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domingo, 25 de janeiro de 2026

Coluna do Domingão: quem deu a chave do mundo a Donald Trump?


Quem deu a chave do mundo a Donald Trump?

Por André Luís- Editor executivo do blog

Esta é a segunda vez que utilizo esta coluna para tratar da ascensão e do retorno de Donald Trump, e o faço com a urgência de quem vê o relógio do juízo final acelerar. A questão central, que muitos evitam, é estrutural: quem deu a chave do mundo aos Estados Unidos? A resposta não está apenas nas urnas, mas em uma sanha imperialista histórica que agora, sob Trump, atinge um paroxismo perigoso, flertando abertamente com a eclosão de uma Terceira Guerra Mundial.

Para compreender a profundidade desse abismo, é imperativo revisitar a obra que me foi recomendada pelo professor e historiador Saulo Gomes: Novas Confissões de um Assassino Econômico, de John Perkins. No livro, Perkins revela como a “corporatocracia” utiliza o endividamento e a infraestrutura para subjugar nações. Ele escreve: “Nós, os assassinos econômicos, fomos os principais responsáveis pela criação do primeiro império verdadeiramente global” — um império construído não apenas por legiões, mas por manipulação financeira. Trump é o herdeiro — e o acelerador — dessa lógica. Se antes o império agia nas sombras, hoje ele vocifera.

O recente movimento do Pentágono na Groenlândia é um exemplo lapidar dessa arrogância. Ao enviar aviões de guerra para uma região estratégica e rica em recursos, Trump ignora a soberania alheia, tratando o globo como um tabuleiro de War. A reação da China foi precisa ao alertar que o mundo não pode retroceder à “lei da selva”, onde o mais forte devora o mais fraco sem o freio das instituições internacionais.

No Brasil, o presidente Lula capturou a essência da nova era ao afirmar que Trump tenta governar o mundo “por meio das redes sociais”. Essa diplomacia do tweet e da ameaça direta é o que Perkins descreve como a evolução do sistema: quando os assassinos econômicos falham, entram os “chacais” (agentes da CIA) ou o exército. Trump, no entanto, parece querer pular etapas, usando o poderio militar como primeira e única ferramenta de negociação.

Trump, em seu balanço de mandato, não esconde suas intenções. Ele frequentemente utiliza tons de “vitória total” e ameaças a qualquer um que ouse contestar a hegemonia americana. Ele personifica a frase de Perkins: “Este império, ao contrário de todos os outros na história da humanidade, foi fundado principalmente na manipulação econômica… mas, quando falhamos, os militares assumem”.

A sanha imperialista que levou os EUA às guerras desastrosas no Iraque e no Vietnã agora mira novos horizontes, ameaçando a segurança da Europa e do Ártico. A presidente da Comissão Europeia foi enfática ao declarar que “a antiga ordem internacional chegou ao fim”. O perigo é que a “nova ordem” de Trump seja apenas o caos.

O mundo não pode ser refém de um líder que confunde geopolítica com reality show. Precisamos de uma resistência global que entenda a lição de Perkins: o império é insustentável e a sua fase atual, sob o comando de Donald Trump, é a mais perigosa de todas. É hora de retomar a soberania dos povos antes que o “dono do mundo” apague as luzes da civilização.

O xerife do apocalipse

Pela segunda vez nesta coluna, o alerta: Donald Trump não é apenas um isolacionista; é o pavio de uma potencial 3ª Guerra Mundial. Ao enviar caças para a Groenlândia e ignorar a soberania de nações parceiras, o republicano ressuscita o pior do imperialismo ianque. 

Os novos “assassinos econômicos”

A leitura de Novas Confissões de um Assassino Econômico, recomendada pelo historiador Saulo Gomes, é a lente necessária para entender o agora. John Perkins é categórico: “Este império foi fundado na manipulação econômica”. Trump apenas removeu a luva de pelica. Onde antes se usava o endividamento forçado, hoje se usa a chantagem militar explícita. O alvo é o mesmo: a soberania do Sul Global.

