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quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Uber e 99 tem noventa dias para responder ao MPF sobre acessibilidade no Brasil

 Diário PcD prepara primeira relação com informações de candidatos e candidatas com deficiência que disputam as eleições 2026

Projeto Eleições Inclusivas 2026 dará visibilidade aos candidatos com deficiência que disputam as eleições de 2026. Relação será atualizada quinzenalmente. Informações sobre candidaturas devem ser encaminhadas para email coberturadiariopcd@gmail.com

O Diário PcD iniciará um amplo levantamento nacional para identificar e divulgar as candidaturas de pessoas com deficiência que disputarão as Eleições Gerais de 2026. O projeto reunirá informações sobre as candidaturas aos cargos de deputado federal, deputado estadual e distrital, senador, governador e presidente da República, oferecendo à sociedade um panorama da participação política das pessoas com deficiência no Brasil.

A cobertura será destinada a candidatos que se enquadrem em pelo menos uma das seguintes situações:

  • pessoas com deficiência que estejam concorrendo nas eleições;
  • pais e mães atípicas com candidatura oficializada;
  • candidatos que tenham histórico comprovado de atuação na defesa das pessoas com deficiência;
  • candidatos com participação reconhecida em movimentos, entidades, organizações ou iniciativas relacionadas à inclusão e à acessibilidade;
  • pessoas cuja trajetória profissional, social ou política demonstre relação efetiva com as pautas do segmento.

O objetivo não será estabelecer preferência eleitoral, mas oferecer informação jornalística ao eleitor.

Candidatos poderão enviar suas informações

Para organizar a cobertura nacional, o Diário PcD criou um e-mail específico para receber as informações dos próprios candidatos.

coberturadiariopcd@gmail.com

Cada candidato interessado em participar deverá encaminhar:

Nome completo
• Nome pelo qual será identificado como candidato
• Cargo disputado
• Partido / Estado em que disputa as eleições
• Federação ou coligação, quando aplicável
• Breve currículo
• Informações sobre sua relação com a pauta das pessoas com deficiência
• No caso de pais ou mães atípicas, breve descrição dessa relação

A equipe de jornalismo do Diário PcD fará a organização das informações recebidas e poderá buscar dados complementares para a produção do conteúdo.

O envio das informações não significa garantia automática de publicação. A inclusão na cobertura estará sujeita aos critérios editoriais e jornalísticos do Diário PcD e à legislação eleitoral vigente.

Cobertura começa na última semana de agosto

O Diário PcD iniciará a divulgação dos candidatos selecionados na última semana de agosto, após o encerramento das convenções partidárias e com as candidaturas já apresentadas à Justiça Eleitoral.

O calendário oficial do TSE estabelece que as convenções partidárias para escolha de candidatas e candidatos ocorrem de 20 de julho a 5 de agosto de 2026, enquanto o prazo para o registro das candidaturas termina em 15 de agosto.

Por isso, a opção editorial do Diário PcD é iniciar a publicação na última semana de agosto, buscando trabalhar com informações eleitorais mais consolidadas.

Uma eleição com a participação da comunidade PcD

A iniciativa surge diante da necessidade de ampliar a visibilidade desse segmento no processo eleitoral e facilitar o acesso dos eleitores a informações confiáveis sobre candidaturas que representam a pauta da inclusão, da acessibilidade e dos direitos das pessoas com deficiência.

Embora o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibilize o campo de autodeclaração de deficiência no sistema de registro de candidaturas, ainda não existe uma relação organizada que permita identificar, de forma simples e acessível, quem são os candidatos com deficiência em todo o país.

As candidaturas serão registradas oficialmente até 15 de agosto de 2026, conforme o calendário eleitoral detalhado ao final da matéria.

https://youtu.be/yIeqUEsekPE?si=4Z5lxTLu7mQeMfKX 

Além da identificação das candidaturas, o portal também acompanhará o desempenho eleitoral dos candidatos, analisando o crescimento da representatividade política das pessoas com deficiência em comparação às eleições anteriores.

Nas eleições de 2022, o TSE registrou 284 candidatos a deputado estadual; 167 candidatos a deputado federal; 2 candidatos ao Senado que se autodeclararam pessoas com deficiência, uu seja, 453 candidatos com deficiência disputaram vagas nas Assembleias Legislativas, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. O TSE indeferiu 28 registros de candidaturas.

As pessoas com deficiência representaram apenas 1,6% do total de candidaturas nas eleições gerais de 2022. Entre os candidatos com deficiência:

  • 53,7% declararam deficiência física;
  • 23,4% deficiência visual;
  • 12% deficiência auditiva;
  • 2,6% autismo;
  • 8,3% outros tipos de deficiência

Em 2026 a população brasileira vai escolher quem serão os 1.059 deputados estaduais e distritais, 513 deputados federais.

