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domingo, 18 de outubro de 2026

Coluna do Domingão: o grande encontro

 

Em uma eleição que será definida nesta semana,  para um lado ou para o outro, se consideramos as pesquisas,  o embate entre Flávio Bolsonaro e Lula na Band ganha status de grande encontro,  decisivo para os poucos indecisos e aqueles que admitem mudar o voto.

Nos últimos dias,  a campanha de Lula cresceu se considerarmos as pesquisas,  mas Flávio ainda lidera na média dos levantamentos por uma pequena margem,  que varia entre 1 e 3 pontos, com empate na maioria deles considerando a margem de erro.

O debate da Band está confirmado para as 20 horas de hoje, em uma transmissão prevista com cerca de duas horas de duração.

Pela definição do sorteio, o candidato Flávio Bolsonaro ficará posicionado no lado esquerdo do estúdio, enquanto o candidato Lula ocupará o lado direito. A mediação do programa e a formulação das perguntas da emissora estarão a cargo dos âncoras Eduardo Oinegue e Adriana Araújo.

O programa será dividido em três blocos compostos por perguntas dos apresentadores e enfrentamento direto entre os postulantes:

Primeiro bloco: Os âncoras abrem o debate fazendo uma pergunta para cada candidato. Em seguida, é iniciado o confronto direto, no qual Lula e Flávio Bolsonaro ficam livres no estúdio para debaterem por 30 minutos.

Segundo bloco: Começa com uma pergunta elaborada pelos âncoras para cada participante. Na sequência, abre-se a dinâmica em que um candidato pergunta diretamente para o outro.

Terceiro bloco: Mantém a mesma regra do bloco anterior, com perguntas dos apresentadores e confronto direto entre os candidatos, além de reservar o espaço final para as considerações finais de cada um.

O que cada candidato reserva de fator surpresa? Como reagirão às provocações mútuas? Quem demonstrará mais segurança? Mais domínio de país? São respostas que não ajudarão apenas a responder quem ganhou o debate,  mas o comando do país nos próximos anos.

1,48%

Um agregador das pesquisas da semana entre Flávio Bolsonaro e Lula mostra o candidato do PL com 50,74% e Lula com 49,26%, vantagem de 1,48% pró Flávio,  a uma semana da eleição. Integram esse agregador as pesquisas Ipespe, CND/MDA, PoderData/Aya, Datafolha e Quaest.

Vox dá Lula de novo na frente 

Pesquisa do Instituto Vox Brasil divulgada neste domingo (18/10) pelo Poder360 mostra Lula (PT) com 51% dos votos válidos, ante 49% de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial. No cenário estimulado, que considera todos os entrevistados, o presidente tem 46,4% das intenções de voto, contra 44,6% do senador. Brancos, nulos e nenhum somam 5%, enquanto 3,9% estão indecisos. A diferença de 1,8 ponto percentual está dentro da margem de erro de 2,15 pontos, para mais ou para menos.

Comparação

Em relação à pesquisa realizada dez dias antes, Lula subiu de 44,2% para 46,4%, enquanto Flávio passou de 42,7% para 44,6%. O presidente avançou 2,2 pontos percentuais, ante 1,9 ponto do senador. No mesmo período, os indecisos recuaram de 9,7% para 3,9%, enquanto brancos e nulos passaram de 3,4% para 5%.

Dados da pesquisa 

O Vox Brasil entrevistou presencialmente 2.100 eleitores em seus domicílios, entre 15 e 17 de outubro. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04332/2026.

Pesquisa que bolsonaristas comemoram

Pesquisa Gerp divulgada na sexta-feira (16) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 50% das intenções de voto contra 45% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na comparação com a pesquisa divulgada em 12 de outubro, Flávio Bolsonaro passou de 53% para 50%, enquanto Lula oscilou de 44% para 45%. A diferença entre os dois candidatos caiu de nove para cinco pontos. Em validos, 52% a 48% pró Flávio. Ouviu 2.400 eleitores em todo o Brasil entre os dias 14 e 16 de outubro de 2026, por meio de entrevistas telefônicas, com margem de erro de 2%. Registro BR-05187/2026.

Pesquisas que vêm

Para alimentar sua ansiedade,  lá vem mais levantamentos: nesta segunda-feira, 19, estão previstas três pesquisas: PoderData, AtlasIntel e BTG/Nexus. Na terça, 20, serão divulgados os levantamentos do Instituto Veritá e do Real Time Big Data. Na quarta-feira, 21, será a vez de Quaest, Palver e Gerp apresentarem novos números sobre a corrida ao Palácio do Planalto.