Diplomacia de rede social

O presidente Lula foi cirúrgico: Trump tenta gerir o xadrez geopolítico via redes sociais. Mas o que parece “moderno” é, na verdade, uma tática de intimidação fascista. Quando a presidente da Comissão Europeia afirma que a “antiga ordem chegou ao fim”, ela avisa que o mundo cansou de ser refém. Os EUA já deixaram rastros de sangue no Iraque e no Vietnã; não podemos permitir que o próximo capítulo seja o Ártico ou a nossa própria Amazônia.

A “corporatocracia” sem máscara

No balanço de seu segundo mandato, Trump celebra “vitórias” que, na prática, são derrotas para a humanidade. Ele encarna a figura do “chacal” descrita por Perkins: se a economia não dobra o país, a força bruta deve fazê-lo. É o imperialismo em estado puro, sem o verniz da diplomacia. Contra a sanha de quem se acha o “dono do mundo”, a única resposta possível é a união anti-imperialista e a defesa inegociável da democracia.

O voto não tem cabresto

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) mandou um recado claro aos coronéis modernos: a máquina pública não é curral eleitoral. Marineide Vaz, primeira-dama de Pedra e ex-secretária de Saúde, foi condenada após chantagear uma servidora com o atraso de salários em troca de votos para o grupo do marido, o prefeito Júnior Vaz.

A Justiça validou os áudios de WhatsApp onde ela disparava: “Quem tá pagando a senhora somos nós”. Além da condenação, o tribunal fixou uma tese fundamental para a nossa democracia: mensagens de WhatsApp não têm “privacidade absoluta” quando usadas para cometer crimes. O voto é livre, e a tentativa de usar o pão na mesa do trabalhador como moeda de troca é uma herança maldita do fascismo e do mandonismo que Pernambuco não pode mais tolerar.

O jogo de xadrez (ou de egos) em iguaracy

A confirmação de Zeinha Torres de que é “candidato, com certeza” para a prefeitura de Iguaracy em 2028 é mais que uma declaração de intenções; é um movimento de intervenção política antecipada. Como jornalista, avalio que Zeinha comete um erro estratégico ao tentar “parar o relógio” da atual gestão de Pedro Alves, o sucessor que ele mesmo indicou, para garantir que o seu próprio brilho não seja ofuscado.

A fala de Zeinha, embora envolta em um discurso de “transparência” e “democracia interna”, soa como um ultimato. Ao dizer que não quer “tomar vaga de ninguém”, ele faz exatamente o oposto: ocupa todo o oxigênio político do grupo. Em um cenário onde o vice-prefeito Marquinhos Melo já demonstra insatisfação ao deixar o secretariado, a movimentação de Zeinha pode ser o estopim de uma fragmentação irreversível.

No fundo, é o dilema clássico da política regional: a dificuldade do líder em se tornar mentor, preferindo o risco da autofagia ao desapego do poder. Para a democracia de Iguaracy, o perigo é que os próximos dois anos sejam de campanha antecipada, em vez de gestão pública.

O fim do cabide e a volta do público

A determinação unânime da Segunda Câmara do TCE-PE para que o Detran realize concurso público é uma vitória pedagógica da coisa pública sobre a conveniência política. Ao identificar que áreas sensíveis, como Segurança da Informação e Proteção de Dados, estão nas mãos de terceirizados, o Tribunal expõe a fragilidade da nossa soberania de dados. Como jornalista, avalio que a “dependência excessiva” apontada na auditoria é, na verdade, um projeto de precarização que retira a inteligência do Estado para entregá-la a empresas privadas.

A gestão do Detran-PE agora está contra a parede: ou profissionaliza a autarquia com servidores de carreira, ou admite que prefere manter o órgão como um balcão de contratos temporários. O foco em Tecnologia da Informação não é apenas técnico; é político. Dados de condutores e veículos são ativos estratégicos que não podem ser geridos pela “lei da selva” do mercado. É hora de substituir o apadrinhamento pelo mérito do certame e garantir que o Detran sirva ao povo, e não aos lucros de empresas de mão de obra.

A justiça que dorme é cúmplice da impunidade

O que vale uma prova periciada pela Polícia Federal e um flagrante gravado em vídeo diante da letargia de uma caneta judicial? O caso de Sávio Torres, ex-prefeito de Tuparetama, é o retrato escarrado de uma Justiça que, ao caminhar a passos de cágado, acaba por chancelar a corrupção. Ter a punibilidade extinta após sete anos de espera, num processo com provas irrefutáveis de compra de votos dentro de um gabinete oficial, não é um erro técnico; é uma afronta à democracia.