Atualmente o Brasil conta com 81 parlamentares, mas no Senado Federal terá 54 vagas em disputa neste ano (duas para cada estado e duas para o Distrito Federal). As eleições ocorrem de forma alternada a cada 4 anos (renovando ora um terço, ora dois terços das vagas).

Também serão eleitos os Governadores de Estados e do Distrito Federal e quem ocupará o Palácio do Planalto.

O projeto Eleições Inclusivas 2026 busca incentivar uma democracia mais participativa e fortalecer o protagonismo das pessoas com deficiência nos espaços de decisão. A participação do segmento ainda permanece muito inferior à proporção de pessoas com deficiência existente na população brasileira.

“O eleitor precisa saber quem são os candidatos que conhecem de perto os desafios da acessibilidade, da inclusão e da defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Nosso compromisso é oferecer uma ferramenta de consulta baseada em dados oficiais, permitindo que a sociedade acompanhe e valorize a participação desse segmento na política brasileira”, afirmou Abrão Dib, editor do Diário PcD

O levantamento utilizará como base as informações públicas disponibilizadas pela Justiça Eleitoral por meio do sistema de registro de candidaturas e das bases de dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral, respeitando os critérios de transparência e publicidade do processo eleitoral.

Após a homologação das candidaturas, o Diário PcD divulgará uma relação atualizada dos candidatos com deficiência de todo o país e produzirá reportagens especiais sobre representatividade política, acessibilidade nas campanhas eleitorais, participação feminina, juventude, pessoas autistas, pessoas com doenças raras e demais segmentos da comunidade das pessoas com deficiência.

A iniciativa reafirma o compromisso do Diário PcD com a promoção da cidadania, da inclusão e da participação política, contribuindo para que as Eleições 2026 sejam também um espaço de fortalecimento da democracia e da representatividade das pessoas com deficiência no Brasil.

CALENDÁRIO ELEITORAL 2026

Julho 

Condutas vedadas 

Já a partir de 4 de julho (três meses antes do 1º turno), ficam vedadas algumas condutas por parte de agentes públicos, como nomeações, exonerações e contratações, assim como participação em inauguração de obras públicas.   

Mobilidade 

Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida que queiram votar em outra seção ou local de votação da circunscrição têm de 18 de julho a 18 de agosto para informar a Justiça Eleitoral. 

Quantitativo do eleitorado 

Em julho, o TSE publicará, na internet, o número oficial de eleitoras e eleitores aptos a votar. Esse número servirá de base para fins de cálculo do limite de gastos dos partidos e de candidatas e candidatos nas respectivas campanhas. 

Agosto 

Convenções partidárias e registro de candidaturas   

De 20 de julho a 5 de agosto, partidos e federações realizam convenções partidárias para deliberar sobre coligações e escolher candidatas e candidatos que concorrerão aos cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, bem como aos cargos de deputado federal, estadual e distrital nas Eleições de 2026. Os pedidos de registro de candidatura devem ser apresentados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto. 

Começo da propaganda eleitoral e horário gratuito 

No dia seguinte, 16 de agosto, tem início a propaganda eleitoral nas ruas e na internet. Já o horário eleitoral gratuito nas emissoras de rádio e televisão relativo ao 1º turno das eleições passa a ser exibido a partir de 28 de agosto e termina no dia 1º de outubro. 

Vedação às emissoras de rádio e TV   

A partir de 4 de agosto, emissoras de rádio e de televisão não podem, em sua programação normal e em seu noticiário, ainda que sob a forma de entrevista jornalística:  

– transmitir imagens de realização de pesquisa ou de qualquer outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado ou em que haja manipulação de dados; 

– veicular propaganda política; 

– dar tratamento privilegiado a candidata, candidato, partido político, federação ou coligação, inclusive sob a forma de retransmissão de live eleitoral;  

– veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica voltada especificamente a candidata, candidato, partido, federação ou coligação, mesmo que dissimuladamente, exceto programas jornalísticos ou debates políticos; 

– divulgar nome de programa que se refira a candidata ou candidato escolhido em convenção.  

Setembro 

Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas   

Até 14 de setembro, os sistemas eleitorais e os programas de verificação desenvolvidos pelas entidades fiscalizadoras deverão estar lacrados, mediante apresentação, compilação, assinatura digital e guarda das mídias pelo TSE, em Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas.  

Dia 14 de setembro também é o último dia para a eleitora ou o eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida, bem como a população de territórios indígenas, de comunidades remanescentes de quilombos e demais comunidades tradicionais, requererem, por conta própria ou por curadora ou curador, apoiadora ou apoiador, ou procuradora ou procurador, o fornecimento de transporte especial previsto na resolução que disciplina o programa Seu Voto Importa. 

