e começar a perguntar: o que nós precisamos
mudar para que elas possam fazer mais?
A Semana Nacional da Pessoa com
Deficiência Intelectual e Múltipla deve servir justamente para isso:
lembrar que inclusão não é favor, caridade ou exceção. É direito. E
garantir esse direito é responsabilidade de toda a sociedade.
*Wolf Kos é Presidente do Instituto Olga Kos
Sobre o Instituto Olga Kos
Fundado há 19 anos, o Instituto Olga Kos
de Inclusão é uma organização sem fins lucrativos, qualificada como
Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) pelo
Ministério da Justiça e Segurança Pública. Desenvolve projetos
artísticos, esportivos e científicos para atender, crianças, jovens,
adultos e idosos com deficiência e abre espaço para pessoas em situação
de vulnerabilidade social, proporcionando trocas de experiências e
inclusão. Ao traçar sua rota, o OLGA acompanha a trajetória do
beneficiário e sua evolução durante a realização das oficinas, adaptando
e melhorando as metodologias por intermédio de pesquisas e instrumentos
inéditos, como o Indicador de Desenvolvimento Olga Kos (Idok) e o
Índice Nacional de Inclusão da Pessoa com Deficiência Olga Kos
(Iniok_pcd).
Sociedade
de Cardiologia do Rio Grande do Sul alerta que alterações nas gorduras
do sangue podem permanecer silenciosas por anos e reforça a importância
de exames periódicos, hábitos saudáveis e avaliação do risco
cardiovascular
O colesterol elevado pode permanecer
durante anos sem provocar qualquer sinal perceptível, enquanto favorece
silenciosamente o desenvolvimento de placas nas artérias e aumenta o
risco de problemas cardiovasculares. Por ocasião do Dia Nacional de
Combate ao Colesterol, celebrado no último dia 8 de agosto, a Sociedade
de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS) chama a atenção
da população para as dislipidemias e para a importância de conhecer e
controlar os níveis de gorduras no sangue.
As dislipidemias são alterações
principalmente nos níveis de colesterol LDL, popularmente chamado de
“colesterol ruim”, e de triglicerídeos. Um dos principais desafios para o
diagnóstico é justamente a ausência de sintomas na maior parte dos
casos.
“O grande problema é que, na maioria das
vezes, o colesterol elevado não causa sintomas. A pessoa pode se sentir
perfeitamente bem durante muitos anos enquanto o excesso de colesterol
vai se depositando silenciosamente na parede das artérias, favorecendo a
formação de placas de aterosclerose. Por isso, muitas pessoas só
descobrem a alteração em exames de rotina ou, infelizmente, após um
evento cardiovascular, como infarto ou Acidente Vascular Cerebral
(AVC)”, explica o médico cardiologista Dr. Paulo Behr.
Embora hábitos inadequados possam
contribuir para o aumento do colesterol, a condição não está relacionada
exclusivamente à alimentação. Excesso de peso, sedentarismo e dieta
desequilibrada estão entre os fatores que podem interferir no perfil
lipídico, mas características genéticas também têm influência
significativa.
“Algumas pessoas apresentam colesterol
elevado mesmo mantendo hábitos saudáveis. Um exemplo é a
hipercolesterolemia familiar, uma condição genética que pode provocar
níveis muito altos de LDL desde o nascimento. Além disso, algumas
doenças, como hipotireoidismo, diabetes e doenças renais, e determinados
medicamentos também podem alterar o perfil lipídico. Por isso,
colesterol alto não deve ser visto simplesmente como consequência de uma
alimentação inadequada”, destaca o médico.
Prevenção começa conhecendo os níveis de colesterol
A realização periódica de exames e a
avaliação individual do risco cardiovascular são fundamentais. A
frequência dos exames e as metas de colesterol devem ser definidas de
acordo com fatores como idade, histórico familiar, presença de outras
doenças e risco cardiovascular de cada paciente.