A prescrição retroativa tornou-se o esconderijo favorito de políticos que apostam no esquecimento dos tribunais. Questiono: a quem interessa essa lentidão? Como um processo com “batom na cueca” leva mais de sete anos entre a denúncia e a sentença? Infelizmente, o desfecho em Tuparetama não é isolado; é um padrão que se repete no interior de Pernambuco, onde o crime eleitoral prescreve nas prateleiras enquanto os culpados seguem desfilando em carros abertos. 

Quando o relógio do Judiciário trabalha a favor do réu, o recado para o eleitor é devastador: o crime compensa, desde que você tenha bons advogados e a sorte de um tribunal que não tem pressa.

O teatro da poeira

Deputado usa BR-040 como cenário para santificar golpistas e pressionar o Judiciário

A marcha de Nikolas Ferreira (PL-MG) rumo a Brasília é puro marketing da vitimização. Ao percorrer 240 km a pé, o parlamentar não busca o diálogo, mas a produção de cortes para o TikTok. O objetivo é perigoso: transformar criminosos do 8 de janeiro em “perseguidos” e usar o cansaço físico como moeda de troca para tentar livrar Jair Bolsonaro da cadeia. É o uso do sacrifício cenográfico para atacar a ordem democrática sob o sol do Cerrado.

Criado no ódio

Radicalismo não é surto, é o projeto político que sustenta o fenômeno digital

As “sandices” de Nikolas Ferreira têm método e origem. Do proselitismo em Belo Horizonte ao topo da Câmara, sua trajetória foi pavimentada pela negação do outro. Ele não é um parlamentar, é um influenciador da discórdia que precisa do conflito para sobreviver. Cada ataque transfóbico e cada mentira disparada são peças de uma engrenagem que despreza a gestão pública para lucrar com o caos ideológico e o fundamentalismo.

Frase da semana

“O estado democrático de direito virou um grande defunto morto e enterrado no Brasil.”

Do senador Flávio Bolsonaro durante reuniões do PL para traçar estratégias para 2026. Mostrando uma inversão clássica da realidade. Quem tentou enterrar a democracia em 8 de janeiro de 2023 agora usa o cadáver simbólico dela para justificar ataques ao STF e evitar o cumprimento de penas judiciais.

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sábado, 24 de janeiro de 2026

Coluna Diária: Trajando Direitos - Ofensa tem preço? Entenda o Dano Moral no Direito Civil


No Direito Civil, existe um princípio básico: quem causa prejuízo a alguém tem o dever de reparar. Mas e quando o prejuízo não é no bolso (como um carro batido), mas sim na alma, na honra ou na imagem? É aqui que entra o Dano Moral.

1. O que diz a Norma?

A base para esse direito está no Código Civil (Artigos 186 e 927). A lei diz que aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem — ainda que exclusivamente moral — comete um ato ilícito e fica obrigado a repará-lo.

2. O que realmente configura um Dano Moral?

Nem todo aborrecimento dá direito a uma indenização. O Direito Civil moderno busca separar o "mero dissabor do cotidiano" do dano real.

  • O que é Dano Moral: Uma inscrição indevida no SPC/Serasa, uma humilhação pública, o erro médico que causa trauma psicológico ou a exposição vexatória de fotos na internet.

  • O que não é: Um atraso de 15 minutos em uma reunião, uma discussão boba no trânsito sem maiores consequências ou um produto que veio com defeito e foi trocado rapidamente.

3. Como é calculado o valor?

Diferente dos danos materiais (onde você apresenta a nota fiscal do que perdeu), o dano moral não tem uma tabela fixa. O juiz decide o valor com base em dois pilares:

  1. Caráter Punitivo: Punir quem errou para que ele não repita o erro.

  2. Caráter Compensatório: Trazer um conforto financeiro para a vítima, sem que isso signifique um enriquecimento sem causa.

🛰️ Por que isso é "Trajar Cidadania"?