Flagrante delito   

A partir de 19 de setembro (15 dias antes do 1º turno), candidatas e candidatos não poderão ser presos, salvo no caso de flagrante delito.  

Já eleitoras e eleitores não poderão ser presos a partir de 29 de setembro até 6 de outubro, a não ser em caso de flagrante delito, em cumprimento de sentença judicial por crime inafiançável ou em razão de desrespeito a salvo-conduto.   

Outubro 

Verificação dos sistemas 

No dia 3, o TSE realiza a Cerimônia de Verificação do Sistema de Gerenciamento da Totalização, Receptor de Arquivos de Urnas, InfoArquivos e do Transportador WEB, mediante comunicação prévia às entidades fiscalizadoras. 

Transporte de armas e munições   

De 3 a 5 de outubro (um dia antes e até um dia depois do 1º turno), fica proibido a colecionadoras, colecionadores, atiradoras, atiradores, caçadoras e caçadores transportar armas e munições em todo o território nacional.  

Em razão da possibilidade de 2º turno, também não podem circular armas e munições no período de 24 a 26 de outubro em todo o território nacional.   

Data das eleições (1º turno) 

O 1º turno do pleito ocorrerá no primeiro domingo de outubro, dia 4. Eventual 2º turno será realizado no dia 25 do mesmo mês. A votação começará às 8h e terminará às 17h, sendo a votação uniformizada pelo horário de Brasília em todos os estados e no Distrito Federal. 

Em caso de 2º turno 

Do dia 9 até 23 de outubro, será veiculada propaganda eleitoral gratuita nas emissoras de rádio e televisão relativa ao 2º turno. 

A partir do dia 10, nenhum candidato que participará do 2º turno de votação poderá ser detido ou preso, salvo no caso de flagrante delito. 

A partir do dia 19, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido, salvo em flagrante delito, ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável, ou por desrespeito a salvo-conduto. 

No dia 24, será realizada no TSE a Cerimônia de Verificação do Sistema de Gerenciamento da Totalização, Receptor de Arquivos de Urnas, InfoArquivos e do Transportador WEB, mediante comunicação prévia às entidades fiscalizadoras. 

Eventual 2º turno das eleições será realizado no dia 25.

Novembro

Abertura do cadastro eleitoral  

Em 3 de novembro, serão retomados:

  • a emissão da certidão de quitação eleitoral pela internet, pelo Sistema Elo e pelo E-Título;
  • o atendimento às eleitoras e aos eleitores nas unidades da Justiça Eleitoral; e
  • o serviço de pré-atendimento, via internet, para requerimento de alistamento, transferência e revisão.

Dezembro 

Justificativa eleitoral   

Eleitoras e eleitores que não votaram no 1º turno e não justificaram a falta no dia das eleições devem apresentar justificativa, até 3 de dezembro de 2026, em qualquer cartório eleitoral, pelo e-Título ou pelos portais do TSE e dos TREs na internet.  

Já a ausência no 2º turno das eleições deve ser justificada até 6 de janeiro de 2027.  

Diplomação  

Eleitas e eleitos serão diplomados pela Justiça Eleitoral até 18 de dezembro.  

Janeiro de 2027  

Posse das eleitas e eleitos 

Pela primeira vez, eleita ou eleito para o cargo de presidente da República tomará posse em 5 de janeiro de 2027 e os governadores no dia seguinte. 

Fonte: https://www.tse.jus.br/

Fonte https://diariopcd.com.br/diario-pcd-anuncia-projeto-eleicoes-inclusivas-com-a-divulgacao-de-candidatos-e-candidatas-com-deficiencia-em-2026/

Postado Pôr Antonio Brito

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla: País avança nas leis, mas ainda precisa transformar inclusão em realidade

Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla: País avança nas leis, mas ainda precisa transformar inclusão em realidade - OPINIÃO - * Por Wolf Kos

OPINIÃO

  • * Por Wolf Kos

A Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, celebrada de 21 a 28 de agosto, é uma oportunidade para discutir um desafio que vai muito além da acessibilidade física: como garantir que pessoas com deficiência intelectual e múltipla tenham efetivamente o direito de estudar, trabalhar, praticar esportes, participar da vida cultural, tomar decisões e exercer sua cidadania.

Instituída pela Lei nº 13.585/2017, a Semana tem justamente entre seus objetivos conscientizar a sociedade sobre as necessidades específicas dessa população, estimular políticas públicas de inclusão e combater o preconceito e a discriminação.

Os números mais recentes ajudam a dimensionar o desafio. Dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE em 2025, identificou 14,4 milhões de pessoas com deficiência no país, o equivalente a 7,3% da população com dois anos ou mais. O levantamento passou a investigar também aspectos relacionados à cognição e comunicação. No entanto, é importante fazer uma ressalva: o Censo não apresenta, até o momento, um número nacional específico e isolado de pessoas com deficiência múltipla. Por isso, não é correto simplesmente somar diferentes tipos de deficiência para chegar a esse total.