Saiu do muro?

O cantor João Gomes quebrou o silêncio e publicou um longo discurso interpretado como um sinal de apoio ao presidente Lula (PT). “Me questionaram: pra que lado eu estava a favor? Eu pensei, me calei, mas agora posso falar”, declarou o artista. Na gravação, João defendeu a educação pública, as cotas, os programas de auxílio, a saúde e a democracia. O cantor também destacou a importância da liberdade de expressão e do direito ao voto.

Repercussão

O pronunciamento ganhou repercussão política e foi associado a um posicionamento favorável a Lula. Apesar disso, João não citou o nome do presidente nem declarou expressamente seu voto na fala apresentada. Ainda assim,  Lula comentou o post. “Meu abraço carinhoso. O Brasil é de todos nós”. Veja a fala:

Detonou Lula

A empresária Roberta Luchsinger concedeu entrevista à CNN Brasil e afirmou que pretende fazer uma delação premiada, declarando que não poupará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem seu filho, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha).

O que ela falou

“[A Polícia Federal] vai poder fazer o trabalho dela investigativo e contar com minha absoluta colaboração. Eu não vou poupar ninguém. Pode ser o presidente da República, que a meu ver é um grande mau caráter, é um grande mentiroso, e eu repito, um grande covarde. Não vou poupar filho de presidente, ninguém, porque o que está em questão é a verdade”, disse Roberta.

A reação

Bolsonaristas espalharam o link da entrevista como a pá de cal para enterrar o presidente candidato à reeleição. E lulistas disseram que “a bomba virou traque”, ou que “a montanha pariu um rato”.

Povo no cardápio 

O furo da semana: Flávio Bolsonaro esteve com o presidente do Grupo Globo, João Roberto Marinho, e com o vice-presidente de Relações Institucionais, Paulo Tonet, além do senador Rogério Marinho, horas antes da sabatina na Globo. A emissora emitiu uma nota informando que se trata de uma “visita institucional de rotina”, mas a informação real é de que o candidato foi provocado a se comprometer com a volta das BETS (o grupo Globo tinha a BetMGM) e da escala 6×1.

Cobertura

Depois do sucesso do trabalho no primeiro turno das eleições, a Rádio Pajeú promete repetir a dose no próximo domingo,  com a maior cobertura do segundo turno das eleições. Os programas da grade de segunda a sexta terão exibição especial,  e às quatro da tarde, a Central de Apuração,  que só termina quando o Brasil conhecer o vencedor entre Flávio Bolsonaro e Lula.

 

Frases da semana:

“Eu tenho uma tese: muito dinheiro na mão de poucos é pobreza, e pouco dinheiro na mão de muitos é riqueza”.

De Lula, na sabatina da Globo.

“Eu estou concorrendo à eleição para presidente da República, que é coisa muito séria, e o maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula”.

De Flávio  Bolsonaro, também na sabatina da Globo.

nilljunior.com.br

sábado, 17 de outubro de 2026

“Justiça para todos também significa garantir inclusão, acessibilidade e direitos” é tema de semana jurídica da Unijorge

 "Justiça para todos também significa garantir inclusão, acessibilidade e direitos" é tema de semana jurídica da Unijorge

O Curso de Direito do Centro Universitário Jorge Amado – UNIJORGE realiza, nos dias 19 e 21 de outubro de 2026, a Semana Jurídica 2026.2, com o tema “Justiça para Todos: Inclusão, Acessibilidade e Direitos Humanos no Sistema de Justiça”.

O evento será realizado em formato virtual, por meio da plataforma Microsoft Teams, com inscrições gratuitas e transmissão aberta ao público. A programação terá carga horária total de cinco horas e será composta por conferência e mesas de debates interdisciplinares. 

A Semana Jurídica reunirá representantes do Poder Judiciário, da advocacia, da academia, de entidades de defesa de direitos e da sociedade civil para promover reflexões sobre os desafios contemporâneos relacionados à efetivação dos direitos das pessoas com deficiência, das pessoas neurodivergentes e de outros grupos que enfrentam barreiras de acesso e participação social.

Objetivo

A Semana Jurídica tem como objetivo ampliar o debate acadêmico e social sobre inclusão, acessibilidade e direitos humanos, aproximando a formação jurídica das demandas concretas da sociedade e dos desafios enfrentados pelas pessoas com deficiência e pessoas atípicas no acesso à Justiça, ao trabalho, à educação e à plena participação social.