Além do acompanhamento médico, medidas
incorporadas à rotina contribuem para a prevenção. Uma alimentação
equilibrada, com maior presença de frutas, verduras, legumes, fibras e
alimentos pouco processados, a prática regular de atividade física, o
controle adequado do peso e a interrupção do tabagismo estão entre as
principais recomendações.
“O primeiro passo é conhecer os seus
números. Como o colesterol elevado geralmente não apresenta sintomas, é
fundamental realizar exames periodicamente e avaliar o risco
cardiovascular com um profissional de saúde. Quando as mudanças no
estilo de vida não são suficientes, medicamentos para reduzir o
colesterol podem ser necessários. Atualmente dispomos de tratamentos
muito eficazes e seguros”, acrescenta Dr. Paulo Behr.
A redução do colesterol LDL representa uma
das principais estratégias para diminuir a possibilidade de infarto,
AVC e outras complicações associadas à aterosclerose. A principal
orientação é não esperar o surgimento de sintomas para começar a cuidar
da saúde cardiovascular.
Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS)
A SOCERGS é uma entidade dedicada à
promoção da prevenção de doenças cardíacas, visando aprimorar a
qualidade de vida dos gaúchos. Seu compromisso é conscientizar o público
sobre a importância do cuidado com a saúde do coração. Destaca-se por
sua transparência e clareza em todas as suas atividades com participação
ativa de seus sócios e líderes, que contribuem para seu contínuo
aprimoramento e evolução ao longo das gestões.
Pesquisa
publicada na revista ‘Nature Human Behaviour’ acompanhou mais de 5 mil
estudantes e identificou um pior desempenho escolar entre jovens que
começaram a usar redes sociais mais cedo; a psicopedagoga e educadora
parental Carla Costa explica sinais de alerta e como estabelecer limites
O uso precoce das redes sociais por
crianças e adolescentes tem preocupado as famílias e escolas, acerca dos
impactos da exposição às telas. Segundo um estudo publicado na revista
científica “Nature Human Behaviour”, que acompanhou 5,2 mil
estudantes ao longo da trajetória escolar, foi identificada uma
associação entre o início prematuro nas redes sociais e um pior
desempenho acadêmico.
Essa dinâmica acompanha todo o processo
escolar. De acordo com o levantamento, aproximadamente 11% dos
estudantes criam o primeiro perfil ainda no ensino fundamental I; 29%
começam no 6º ano; 25% no 7º ano e 18% no 8º ano. Apenas 16% esperaram
até o 9º ano ou depois. A pesquisa aponta ainda que os impactos foram
mais fortes entre aqueles que iniciaram o uso entre o sexto ou sétimo
ano e permaneceram ao longo da vida escolar, com a presença constante do
smartphone durante os estudos.
Para a psicopedagoga e educadora parental
Carla Costa, os resultados reforçam a importância de observar não apenas
quanto tempo a “garotada” passa diante das telas, mas também o espaço
que esse dispositivo ocupa na rotina e as experiências que acabam sendo
substituídas por elas. Diante das polêmicas recentes envolvendo crianças
e adolescentes no Discord, à atenção ao uso de ‘telas’ e de mecanismos
de interação virtual deve ser redobrada.
“Em crianças autistas, por exemplo,
ecolalias e scripts, a repetição de palavras, frases ou trechos
anteriormente ouvidos, podem fazer parte das características da
linguagem e podem inclusive cumprir funções comunicativas. Às vezes a
criança quer falar o tempo inteiro sobre aquele vídeo ou personagem,
introduz falas em momentos que não têm relação com a situação, encontra
dificuldade para perceber que o colega não conhece aquele conteúdo ou
não está interessado nele e tem pouca flexibilidade para mudar o
assunto, causando muita irritação à criança”, diz.