Para quem vive com deficiência intelectual ou múltipla, as barreiras podem aparecer muito cedo e acompanhar toda a vida. Estão na escola que não consegue oferecer o apoio necessário, no atendimento de saúde pouco preparado, na dificuldade de acesso ao transporte e à cultura, na falta de oportunidades profissionais e, principalmente, no preconceito. Muitas vezes, a maior limitação não está na pessoa, mas no ambiente que não está preparado para recebê-la.

Os números da educação, por exemplo, mostram que a desigualdade ainda é grande. Entre brasileiros com deficiência de 25 anos ou mais, 63,1% não haviam concluído o ensino fundamental, segundo o Censo 2022, enquanto esse percentual era de 32,3% entre as pessoas sem deficiência. No ensino superior, apenas 7,4% das pessoas com deficiência haviam concluído a graduação, contra 19,5% entre aquelas sem deficiência.

É preciso, portanto, transformar direitos previstos em lei em políticas que funcionem na prática. Isso significa ampliar a educação inclusiva, formar professores e profissionais de apoio, garantir atendimento de saúde e reabilitação próximos das famílias, ampliar a acessibilidade física e digital e criar caminhos reais para a inserção no mercado de trabalho. Mas nenhuma política será suficiente se não houver recursos, integração entre União, estados e municípios e acompanhamento permanente dos resultados.

No Instituto Olga Kos, entendemos que inclusão também significa reconhecer potencialidades. Pessoas com deficiência intelectual e múltipla têm desejos, talentos, capacidade de aprender, criar, trabalhar, praticar esportes e participar da vida comunitária. A sociedade precisa parar de perguntar apenas o que essas pessoas conseguem fazer e começar a perguntar: o que nós precisamos mudar para que elas possam fazer mais?

A Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla deve servir justamente para isso: lembrar que inclusão não é favor, caridade ou exceção. É direito. E garantir esse direito é responsabilidade de toda a sociedade.

*Wolf Kos é Presidente do Instituto Olga Kos

Sobre o Instituto Olga Kos

Fundado há 19 anos, o Instituto Olga Kos de Inclusão é uma organização sem fins lucrativos, qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Desenvolve projetos artísticos, esportivos e científicos para atender, crianças, jovens, adultos e idosos com deficiência e abre espaço para pessoas em situação de vulnerabilidade social, proporcionando trocas de experiências e inclusão. Ao traçar sua rota, o OLGA acompanha a trajetória do beneficiário e sua evolução durante a realização das oficinas, adaptando e melhorando as metodologias por intermédio de pesquisas e instrumentos inéditos, como o Indicador de Desenvolvimento Olga Kos (Idok) e o Índice Nacional de Inclusão da Pessoa com Deficiência Olga Kos (Iniok_pcd).

Fonte https://diariopcd.com.br/semana-nacional-da-pessoa-com-deficiencia-intelectual-e-multipla-pais-avanca-nas-leis-mas-ainda-precisa-transformar-inclusao-em-realidade/

Postado Pôr Antonio Brito 

sábado, 15 de agosto de 2026

Colesterol alto pode avançar sem sintomas e elevar risco de infarto e AVC

Colesterol alto pode avançar sem sintomas e elevar risco de infarto e AVC

Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Sul alerta que alterações nas gorduras do sangue podem permanecer silenciosas por anos e reforça a importância de exames periódicos, hábitos saudáveis e avaliação do risco cardiovascular

O colesterol elevado pode permanecer durante anos sem provocar qualquer sinal perceptível, enquanto favorece silenciosamente o desenvolvimento de placas nas artérias e aumenta o risco de problemas cardiovasculares. Por ocasião do Dia Nacional de Combate ao Colesterol, celebrado no último dia 8 de agosto, a Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS) chama a atenção da população para as dislipidemias e para a importância de conhecer e controlar os níveis de gorduras no sangue.

As dislipidemias são alterações principalmente nos níveis de colesterol LDL, popularmente chamado de “colesterol ruim”, e de triglicerídeos. Um dos principais desafios para o diagnóstico é justamente a ausência de sintomas na maior parte dos casos.

“O grande problema é que, na maioria das vezes, o colesterol elevado não causa sintomas. A pessoa pode se sentir perfeitamente bem durante muitos anos enquanto o excesso de colesterol vai se depositando silenciosamente na parede das artérias, favorecendo a formação de placas de aterosclerose. Por isso, muitas pessoas só descobrem a alteração em exames de rotina ou, infelizmente, após um evento cardiovascular, como infarto ou Acidente Vascular Cerebral (AVC)”, explica o médico cardiologista Dr. Paulo Behr.