Saber que sua honra e sua paz são protegidas por lei é fundamental. "Trajar" esse direito significa entender que o respeito mútuo não é apenas uma regra de etiqueta, mas uma obrigação legal. Quando o Direito Civil impõe uma indenização por dano moral, ele está reafirmando que a dignidade do cidadão é um bem valioso que não pode ser atropelado.

O Dano Moral não serve para "ganhar dinheiro fácil", mas sim para garantir que o tecido das relações sociais não se rasgue pelo desrespeito. É o Direito Civil agindo como o protetor da nossa integridade invisível.


Matéria e Arte Digital pelo Colunista Heliezer de Souza.

São José do Egito usará verba da Compesa contra a sede no campo, diz prefeito

 

O prefeito de São José do Egito, Fredson Brito, detalhou em entrevista à Rádio Cultura FM como pretende aplicar os recursos extraordinários da outorga da Compesa. Em um cenário onde comunidades rurais convivem com a ironia de estarem próximas a grandes reservatórios, mas sem acesso à água tratada, o gestor anunciou que a prioridade será a infraestrutura hídrica, descartando o uso da verba para gastos correntes ou eventos.

O recurso, liberado pelo governo de Raquel Lyra após a concessão do saneamento em Pernambuco, chega sob regras rígidas de aplicação. Segundo Brito, a verba é restrita a investimentos, proibindo o custeio de folha de pagamento ou festividades. Para o município, o aporte financeiro representa a chance de enfrentar o que o prefeito classificou como uma situação “triste”: famílias que vivem às margens da Barragem de Ingazeira, mas ainda dependem de carros-pipa.

O abismo entre a barragem e a torneira

A fala do prefeito expõe a precariedade da infraestrutura no Sertão do Pajeú. Enquanto a empresa concessionária assumirá o saneamento e o abastecimento nas áreas urbanas e distritos maiores, como Riacho do Meio, as comunidades menores e povoados permanecem sob responsabilidade direta da prefeitura e do estado.

“A comunidade passando sede… você ir dormir com sede sem poder lavar sua roupa e você olhar para trás do seu muro [e ver a barragem]”, relatou o gestor sobre a situação em Lagoa de Pedra.

A promessa de universalizar o acesso, que vai de Serra do Machado ao Bonfim, agora depende da execução eficiente desse montante. Em um estado marcado por crises hídricas históricas e desigualdade na distribuição de recursos, a gestão desses valores será o teste para a capacidade do município de converter verba de concessão em direito social básico.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Coluna Diária: Trajando Direitos - O Direito sob o Solo: O Tesouro de Seis Lagos e a Soberania Mineral Brasileira


Estamos vivendo a "Nova Corrida do Ouro" do século XXI. Mas, desta vez, o brilho não vem do metal amarelo que encantou os exploradores do passado, e sim das chamadas Terras Raras e do Nióbio. Esses minerais são a matéria-prima mais almejada e estratégica do mundo moderno — o verdadeiro "combustível" da era tecnológica.

Você já ouviu falar neles? Se você tem um celular no bolso, um computador em casa ou sonha com um carro elétrico, saiba que esses aparelhos só existem por causa desses minerais. E o que quase ninguém sabe é que o "coração" desse tesouro mundial bate forte aqui no Brasil, bem no meio da Amazônia.

📍 O Gigante Adormecido em Seis Lagos: Superando a China

Na região de Seis Lagos, no Amazonas, estima-se que esteja o maior reservatório de nióbio e terras raras do planeta. A quantidade é tão colossal que, se explorada, colocaria o Brasil como líder mundial absoluto e isolado nesse segmento.

Hoje, a China domina cerca de 90% do mercado global de terras raras, o que lhe dá um enorme poder de barganha política e econômica sobre todas as outras nações. No entanto, o potencial estimado de Seis Lagos é capaz de fazer o Brasil ultrapassar a China, transformando nosso país no principal pilar da indústria de alta tecnologia mundial. É o nosso "bilhete premiado" para a independência econômica de alto nível.

⚖️ O Nó do Direito: Desenvolvimento vs. Preservação

Aí você se pergunta: "Se temos potencial para liderar o mundo, por que não estamos explorando tudo isso agora?". É aqui que entra o papel do Direito, especialmente o Direito Minerário e o Direito Ambiental.