O evento busca proporcionar aos estudantes, profissionais do Direito e à comunidade uma compreensão multidisciplinar acerca das barreiras institucionais, físicas, comunicacionais e atitudinais ainda existentes, bem como discutir os instrumentos jurídicos, institucionais e sociais capazes de promover maior igualdade e efetividade dos direitos fundamentais.

A programação contempla temas como acessibilidade no sistema de Justiça, inclusão no mundo do trabalho, combate ao capacitismo, litigância estratégica, participação social na formulação de políticas públicas, atuação institucional da advocacia, neurodiversidade, letramento inclusivo e maternidade atípica, articulando diferentes perspectivas sobre a construção de uma sociedade mais inclusiva. 

A realização da Semana Jurídica justifica-se pela necessidade de fortalecer uma formação jurídica comprometida com os direitos humanos, a diversidade e a efetivação material do princípio da igualdade. Embora o ordenamento jurídico brasileiro disponha de importantes mecanismos de proteção às pessoas com deficiência, ainda existem desafios significativos entre o reconhecimento formal dos direitos e sua efetiva concretização na vida cotidiana.

Nesse contexto, discutir acessibilidade e inclusão no âmbito jurídico significa ir além da análise da legislação, promovendo a compreensão das experiências vivenciadas pelas próprias pessoas com deficiência e por seus familiares, das barreiras encontradas no sistema de Justiça e no mercado de trabalho e da importância de sua participação direta na construção de políticas públicas e soluções institucionais. 

Ao reunir magistrados, advogados, pesquisadores, professores, estudantes, representantes da OAB, associações e movimentos sociais, a Semana Jurídica possibilita o diálogo entre conhecimento acadêmico, prática profissional e experiência social, contribuindo para a formação de profissionais mais conscientes e preparados para atuar na promoção de uma Justiça efetivamente acessível, inclusiva e socialmente responsável. A própria proposta do evento o caracteriza como atividade acadêmica interdisciplinar desenvolvida por meio de mesas de debates com especialistas e profissionais de reconhecida atuação.


A programação será realizada de forma virtual, pela plataforma Microsoft Teams, das 16h30 às 19h, com inscrições gratuitas pela plataforma EVEN e transmissão aberta ao público.

🔗 Inscreva-se, pelo link:

https://eventos.unijorge.com.br/semjur262

 
Fonte https://diariopcd.com.br/justica-para-todos-tambem-significa-garantir-inclusao-acessibilidade-e-direitos-e-tema-de-semana-juridica-da-unijorge/
Postado Pôr Antonio Brito 

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Os nove dias que vão decidir a eleição

Da Itapuama FM

No comentário das 12h desta sexta-feira (16/10), o jornalista Nill Júnior analisa a reta final da disputa eleitoral entre o candidato à reeleição Lula e o senador Flávio Bolsonaro, destacando os 9 dias restantes para o pleito.

Nill Júnior aponta que o cenário é de forte equilíbrio e imprevisibilidade, comparável a disputas históricas do período democrático, com pesquisas indicando empate técnico e margens acirradas entre os dois candidatos.

Com debates decisivos programados (como na Band, SBT/Estadão e Globo), o comentário reforça que a decisão final caberá aos eleitores indecisos e àqueles dispostos a mudar de voto na última hora, além de alertar para os cenários que cada candidato enfrentará no Congresso e na relação com o STF.

Flávio e Lula empatam em 50% dos votos válidos, diz PoderData/Aya

 

Pesquisa PoderData/AYA, divulgada nesta terça-feira (13), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatados numericamente com 50% das intenções de voto cada um na disputa pelo segundo turno à Presidência da República.

Esta é a terceira rodada testada pelo instituto desde a definição do primeiro turno. Na pesquisa divulgada na quinta-feira (8), Flávio recebeu a preferência de 53% dos entrevistados, ante 47% que declararam votar em Lula. Em comparação com àquela publicada na última terça-feira (13), houve novamente uma aproximação entre os candidatos. Na ocasião, Flávio aparecia com 51% enquanto Lula pontuava 49%, variando dentro da margem de erro, de 1,8 ponto percentual, para o resultado atual de empate em 50%.