Embora hábitos inadequados possam contribuir para o aumento do colesterol, a condição não está relacionada exclusivamente à alimentação. Excesso de peso, sedentarismo e dieta desequilibrada estão entre os fatores que podem interferir no perfil lipídico, mas características genéticas também têm influência significativa.

“Algumas pessoas apresentam colesterol elevado mesmo mantendo hábitos saudáveis. Um exemplo é a hipercolesterolemia familiar, uma condição genética que pode provocar níveis muito altos de LDL desde o nascimento. Além disso, algumas doenças, como hipotireoidismo, diabetes e doenças renais, e determinados medicamentos também podem alterar o perfil lipídico. Por isso, colesterol alto não deve ser visto simplesmente como consequência de uma alimentação inadequada”, destaca o médico.

Prevenção começa conhecendo os níveis de colesterol

A realização periódica de exames e a avaliação individual do risco cardiovascular são fundamentais. A frequência dos exames e as metas de colesterol devem ser definidas de acordo com fatores como idade, histórico familiar, presença de outras doenças e risco cardiovascular de cada paciente.

Além do acompanhamento médico, medidas incorporadas à rotina contribuem para a prevenção. Uma alimentação equilibrada, com maior presença de frutas, verduras, legumes, fibras e alimentos pouco processados, a prática regular de atividade física, o controle adequado do peso e a interrupção do tabagismo estão entre as principais recomendações.

“O primeiro passo é conhecer os seus números. Como o colesterol elevado geralmente não apresenta sintomas, é fundamental realizar exames periodicamente e avaliar o risco cardiovascular com um profissional de saúde. Quando as mudanças no estilo de vida não são suficientes, medicamentos para reduzir o colesterol podem ser necessários. Atualmente dispomos de tratamentos muito eficazes e seguros”, acrescenta Dr. Paulo Behr.

A redução do colesterol LDL representa uma das principais estratégias para diminuir a possibilidade de infarto, AVC e outras complicações associadas à aterosclerose. A principal orientação é não esperar o surgimento de sintomas para começar a cuidar da saúde cardiovascular. 

Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS)

A SOCERGS é uma entidade dedicada à promoção da prevenção de doenças cardíacas, visando aprimorar a qualidade de vida dos gaúchos. Seu compromisso é conscientizar o público sobre a importância do cuidado com a saúde do coração. Destaca-se por sua transparência e clareza em todas as suas atividades com participação ativa de seus sócios e líderes, que contribuem para seu contínuo aprimoramento e evolução ao longo das gestões.

Fonte https://diariopcd.com.br/colesterol-alto-pode-avancar-sem-sintomas-e-elevar-risco-de-infarto-e-avc/

Postado Pôr Antonio Brito 

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Especialista alerta sobre riscos no ambiente digital e efeitos para crianças autistas

 Especialista alerta sobre riscos no ambiente digital e efeitos para crianças autistas

Pesquisa publicada na revista ‘Nature Human Behaviour’ acompanhou mais de 5 mil estudantes e identificou um pior desempenho escolar entre jovens que começaram a usar redes sociais mais cedo; a psicopedagoga e educadora parental Carla Costa explica sinais de alerta e como estabelecer limites

O uso precoce das redes sociais por crianças e adolescentes tem preocupado as famílias e escolas, acerca dos impactos da exposição às telas. Segundo um estudo publicado na revista científica “Nature Human Behaviour”, que acompanhou 5,2 mil estudantes ao longo da trajetória escolar, foi identificada uma associação entre o início prematuro nas redes sociais e um pior desempenho acadêmico.

Essa dinâmica acompanha todo o processo escolar. De acordo com o levantamento, aproximadamente 11% dos estudantes criam o primeiro perfil ainda no ensino fundamental I; 29% começam no 6º ano; 25% no 7º ano e 18% no 8º ano. Apenas 16% esperaram até o 9º ano ou depois. A pesquisa aponta ainda que os impactos foram mais fortes entre aqueles que iniciaram o uso entre o sexto ou sétimo ano e permaneceram ao longo da vida escolar, com a presença constante do smartphone durante os estudos. 

Para a psicopedagoga e educadora parental Carla Costa, os resultados reforçam a importância de observar não apenas quanto tempo a “garotada” passa diante das telas, mas também o espaço que esse dispositivo ocupa na rotina e as experiências que acabam sendo substituídas por elas. Diante das polêmicas recentes envolvendo crianças e adolescentes no Discord, à atenção ao uso de ‘telas’ e de mecanismos de interação virtual deve ser redobrada. 

“Em crianças autistas, por exemplo, ecolalias e scripts, a repetição de palavras, frases ou trechos anteriormente ouvidos, podem fazer parte das características da linguagem e podem inclusive cumprir funções comunicativas. Às vezes a criança quer falar o tempo inteiro sobre aquele vídeo ou personagem, introduz falas em momentos que não têm relação com a situação, encontra dificuldade para perceber que o colega não conhece aquele conteúdo ou não está interessado nele e tem pouca flexibilidade para mudar o assunto, causando muita irritação à criança”, diz.