A região de Seis Lagos é uma área de extrema sensibilidade ambiental (uma Reserva Biológica e próxima a terras indígenas). O Direito Brasileiro vive aqui um de seus maiores desafios:

  • Soberania Nacional (Art. 176 da CF): A nossa Constituição diz que as riquezas do subsolo pertencem à União (ao Brasil). Elas são estratégicas para que o país tenha segurança econômica e não fique à mercê de decisões tomadas em outros continentes.

  • Proteção Ambiental (Art. 225 da CF): Ao mesmo tempo, a lei exige que a natureza seja protegida para as futuras gerações. O Direito impede que a busca pelo lucro imediato destrua um patrimônio ecológico que é único no mundo.

O desafio jurídico é criar uma "costura" perfeita: uma legislação que permita ao Brasil usar sua riqueza para se tornar essa potência global, mas garantindo que a tecnologia de extração seja a mais limpa e segura já vista.

🛰️ Por que isso é "Trajar Cidadania"?

Cidadania também é conhecer o valor do que o nosso país produz. Entender que o Brasil possui recursos que o mundo inteiro deseja nos dá uma nova perspectiva sobre a nossa importância no cenário internacional. Não somos apenas um país de belezas naturais; somos o depósito de inteligência mineral da próxima década.

Se o Brasil conseguir criar um caminho jurídico seguro para explorar Seis Lagos:

  1. Poder de Negociação: Deixamos de ser apenas um país que segue regras para sermos o país que dita as condições do mercado tecnológico.

  2. Investimento Social: O Direito garante que parte dessa riqueza retorne ao povo através dos royalties (compensação financeira paga pelas empresas), financiando o desenvolvimento que o brasileiro merece.

💡 Conclusão

O Brasil tem o "tecido" mais valioso do mundo nas mãos. O papel do Direito agora é ser o alfaiate que vai desenhar como vamos vestir essa riqueza: se será uma roupa que nos dará liderança e autonomia real no mundo, ou se deixaremos esse potencial guardado no armário.

A nova corrida do ouro já começou. O Brasil tem tudo para ser o líder isolado. Cabe ao nosso Direito e à nossa consciência como cidadãos decidir como iremos governar esse tesouro.


Matéria e Arte Digital pelo Colunista Heliezer de Souza.

TCE-PE mantém contrato de transporte escolar em Tabira

 

Segunda Câmara nega pedido de paralisação de serviços e valida decisão sobre dispensa de licitação

PRIMEIRA MÃO

Em sessão ordinária realizada nesta quinta-feira (22), a Segunda Câmara do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) decidiu, de forma unânime, manter a execução dos serviços de transporte escolar no município de Tabira. Os conselheiros analisaram uma Medida Cautelar que questionava a regularidade da contratação da empresa VIAMOB Locações e Serviços Ltda.

O processo foi aberto após um relatório de auditoria do próprio tribunal levantar pontos de atenção sobre a Dispensa de Licitação nº DP001/2025. O objetivo da fiscalização era checar se a prefeitura estava contratando, executando e fiscalizando o transporte dos alunos de forma correta.

O que foi decidido?

O relator do caso, conselheiro Marcos Loreto, já havia negado individualmente (decisão monocrática) o pedido para suspender o contrato. Na sessão de ontem, os demais membros da Câmara concordaram com ele.

Na prática, isso significa que:

A prefeitura pode seguir com o contrato atual.

Não foram encontrados, neste momento, elementos urgentes que justificassem a interrupção do serviço, o que poderia prejudicar o deslocamento dos estudantes.

Entenda o caso

A auditoria focou em quatro pilares principais da gestão pública em Tabira:

Contratação: Como a empresa foi escolhida por dispensa de licitação.

Execução: Se os ônibus estão rodando como planejado.

Fiscalização: Se a prefeitura está de olho na qualidade do serviço.

Controle: Se os pagamentos e registros estão organizados.

A defesa da empresa contratada ficou a cargo do advogado Walber de Moura Agra. Apesar das irregularidades apontadas inicialmente pelos auditores no relatório, o julgamento da Segunda Câmara entendeu que a medida cautelar (que é uma decisão rápida para “parar tudo”) não era o caminho adequado no momento.