“Quando praticamente todo o repertório
disponível para aquela criança vem das telas, e ela passa muitas horas
consumindo os mesmos vídeos, personagens e jogos e tem poucas
oportunidades de brincar com outras crianças, conversar com adultos,
vivenciar situações diferentes e experimentar a linguagem em contextos
reais, nós estamos diminuindo as possibilidades de ampliação desse
repertório. Em virtude dos casos envolvendo o uso do Discord, fica cada
vez mais necessário que os pais entendam também um outro lado do excesso
de telas: o perigo que espreita as relações digitais nas conversas, nos
atos e na engenharia social”, explica.
Segundo Carla, a exposição “em excesso”
pode gerar mudanças no comportamento que merecem atenção dos adultos,
como irritabilidade, dificuldade de concentração, resistência a
atividades sem dispositivos e redução do interesse por brincadeiras e
interações presenciais. Em crianças com Transtorno do Espectro Autista
(TEA), o acompanhamento dessa relação exige ainda mais cuidado, já que o
uso das telas pode assumir características diferentes com alguns
comportamentos observados após longos períodos de exposição.
Outro ponto de atenção é o sono, já que o
uso de dispositivos próximo ao horário de dormir pode ocupar um momento
que é destinado ao descanso e contribui para uma rotina menos
organizada. Para Carla, estabelecer limites não necessariamente
significa retirar a tecnologia, mas criar regras nítidas para que as
telas não ocupem espaços fundamentais da infância e da adolescência.
Nesse processo, Carla orienta que a
participação dos adultos é fundamental. Estabelecer períodos sem
dispositivos, principalmente durante as refeições, estudos e estímulo a
atividades físicas, leitura, brincadeiras, convivência familiar e
interação com outras crianças. Para crianças com TEA, essas estratégias
também precisam considerar as particularidades individuais, os
interesses, as formas de comunicação e as necessidades de cada criança.
“Talvez a melhor estratégia para lidar com
as telas não seja apenas determinar a quantidade de horas que a criança
ou adolescente deve ficar diante da tela, mas uma avaliação do que a
tela tem ocupado. Tem atrapalhado o sono? As refeições? A brincadeira? O
movimento? A conversa? O tempo em família? O estudo? Os limites de
tempo continuam sendo importantes. Mas precisamos ir além da contagem
das horas, porque precisamos de uma rotina. Precisa saber que existe
hora para acordar, estudar, tomar banho, se alimentar e também usar a
tecnologia. Quando tudo é negociado diariamente, a família entra em um
processo desgastante de discussão permanente”, comenta a especialista.
Com mais de uma década de experiência, a
psicopedagoga e educadora parental explica que o desafio não é tratar a
tecnologia como inimiga, mas garantir que ela não substitua experiências
essenciais para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social.
“A tecnologia faz parte do mundo das
crianças e dos adolescentes dessa geração e pode ser uma excelente
ferramenta de aprendizagem, comunicação, acessibilidade e lazer quando
utilizada com intencionalidade. Nosso desafio é ensinar a criança a
viver em um mundo cheio de tecnologia sem precisar estar conectada o
tempo inteiro”, conclui.
EDITORIAL
– Milhões de pessoas com deficiência exercem a parentalidade, mas falta de
acessibilidade, pobreza, preconceito e ausência de apoio tornam a tarefa ainda
mais difícil
Quando se fala em parentalidade e deficiência, a discussão
frequentemente se concentra nos pais de crianças com deficiência. Existe,
porém, outra realidade que ainda recebe pouca atenção: a das pessoas com
deficiência que são mães e pais.
São pessoas que criam filhos, trabalham, cuidam da casa,
acompanham tarefas escolares, levam crianças ao médico, participam de reuniões
e enfrentam os mesmos desafios da parentalidade — mas, muitas vezes, precisam
fazer tudo isso em uma sociedade que ainda não foi construída pensando nelas.
E os números disponíveis começam a revelar a dimensão dessa
realidade. Mais de 4 milhões de pais com deficiência somente nos Estados Unidos
Um dos levantamentos mais recentes e detalhados foi
realizado nos Estados Unidos a partir de dados da American Community Survey,
que reúne informações de milhões de domicílios.