“Quando praticamente todo o repertório disponível para aquela criança vem das telas, e ela passa muitas horas consumindo os mesmos vídeos, personagens e jogos e tem poucas oportunidades de brincar com outras crianças, conversar com adultos, vivenciar situações diferentes e experimentar a linguagem em contextos reais, nós estamos diminuindo as possibilidades de ampliação desse repertório. Em virtude dos casos envolvendo o uso do Discord, fica cada vez mais necessário que os pais entendam também um outro lado do excesso de telas: o perigo que espreita as relações digitais nas conversas, nos atos e na engenharia social”, explica.

Segundo Carla, a exposição “em excesso” pode gerar mudanças no comportamento que merecem atenção dos adultos, como irritabilidade, dificuldade de concentração, resistência a atividades sem dispositivos e redução do interesse por brincadeiras e interações presenciais. Em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), o acompanhamento dessa relação exige ainda mais cuidado, já que o uso das telas pode assumir características diferentes com alguns comportamentos observados após longos períodos de exposição.

Outro ponto de atenção é o sono, já que o uso de dispositivos próximo ao horário de dormir pode ocupar um momento que é destinado ao descanso e contribui para uma rotina menos organizada. Para Carla, estabelecer limites não necessariamente significa retirar a tecnologia, mas criar regras nítidas para que as telas não ocupem espaços fundamentais da infância e da adolescência.

Nesse processo, Carla orienta que a participação dos adultos é fundamental. Estabelecer períodos sem dispositivos, principalmente durante as refeições, estudos e estímulo a atividades físicas, leitura, brincadeiras, convivência familiar e interação com outras crianças. Para crianças com TEA, essas estratégias também precisam considerar as particularidades individuais, os interesses, as formas de comunicação e as necessidades de cada criança. 

“Talvez a melhor estratégia para lidar com as telas não seja apenas determinar a quantidade de horas que a criança ou adolescente deve ficar diante da tela, mas uma avaliação do que a tela tem ocupado. Tem atrapalhado o sono? As refeições? A brincadeira? O movimento? A conversa? O tempo em família? O estudo? Os limites de tempo continuam sendo importantes. Mas precisamos ir além da contagem das horas, porque precisamos de uma rotina. Precisa saber que existe hora para acordar, estudar, tomar banho, se alimentar e também usar a tecnologia. Quando tudo é negociado diariamente, a família entra em um processo desgastante de discussão permanente”, comenta a especialista.

Com mais de uma década de experiência, a psicopedagoga e educadora parental explica que o desafio não é tratar a tecnologia como inimiga, mas garantir que ela não substitua experiências essenciais para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social. 

“A tecnologia faz parte do mundo das crianças e dos adolescentes dessa geração e pode ser uma excelente ferramenta de aprendizagem, comunicação, acessibilidade e lazer quando utilizada com intencionalidade. Nosso desafio é ensinar a criança a viver em um mundo cheio de tecnologia sem precisar estar conectada o tempo inteiro”, conclui. 

Fonte https://diariopcd.com.br/especialista-alerta-sobre-riscos-no-ambiente-digital-e-efeitos-para-criancas-autistas/

Postado Pôr Antonio Brito 

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Pais com deficiência: números revelam uma realidade ainda pouco conhecida e cercada de barreiras

 Pais com deficiência: números revelam uma realidade ainda pouco conhecida e cercada de barreiras - EDITORIAL Diário PcD

EDITORIAL – Milhões de pessoas com deficiência exercem a parentalidade, mas falta de acessibilidade, pobreza, preconceito e ausência de apoio tornam a tarefa ainda mais difícil

Quando se fala em parentalidade e deficiência, a discussão frequentemente se concentra nos pais de crianças com deficiência. Existe, porém, outra realidade que ainda recebe pouca atenção: a das pessoas com deficiência que são mães e pais.

São pessoas que criam filhos, trabalham, cuidam da casa, acompanham tarefas escolares, levam crianças ao médico, participam de reuniões e enfrentam os mesmos desafios da parentalidade — mas, muitas vezes, precisam fazer tudo isso em uma sociedade que ainda não foi construída pensando nelas.

E os números disponíveis começam a revelar a dimensão dessa realidade. Mais de 4 milhões de pais com deficiência somente nos Estados Unidos

Um dos levantamentos mais recentes e detalhados foi realizado nos Estados Unidos a partir de dados da American Community Survey, que reúne informações de milhões de domicílios.

https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/10442073251368349?utm_source=chatgpt.com

Estudo publicado em 2025 e incorporado à edição de 2026 do Journal of Disability Policy Studies estima que, entre aproximadamente 65,9 milhões de pais norte-americanos, 4,4 milhões possuem alguma deficiência.