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“Representa cuidado”, diz Fredson sobre primeira Sala Azul do Pajeú

 













O município de São José do Egito inaugurou, nesta quinta-feira (22), a Sala Azul, unidade pioneira no Sertão do Pajeú voltada ao suporte da educação inclusiva. O equipamento público utiliza recursos tecnológicos e estrutura adaptada para o atendimento especializado de estudantes da rede municipal.

A cerimônia de entrega reuniu o prefeito Fredson Brito, a secretária de Educação Acidália Pessoa, parlamentares da base governista, educadores e famílias de alunos atípicos. O projeto foi estruturado com foco na acessibilidade sensorial e pedagógica, incluindo mobiliário ergonômico, iluminação terapêutica e ferramentas de tecnologia assistiva.

Entre os recursos disponíveis na nova unidade, destacam-se 36 tablets equipados com sistemas de inteligência artificial, mesas interativas e mais de 600 itens paradidáticos. O ambiente também conta com recursos de aromaterapia e marcenaria planejada para as necessidades dos usuários.

Para o prefeito Fredson Brito, a entrega consolida uma prioridade da gestão nas políticas de inclusão. “Inaugurar a primeira Sala Azul do Sertão do Pajeú é reafirmar nosso compromisso com as crianças, com as famílias e, especialmente, com os pais e mães atípicas que lutam diariamente por inclusão e dignidade. Esse espaço representa cuidado, respeito e amor”, afirmou o gestor.

A implementação do espaço foi pautada pela escuta das demandas da comunidade escolar e dos familiares de crianças com deficiência ou neurodivergentes. De acordo com a secretária Acidália Pessoa, a iniciativa busca respeitar as singularidades do corpo discente. “A Sala Azul nasce do diálogo, da escuta e da empatia. Cada detalhe foi pensado para acolher, estimular e respeitar as singularidades de cada criança”, pontuou.

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Prefeitura de Ingazeira anuncia entrega de kits escolares no início do ano letivo 2026

 

A Prefeitura de Ingazeira, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Desportos, dará início ao ano letivo de 2026 com a entrega de kits de material escolar para todos os alunos da rede municipal. A distribuição acontecerá já no primeiro dia de aula, marcado para o dia 5 de fevereiro.

A ação visa garantir que os estudantes comecem o ano com os recursos necessários para o aprendizado, reforçando o compromisso da gestão com a educação pública de qualidade.

A secretária de Educação, Elizandra Veras, destacou a importância da iniciativa:
“Preparamos tudo com muito carinho para que os alunos se sintam acolhidos e motivados desde o primeiro dia. Os kits são completos e pensados para facilitar o desenvolvimento pedagógico em sala de aula.”

O prefeito Luciano Torres também celebrou a entrega:
“Investir na educação é cuidar do futuro da nossa cidade. Queremos que cada criança tenha acesso ao que precisa para aprender bem e com dignidade. Isso é prioridade em nosso governo.”

Casa de Passagem Animal é reinaugurada em novo endereço em Solidão

Na manhã desta quinta-feira (22), o Governo Municipal de Solidão realizou a reinauguração da Casa de Passagem para tratamento da população felina e canina, que agora passa a funcionar em novo endereço, localizado na Rua do Cruzeiro.

O momento contou com a presença do prefeito Mayco Araújo, ao lado da secretária municipal de Saúde, Damiana Alves, além de secretários, vereadores e  funcionários municipais que atuam diretamente nas ações de cuidado e proteção animal.

A Casa de Passagem passou por adequações com o objetivo de oferecer melhores condições de acolhimento, cuidado e tratamento aos animais, contribuindo para o fortalecimento das políticas públicas de saúde, controle populacional e bem-estar animal no município.

O atendimento ocorre por meio de agendamento presencial, realizado na Secretaria Municipal de Saúde, de segunda a quinta-feira, das 8h às 14h. Para realizar o agendamento, o responsável deve ser maior de idade e apresentar documento de identidade, comprovante de residência e a carteirinha de vacinação do animal.

“A reinauguração do espaço reafirma o compromisso da gestão municipal com ações responsáveis e humanizadas, voltadas à saúde pública e à qualidade de vida da população, incluindo o cuidado com os animais do município”, afirma a assessoria de comunicação.

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