Estudo publicado em 2025 e incorporado à edição de 2026 do
Journal of Disability Policy Studies estima que, entre aproximadamente 65,9
milhões de pais norte-americanos, 4,4 milhões possuem alguma deficiência.
Isso significa que aproximadamente 1 em cada 15 pais nos
Estados Unidos é uma pessoa com deficiência.
O dado é particularmente importante porque demonstra que a
parentalidade de pessoas com deficiência está longe de ser uma situação
excepcional.
É uma realidade social que precisa ser reconhecida pelas
políticas públicas. E existe um problema ainda maior: a pobreza. O mesmo estudo
encontrou uma diferença significativa na situação econômica dessas famílias.
Entre os pais com deficiência pesquisados, 27,3% estavam
abaixo da linha de pobreza, contra: 17,74% entre não pais com deficiência;
11,38% entre pais sem deficiência e 9,30% entre pessoas sem deficiência que não
eram pais.
Os pesquisadores identificaram ainda que, mesmo depois de
considerados outros fatores sociodemográficos, pais com deficiência
apresentavam risco de pobreza 1,93 vez maior do que o grupo de referência analisado.
Para uma família com crianças, essa diferença pode
significar dificuldades adicionais para moradia, alimentação, transporte,
educação, saúde e acesso a serviços.
Um universo que ainda é pouco estudado
A falta de dados não significa que sejam poucos. Ao
contrário.
Uma revisão da literatura publicada pelo National Center
for Biotechnology Information já estimava 8,4 milhões de adultos com
deficiência vivendo com filhos menores de 18 anos nos Estados Unidos, com
números que variavam conforme a definição utilizada para identificar a
deficiência.
Mais recentemente, pesquisadores continuam alertando para a
falta de informações específicas sobre essa população.
Uma publicação da Palgrave Encyclopedia of Disability, de
2026, classifica a parentalidade de pessoas com deficiência como uma área ainda
pouco explorada pela pesquisa, apesar de suas implicações para os direitos das
pessoas com deficiência, a inclusão social e a dinâmica familiar.
É uma lacuna que precisa ser enfrentada. A dificuldade não
é apenas a deficiência
Um dos principais erros na discussão é imaginar que o
problema está necessariamente na capacidade da pessoa com deficiência de
exercer a maternidade ou a paternidade. Muitas vezes, o problema está no
ambiente.
Uma pessoa cadeirante pode ser perfeitamente capaz de
cuidar de uma criança, mas pode encontrar dificuldades porque o berço, o
trocador, o carrinho, o transporte público ou o espaço da escola não foram
pensados para sua utilização.
Uma mãe surda pode exercer plenamente a maternidade, mas enfrentar
obstáculos quando médicos, professores ou serviços públicos não oferecem
comunicação acessível.
Um pai cego pode cuidar de seu filho, mas pode encontrar
barreiras em documentos, aplicativos, escolas e serviços que não são
acessíveis.
Uma pessoa com deficiência intelectual pode exercer a
parentalidade, mas ainda enfrenta preconceitos e julgamentos sobre sua
capacidade de cuidar.
A barreira, portanto, muitas vezes não está na pessoa. Está
na falta de acessibilidade e de apoio. A falta de apoio para cuidar dos filhos
também pesa
Um levantamento do Government Accountability Office (GAO),
órgão de fiscalização do Congresso dos Estados Unidos, encontrou 3 milhões de
pais de crianças de até cinco anos com alguma deficiência e cerca de 2,2
milhões de crianças nessa faixa etária com deficiência.
O relatório também identificou dificuldades enfrentadas
tanto por famílias de crianças com deficiência quanto por pais que possuem
deficiência para encontrar e utilizar serviços de cuidado infantil.