Isso significa que aproximadamente 1 em cada 15 pais nos Estados Unidos é uma pessoa com deficiência.

O dado é particularmente importante porque demonstra que a parentalidade de pessoas com deficiência está longe de ser uma situação excepcional.

É uma realidade social que precisa ser reconhecida pelas políticas públicas. E existe um problema ainda maior: a pobreza. O mesmo estudo encontrou uma diferença significativa na situação econômica dessas famílias.

Entre os pais com deficiência pesquisados, 27,3% estavam abaixo da linha de pobreza, contra: 17,74% entre não pais com deficiência; 11,38% entre pais sem deficiência e 9,30% entre pessoas sem deficiência que não eram pais.

Os pesquisadores identificaram ainda que, mesmo depois de considerados outros fatores sociodemográficos, pais com deficiência apresentavam risco de pobreza 1,93 vez maior do que o grupo de referência analisado.

Para uma família com crianças, essa diferença pode significar dificuldades adicionais para moradia, alimentação, transporte, educação, saúde e acesso a serviços.

Um universo que ainda é pouco estudado

A falta de dados não significa que sejam poucos. Ao contrário.

Uma revisão da literatura publicada pelo National Center for Biotechnology Information já estimava 8,4 milhões de adultos com deficiência vivendo com filhos menores de 18 anos nos Estados Unidos, com números que variavam conforme a definição utilizada para identificar a deficiência.

Mais recentemente, pesquisadores continuam alertando para a falta de informações específicas sobre essa população.

Uma publicação da Palgrave Encyclopedia of Disability, de 2026, classifica a parentalidade de pessoas com deficiência como uma área ainda pouco explorada pela pesquisa, apesar de suas implicações para os direitos das pessoas com deficiência, a inclusão social e a dinâmica familiar.

É uma lacuna que precisa ser enfrentada. A dificuldade não é apenas a deficiência

Um dos principais erros na discussão é imaginar que o problema está necessariamente na capacidade da pessoa com deficiência de exercer a maternidade ou a paternidade. Muitas vezes, o problema está no ambiente.

Uma pessoa cadeirante pode ser perfeitamente capaz de cuidar de uma criança, mas pode encontrar dificuldades porque o berço, o trocador, o carrinho, o transporte público ou o espaço da escola não foram pensados para sua utilização.

Uma mãe surda pode exercer plenamente a maternidade, mas enfrentar obstáculos quando médicos, professores ou serviços públicos não oferecem comunicação acessível.

Um pai cego pode cuidar de seu filho, mas pode encontrar barreiras em documentos, aplicativos, escolas e serviços que não são acessíveis.

Uma pessoa com deficiência intelectual pode exercer a parentalidade, mas ainda enfrenta preconceitos e julgamentos sobre sua capacidade de cuidar.

A barreira, portanto, muitas vezes não está na pessoa. Está na falta de acessibilidade e de apoio. A falta de apoio para cuidar dos filhos também pesa

Um levantamento do Government Accountability Office (GAO), órgão de fiscalização do Congresso dos Estados Unidos, encontrou 3 milhões de pais de crianças de até cinco anos com alguma deficiência e cerca de 2,2 milhões de crianças nessa faixa etária com deficiência.

O relatório também identificou dificuldades enfrentadas tanto por famílias de crianças com deficiência quanto por pais que possuem deficiência para encontrar e utilizar serviços de cuidado infantil.

Entre os problemas relatados estão dificuldades de comunicação com prestadores de serviços, exclusão e comentários depreciativos de funcionários ou de outros pais. Em alguns casos, a dificuldade para encontrar um serviço adequado levou famílias a reduzir a jornada de trabalho, deixar empregos ou mudar de residência.

Isso demonstra que acessibilidade na parentalidade também é uma questão econômica. As principais barreiras enfrentadas pelos pais com deficiência. A literatura e os levantamentos disponíveis permitem identificar alguns dos principais obstáculos:

Acessibilidade física

Calçadas, transporte, escolas, parques, hospitais, creches e espaços de lazer podem não permitir que o pai ou a mãe com deficiência participe em igualdade de condições.

📱 Acessibilidade da comunicação

Informações escolares, médicas, administrativas e relacionadas aos filhos nem sempre estão disponíveis em formatos acessíveis.

💰 Vulnerabilidade econômica

Os dados norte-americanos mostram uma associação importante entre deficiência, parentalidade e maior risco de pobreza.

👨👩👧 Falta de serviços de apoio

Creches, cuidadores, assistência pessoal e outros serviços podem ser insuficientes ou inacessíveis.

🧠 Preconceito e capacitismo

Talvez seja uma das barreiras mais difíceis de combater.