A pesquisa PoderData/AYA entrevistou 3.000 eleitores, entre os dias 13 e 15 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04258/2026.

https://nilljunior.com.br/flavio-e-lula-empatam-em-50-dos-votos-validos-diz-poderdata-aya/

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Datafolha divulga nesta quinta-feira (15) nova pesquisa do 2º turno entre Flávio e Lula

O Datafolha divulga nesta quinta-feira (15), a partir das 18h30, uma nova pesquisa nacional sobre o segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Na rodada anterior, o candidato do PL tinha 52% dos votos válidos, contra 48% do presidente.

O novo levantamento ouviu 2.520 eleitores presencialmente em todo o país entre os dias 13 e 15 de outubro.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança informado é de 95%. A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-00466/2026.

Esta será a segunda pesquisa Datafolha divulgada desde o início do segundo turno da eleição presidencial.

Na rodada anterior, apresentada em 8 de outubro, Flávio Bolsonaro aparecia com 52% dos votos válidos, enquanto Lula registrava 48%.

Considerando os votos totais, que incluem brancos, nulos e indecisos, Flávio tinha 49% das intenções de voto e Lula, 45%. Brancos e nulos somavam 5%, enquanto 1% não sabia ou não respondeu.

A pesquisa anterior também mostrou que 94% dos entrevistados afirmavam estar totalmente decididos sobre o voto para o segundo turno.

Entre os eleitores que haviam escolhido Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado ou Romeu Zema no primeiro turno, 46% declaravam voto em Flávio, 32% em Lula e 15% indicavam intenção de votar em branco ou anular.

O resultado desta quinta será divulgado a dez dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Fonte: Folha de S.Paulo/Datafolha
Fotos: Divulgação

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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Senado aprova em dois turnos PEC que acaba com escala 6×1

O Senado aprovou nesta quarta-feira (14), em dois turnos, a PEC 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial.

A proposta recebeu 75 votos favoráveis e um contrário tanto no primeiro quanto no segundo turno. O único voto contrário foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

A votação das duas etapas no mesmo dia foi possível após a aprovação de um requerimento de calendário especial, que dispensou o intervalo regimental entre os turnos.

O texto altera a Constituição para substituir a escala de seis dias de trabalho por um de descanso por uma jornada com dois dias de repouso semanal remunerado. A redução da carga horária será feita de forma gradual até chegar ao limite de 40 horas semanais.

A PEC já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e foi mantida pelo Senado sem alterações no conteúdo principal. Com a conclusão da votação nas duas Casas, o texto segue para promulgação pelo Congresso Nacional.

A proposta estabelece ainda que a redução da jornada não poderá provocar diminuição dos salários. A implementação das novas regras ocorrerá de forma progressiva após a promulgação.

A votação ocorreu em meio à campanha presidencial. O tema é defendido pelo presidente Lula (PT), candidato à reeleição, e também passou a contar nesta semana com o apoio de Flávio Bolsonaro (PL).

Na terça-feira (13), Flávio havia anunciado que votaria a favor da PEC. Nesta quarta, participou da votação de forma remota e registrou voto favorável à proposta.

Durante a discussão no Senado, parlamentares contrários ou críticos ao texto levantaram preocupações sobre os impactos da redução da jornada para empresas e defenderam medidas de compensação, especialmente para setores com maior necessidade de funcionamento contínuo.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a votação e afirmou que a mudança terá impacto direto na rotina dos trabalhadores.

A PEC precisava de pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno para ser aprovada. O placar de 75 a 1 superou com ampla margem o mínimo exigido pela Constituição.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

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A eleição entre Flávio e Lula está definida?

 

Da Itapuama FM

No comentário das 12h desta terça-feira (13/10), o jornalista Nill Júnior analisa o cenário político nacional e questiona: a eleição presencial no Brasil ainda está em aberto?

O jornalista aponta que o pleito possui dados históricos relevantes e um desenho próprio:

Historicamente, no Brasil, nenhum candidato que venceu o primeiro turno perdeu a disputa no segundo turno.

As pesquisas mostram um cenário bastante equilibrado entre Lula e Flávio Bolsonaro (candidato do PL). Levantamentos recentes apontam uma redução da vantagem: o PoderData/Poder3 Merged mostrou encurtamento da margem de 6 para 2 pontos, e a BTG Nexus indica 52% contra 48%.

Nill Júnior destaca que a eleição é pautada pelo equilíbrio, pela indefinição do eleitorado e pelo “medo” seja o medo da continuidade do governo atual ou o medo do retorno do bolsonarismo, onde quem causar menor rejeição pode definir o pleito.