Entre os problemas relatados estão dificuldades de
comunicação com prestadores de serviços, exclusão e comentários depreciativos
de funcionários ou de outros pais. Em alguns casos, a dificuldade para
encontrar um serviço adequado levou famílias a reduzir a jornada de trabalho,
deixar empregos ou mudar de residência.
Isso demonstra que acessibilidade na parentalidade também é
uma questão econômica. As principais barreiras enfrentadas pelos pais com
deficiência. A literatura e os levantamentos disponíveis permitem identificar alguns
dos principais obstáculos:
♿ Acessibilidade
física
Calçadas, transporte, escolas, parques, hospitais, creches
e espaços de lazer podem não permitir que o pai ou a mãe com deficiência
participe em igualdade de condições.
📱
Acessibilidade da comunicação
Informações escolares, médicas, administrativas e
relacionadas aos filhos nem sempre estão disponíveis em formatos acessíveis.
💰
Vulnerabilidade econômica
Os dados norte-americanos mostram uma associação importante
entre deficiência, parentalidade e maior risco de pobreza.
👨👩👧 Falta de serviços de apoio
Creches, cuidadores, assistência pessoal e outros serviços
podem ser insuficientes ou inacessíveis.
🧠 Preconceito e capacitismo
Talvez seja uma das barreiras mais difíceis de combater.
Ainda existem pessoas que questionam a capacidade de alguém
com deficiência ser pai ou mãe simplesmente por causa da deficiência.
Esse preconceito pode alcançar inclusive instituições
responsáveis pela proteção das crianças.
Casos documentados nos Estados Unidos mostram como sistemas
de proteção infantil podem interpretar equivocadamente características
relacionadas à deficiência como sinais de incapacidade parental.
⚖️ Risco de
questionamento da capacidade parental
A literatura internacional chama atenção para a necessidade
de que avaliações de capacidade parental sejam realizadas individualmente,
considerando recursos, adaptações e apoios disponíveis — e não simplesmente a
existência de uma deficiência.
A sociedade precisa mudar a pergunta Durante muito tempo, a
pergunta foi:
“Uma pessoa com deficiência consegue ser pai ou mãe?” Essa
talvez seja a pergunta errada.
A pergunta deveria ser: “O que a sociedade precisa oferecer
para que uma pessoa com deficiência possa exercer sua parentalidade em
igualdade de condições?”
Essa mudança de perspectiva é fundamental. A Convenção
sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência reconhece o direito das pessoas
com deficiência de constituir família e exercer responsabilidades relacionadas
à parentalidade em igualdade de condições. Portanto, a discussão não deveria
ser sobre permitir ou não que uma pessoa com deficiência seja pai ou mãe.
Deveria ser sobre garantir os apoios necessários para que
ela possa exercer essa função com autonomia, segurança e dignidade.
O desafio também está no Brasil
No Brasil, ainda existe uma importante lacuna de
estatísticas nacionais específicas sobre pais e mães com deficiência. Os
levantamentos sobre deficiência e os estudos sobre parentalidade existem, mas
não formam ainda um retrato nacional suficientemente detalhado dessa população.
Essa ausência de dados dificulta a formulação de políticas
públicas. Sem saber quantos são, onde estão, quais deficiências possuem, qual
sua situação econômica, quantos filhos têm e quais barreiras enfrentam, o
Estado fica limitado para desenvolver políticas específicas.
É preciso conhecer essa população. É preciso ouvi-la. E,
principalmente, é preciso incluí-la na formulação das políticas públicas. Pais
com deficiência não precisam de pena. Precisam de direitos. A parentalidade de
uma pessoa com deficiência não deve ser vista como algo extraordinário, nem
como uma história de superação permanente.
Pais com deficiência simplesmente são pais. Precisam de
acessibilidade, equipamentos adequados, transporte, serviços de apoio, oportunidades
de trabalho, renda, educação inclusiva para seus filhos e respeito.
O desafio não é criar uma sociedade que permita que algumas
pessoas com deficiência sejam pais.
É construir uma sociedade na qual nenhuma pessoa seja
considerada incapaz de exercer a maternidade ou a paternidade simplesmente
porque possui uma deficiência. E talvez esse seja um dos maiores desafios da
inclusão no século XXI.
Porque acessibilidade também começa dentro de casa — e o
direito de ser pai ou mãe não pode ser limitado pelas barreiras que a sociedade
insiste em criar.
Vários modelos à disposição que podem estar enquadrados nas isenções de IPVA para pessoas com deficiência
Quem está em busca de um carro seminovo com boas condições de compra terá uma oportunidade especial nesta semana.
Nos dias 13, 14 e 15 de agosto, quinta,
sexta e sábado, acontece o Feirão de Seminovos Honda Aversa, com mais de
200 veículos seminovos Honda disponíveis e ofertas especiais durante o
evento.
Entre os destaques do feirão estão
veículos com valores abaixo da tabela FIPE, ampliando as possibilidades
para quem deseja adquirir um Honda seminovo com preços competitivos.
• Mais de 200 seminovos Honda.
• Veículos com 2 anos de garantia.
• Bônus de até R$ 10 mil.
• Seu usado de qualquer marca pode entrar na troca.
• Financiamento com taxas a partir de 0,99%.
Além dos preços promocionais, o evento
oferece condições exclusivas de financiamento, com taxas a partir de
0,99%, além de até R$ 10 mil de bônus. Os clientes também poderão
utilizar seu veículo atual na negociação, independentemente da marca, já
que a Honda Aversa aceita usados de qualquer marca na troca.
Outro diferencial do feirão é a
possibilidade de encontrar veículos com até dois anos de garantia,
proporcionando mais tranquilidade para quem pretende comprar um
seminovo.
Com uma variedade de modelos e condições
especiais concentradas em três dias, o Feirão de Seminovos Honda Aversa
promete reunir preços competitivos, taxas diferenciadas e oportunidades
exclusivas para quem está planejando trocar de carro.
O Grupo Aversa possui concessionárias nas
principais cidades do interior de São Paulo e referência no estoque de
seminovos e 0km.
As pessoas com deficiência – condutor ou
não, também contam com Assessoria Especializada para o encaminhamento
dos pedidos de isenções de veículo 0km e seminovos.
Feirão de Seminovos Honda Aversa: uma oportunidade para encontrar seu próximo Honda com condições especiais.
Serviços:
Seu Honda PcD no Grupo Aversa em 7 cidades no interior de SP.
Piracicaba – Av. Armando de Salles Oliveira, 140 – Centro
Rio Claro – Av. Presidente Kennedy, 284 – Estádio
Limeira – Av. Major José Levi Sobrinho, 1410 – Jardim Nereide
Americana – R. São Gabriel, 1793 – Vila Belvedere, Americana
Araras – Av. Dona Renata, 2620 – Vila Bressan
Sumaré – R. Fioravante Mancino, 970 – Jardim Bela Vista
Itu – Av. Dr. Ermelindo Maffei, Nº144 – Praça Lyons
Grupo Aversa tem Honda Conduz – A
certificação Honda Conduz foi criada em 2008 e visa reconhecer
as concessionárias e pontos de vendas que possuem estrutura para
atendimento a clientes com deficiência.
Em 2022, quando era capitão da Seleção Brasileira e estava entre os atletas convocados para disputar o Mundial, Guilherme sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) durante a preparação no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. A pouco menos de três semanas da competição, precisou deixar a equipe e iniciou um processo de reabilitação.
Agora, Guilherme se prepara para disputar um Mundial pela primeira vez. A competição será realizada no Brasil e ganha um novo valor para o atleta, que precisou esperar quatro anos pela nova oportunidade de disputar o principal torneio da modalidade.
“Tem um gostinho especial essa preparação para mim, porque é o meu primeiro Mundial, porque eu não pude disputar antes. Eu tive um gostinho de chegar bem perto de disputar o outro e perdi pelo fator do AVC”, contou.