Fim da escala 6×1: Senado faz última sessão de debates e deve votar texto nesta quarta-feira (14)

 

O Senado realiza nesta quarta-feira (14) a quinta e última sessão de discussão da PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1. Na sequência, a proposta deve ser votada em primeiro turno, com possibilidade de conclusão dos dois turnos ainda no mesmo dia.

A proposta é o único item da pauta do plenário nesta quarta-feira. O texto substitui o modelo de seis dias de trabalho e um de folga por uma jornada com cinco dias de trabalho e dois de descanso por semana, sem redução salarial.

Governistas também articulam a aprovação de um calendário especial para acelerar a tramitação. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), informou que já existem assinaturas suficientes para que o requerimento seja analisado.

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), deverá apresentar o pedido nesta quarta. Caso o calendário especial seja aprovado, o intervalo regimental entre os dois turnos poderá ser dispensado, permitindo que a votação seja concluída ainda hoje.

Se o Senado aprovar o mesmo texto que já passou pela Câmara dos Deputados, sem alterações de mérito, a PEC poderá seguir para promulgação pelo Congresso Nacional.

A proposta reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas. Pela regra de transição, o limite cairia inicialmente para 42 horas, 60 dias após a promulgação. Doze meses depois, passaria para 40 horas.

O texto também garante dois dias de repouso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos, e proíbe redução salarial em razão da mudança.

A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de maio e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado no início de setembro. No plenário, quatro das cinco sessões obrigatórias de discussão já foram realizadas.

Para ser aprovada, a proposta precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores em cada turno.

A votação também ganhou peso na disputa presidencial. Flávio Bolsonaro (PL), que vinha criticando a tramitação da PEC durante o período eleitoral, anunciou nesta terça-feira (13) que votará a favor da proposta.

Segundo Teresa Leitão, a mudança de posição do candidato contribuiu para ampliar o apoio entre senadores. A expectativa é que partidos de oposição liberem suas bancadas para que cada parlamentar vote de acordo com sua posição.

Fonte: O Globo
Foto: Brenno Carvalho

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terça-feira, 13 de outubro de 2026

Abstenção de 33 milhões entra na disputa do 2º turno; especialistas avaliam desafio de Lula para virar eleição

 

Os 33,4 milhões de eleitores que não votaram no primeiro turno passaram a integrar as estratégias de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) para a votação de 25 de outubro. Especialistas apontam que a diferença de 2,2 milhões de votos mantém a disputa aberta, mas destacam obstáculos para uma virada do petista.

Lula terminou o primeiro turno 1,9 ponto percentual atrás de Flávio, a menor distância entre os dois primeiros colocados em uma eleição presidencial desde a retomada das eleições diretas, em 1989. Desde a redemocratização, porém, nenhum candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno conseguiu vencer a disputa presidencial na etapa seguinte.

Para o cientista político Leonardo Martins Barbosa, pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), o histórico precisa ser analisado junto com a diferença reduzida registrada neste ano.

“Embora nunca tenha havido uma virada de segundo turno em eleições presidenciais no Brasil, também nunca houve uma diferença tão pequena”, avaliou.

O cientista político Creomar de Souza, professor da Fundação Dom Cabral, considera a reversão difícil, mas não impossível. Para ele, um dos principais desafios está no pouco tempo disponível para que a campanha de Lula alcance segmentos que não conseguiu mobilizar no primeiro turno.

A abstenção aparece nesse cenário como um dos principais grupos disputados. No primeiro turno, 33,4 milhões de pessoas deixaram de comparecer às urnas, o equivalente a 21,08% do eleitorado apto.

Creomar observa que esse contingente representa um volume expressivo de votos disponíveis para as duas candidaturas. A cientista política Luciana Fernandes Veiga, da Unirio e da Fundação Getulio Vargas (FGV), pondera, entretanto, que eleitores que tradicionalmente se abstêm não são necessariamente fáceis de mobilizar durante a campanha.

O histórico recente reforça a avaliação. Em 2022, a abstenção caiu pouco entre as duas etapas da eleição presidencial: de 32,7 milhões de eleitores no primeiro turno, ou 20,95%, para 32,2 milhões, equivalente a 20,59%, no segundo.

Outro movimento acompanhado pelas campanhas é o destino dos votos dados aos candidatos que ficaram fora da disputa.

Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) declararam apoio a Flávio Bolsonaro. Terceiro colocado no primeiro turno, com mais de 3,4 milhões de votos, Cury anunciou sua posição após Flávio assumir compromissos por escrito com propostas apresentadas pelo escritor durante a campanha.

Renan Santos (Missão), por sua vez, afirmou que não apoiará nenhum dos dois candidatos no segundo turno.

Os especialistas ouvidos pela reportagem divergem sobre como os eleitores dos candidatos eliminados poderão se comportar. O apoio formal de uma liderança não significa transferência automática dos votos recebidos no primeiro turno, e as duas campanhas trabalham para conquistar esses segmentos.

O resultado das eleições legislativas também aparece nas análises. O PL elegeu a maior bancada da Câmara dos Deputados e ampliou sua representação no Senado, movimento apontado pelos especialistas como um fator político relevante na disputa.

Para Lula, a estratégia passa por reduzir a abstenção, reconquistar eleitores que não repetiram o voto dado ao petista em eleições anteriores e buscar parte dos votos destinados aos candidatos eliminados.

Flávio, por sua vez, tenta ampliar a vantagem obtida no primeiro turno, incorporar eleitores dos antigos adversários e também disputar o contingente que não compareceu às urnas.

O segundo turno da eleição presidencial será realizado em 25 de outubro.

Fonte: Diário de Pernambuco
Foto: Antonio Augusto/TSE

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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

São José do Egito recebe Castramóvel com atendimento gratuito para cães e gatos

 

São José do Egito começou a receber neste domingo (11) os atendimentos do Castramóvel, ação que prevê a realização de 540 castrações gratuitas de cães e gatos. A programação segue até terça-feira (13).

Os atendimentos são realizados por meio de uma parceria entre as secretarias municipais de Saúde e Meio Ambiente e a Secretaria de Meio Ambiente do Governo de Pernambuco.

Os tutores interessados ainda podem consultar os critérios para participação e realizar a inscrição pelo link disponibilizado na bio do perfil da Prefeitura de São José do Egito no Instagram, @prefeiturasaojosedoegitope.

Segundo a Prefeitura, todos os animais atendidos serão microchipados e receberão medicação para o período pós-operatório.

O prefeito Fredson Brito informou que ainda há possibilidade de cadastramento enquanto a ação estiver em andamento.

“É uma ação importante em São José do Egito. Ainda dá tempo de você cadastrar o seu animal, pois ela vai até a próxima terça-feira”, afirmou.

A previsão é que 540 cães e gatos sejam castrados gratuitamente até o encerramento dos atendimentos, na terça-feira (13).

Imagens: Divulgação

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domingo, 11 de outubro de 2026

Abstenção nas eleições de 2026 é a maior desde 1998

G1

O primeiro turno das eleições terminou com 33 milhões de brasileiros deixando de exercer o direito ao voto. Em uma eleição acirrada como a presidencial, a abstenção impacta diretamente nos resultados: foram 21,08% dos brasileiros que deixaram de votar neste ano.

O percentual dos eleitores que não votaram é o maior para o primeiro turno presidencial desde as eleições de 1998. Naquele ano, com a reeleição de Fernando Henrique Cardoso (FHC), 21,49% dos eleitores faltaram à eleição.

Depois disso, houve uma recuperação, com mais brasileiros indo às urnas escolher não só seus presidentes, como governadores, senadores, deputados federais e estaduais.

Mas em 2018, o percentual de brasileiros que preferiram não exercer o direito ao voto ultrapassou 20% e tem crescido pouco a pouco nos últimos pleitos.

O eleitor que não votar no primeiro turno pode sim votar no segundo, já que, para a Justiça Eleitoral, cada turno é um novo pleito e, portanto, faltar ao primeiro não impede que o eleitor vote no segundo.

No Brasil, o voto é obrigatório para cidadãos maiores de 18 anos e menores de 70 alfabetizados, segundo a Constituição Federal.

Os motivos para um eleitor deixar de comparecer na chamada “festa da democracia” são variados. Mas uma marca que permeou essa eleição foi o desânimo da população.

Para Murilo Medeiros, cientista político da Universidade de Brasília (UnB), o desânimo tem como um dos motivos a polarização. Com os dois principais candidatos, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), com altos índices de rejeição, há um “ambiente de desalento” com a política.

“A percepção de que o voto já não é capaz de produzir mudanças concretas favorece o afastamento do eleitor das urnas. A abstenção elevada é um sinal desse distanciamento entre a política e o eleitor”, diz Medeiros.