A relação de Guilherme com o rúgbi começou durante o processo de reabilitação após um acidente de carro, em 2007, que provocou uma lesão medular. Em 2009, dois anos depois, ele teve o primeiro contato com a modalidade. Na época, uma pessoa ligada à equipe Guerreiros da Inclusão, do Rio de Janeiro, o apresentou ao esporte. A partir daí, passou a treinar e a disputar campeonatos.
Em 2010, recebeu a primeira convocação para a Seleção Brasileira. Anos depois, chegou ao ciclo que tinha como objetivo o Mundial de 2022 e era o capitão da equipe naquele ano.
“Foi algo super inesperado. Eu tenho uma rotina supersaudável de treinamento, de alimentação, de tudo. E aí eu sofri um AVC no CT, e até hoje não sabem exatamente a causa do acidente”, relembrou.
Guilherme foi levado rapidamente ao hospital, mas a causa exata do AVC não foi identificada, mesmo depois de meses de tratamento. A principal hipótese apontada pelos médicos foi uma anomalia genética que fazia com que algumas artérias do cérebro fossem menos espessas do que deveriam.
No início, o atleta teve perda de memória recente e uma sequela motora no lado esquerdo do corpo, que já apresentava limitações em razão da lesão medular causada pelo acidente automobilístico. O retorno ao esporte, porém, demorou. Sem liberação médica para praticar uma modalidade de contato e que exige grande demanda física, Guilherme ficou 11 meses sem jogar.
Quando finalmente voltou às quadras, ainda precisou defender sua equipe antes de recuperar espaço na Seleção Brasileira. O primeiro campeonato pela Seleção depois do AVC foi um marco para o atleta: o Qualificatório para os Jogos Paralímpicos de Paris, realizado em março de 2024, na Nova Zelândia.
“Estar ali na seleção, mostrar que eu venci o acidente e as sequelas, que eu consigo chegar em alto nível novamente, foi muito emocionante para mim”, afirmou. “Foi muito difícil. Eu perdi movimentos, eu tive que recuperá-los. Foi uma reabilitação diária ali, de muito trabalho. E também trabalho psicológico de pensar: ‘Você vai conseguir jogar como você jogava novamente? Você vai conseguir chegar à Seleção, conseguir jogar em alto nível de novo?’. Eu duvidei disso em muitos momentos”, disse.
Hoje, sem as sequelas deixadas pelo AVC, Guilherme vive uma nova fase na carreira. Segundo ele, a Seleção Brasileira chega ao Mundial em um momento de crescimento, com uma comissão técnica experiente e expectativas altas para a competição.
Para o atleta, disputar o Mundial diante da torcida brasileira torna a experiência ainda mais especial. “Eu estou me sentindo num momento especial da minha vida, num momento em que eu posso agarrar algo que passou entre meus dedos há pouco tempo. Então, acho que é um momento muito especial, ainda mais por ser em casa também. Tem a família, os amigos, a torcida do nosso lado”, afirmou.
A expectativa é que a atmosfera no Centro de Treinamento Paralímpico seja diferente de tudo o que Guilherme já viveu. Ele lembra da experiência da Copa América, disputada no ano passado, quando a torcida brasileira esteve presente e fez barulho durante os jogos. Para o Mundial, espera uma recepção ainda maior.
“Entrar em quadra com aquela torcida a nosso favor ali no CT Paralímpico vai ser mágico. Estamos prontos para darmos nosso melhor”, finalizou.
Tabela de jogos do Brasil na fase de grupos (sempre no horário de Brasília):
17/08
19h30 – Brasil x Países Baixos
18/08
19h30 – Brasil x Canadá
19/08
19h30 – Brasil x Austrália
20/08
11h – Brasil x Nova Zelândia
19h30 – Brasil x Estados Unidos
Patrocínio
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do rúgbi em cadeira de rodas.
Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)