Ainda existem pessoas que questionam a capacidade de alguém com deficiência ser pai ou mãe simplesmente por causa da deficiência.

Esse preconceito pode alcançar inclusive instituições responsáveis pela proteção das crianças.

Casos documentados nos Estados Unidos mostram como sistemas de proteção infantil podem interpretar equivocadamente características relacionadas à deficiência como sinais de incapacidade parental.

⚖️ Risco de questionamento da capacidade parental

A literatura internacional chama atenção para a necessidade de que avaliações de capacidade parental sejam realizadas individualmente, considerando recursos, adaptações e apoios disponíveis — e não simplesmente a existência de uma deficiência.

A sociedade precisa mudar a pergunta Durante muito tempo, a pergunta foi:

“Uma pessoa com deficiência consegue ser pai ou mãe?” Essa talvez seja a pergunta errada.

A pergunta deveria ser: “O que a sociedade precisa oferecer para que uma pessoa com deficiência possa exercer sua parentalidade em igualdade de condições?”

Essa mudança de perspectiva é fundamental. A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência reconhece o direito das pessoas com deficiência de constituir família e exercer responsabilidades relacionadas à parentalidade em igualdade de condições. Portanto, a discussão não deveria ser sobre permitir ou não que uma pessoa com deficiência seja pai ou mãe.

Deveria ser sobre garantir os apoios necessários para que ela possa exercer essa função com autonomia, segurança e dignidade.

O desafio também está no Brasil

No Brasil, ainda existe uma importante lacuna de estatísticas nacionais específicas sobre pais e mães com deficiência. Os levantamentos sobre deficiência e os estudos sobre parentalidade existem, mas não formam ainda um retrato nacional suficientemente detalhado dessa população.

Essa ausência de dados dificulta a formulação de políticas públicas. Sem saber quantos são, onde estão, quais deficiências possuem, qual sua situação econômica, quantos filhos têm e quais barreiras enfrentam, o Estado fica limitado para desenvolver políticas específicas.

É preciso conhecer essa população. É preciso ouvi-la. E, principalmente, é preciso incluí-la na formulação das políticas públicas. Pais com deficiência não precisam de pena. Precisam de direitos. A parentalidade de uma pessoa com deficiência não deve ser vista como algo extraordinário, nem como uma história de superação permanente.

Pais com deficiência simplesmente são pais. Precisam de acessibilidade, equipamentos adequados, transporte, serviços de apoio, oportunidades de trabalho, renda, educação inclusiva para seus filhos e respeito.

O desafio não é criar uma sociedade que permita que algumas pessoas com deficiência sejam pais.

É construir uma sociedade na qual nenhuma pessoa seja considerada incapaz de exercer a maternidade ou a paternidade simplesmente porque possui uma deficiência. E talvez esse seja um dos maiores desafios da inclusão no século XXI.

Porque acessibilidade também começa dentro de casa — e o direito de ser pai ou mãe não pode ser limitado pelas barreiras que a sociedade insiste em criar.

Fonte https://diariopcd.com.br/pais-com-deficiencia-numeros-revelam-uma-realidade-ainda-pouco-conhecida-e-cercada-de-barreiras/

Postado Pôr Antonio Brito 


Feirão de Seminovos Honda Aversa reúne mais de 200 veículos com condições especiais e isenções PcD

 Feirão de Seminovos Honda Aversa reúne mais de 200 veículos com condições especiais e isenções PcD

Vários modelos à disposição que podem estar enquadrados nas isenções de IPVA para pessoas com deficiência

Quem está em busca de um carro seminovo com boas condições de compra terá uma oportunidade especial nesta semana.

Nos dias 13, 14 e 15 de agosto, quinta, sexta e sábado, acontece o Feirão de Seminovos Honda Aversa, com mais de 200 veículos seminovos Honda disponíveis e ofertas especiais durante o evento.

Entre os destaques do feirão estão veículos com valores abaixo da tabela FIPE, ampliando as possibilidades para quem deseja adquirir um Honda seminovo com preços competitivos.

• Mais de 200 seminovos Honda.

• Veículos com 2 anos de garantia.

• Bônus de até R$ 10 mil.

• Seu usado de qualquer marca pode entrar na troca.

• Financiamento com taxas a partir de 0,99%.

Além dos preços promocionais, o evento oferece condições exclusivas de financiamento, com taxas a partir de 0,99%, além de até R$ 10 mil de bônus. Os clientes também poderão utilizar seu veículo atual na negociação, independentemente da marca, já que a Honda Aversa aceita usados de qualquer marca na troca.

Outro diferencial do feirão é a possibilidade de encontrar veículos com até dois anos de garantia, proporcionando mais tranquilidade para quem pretende comprar um seminovo.

Com uma variedade de modelos e condições especiais concentradas em três dias, o Feirão de Seminovos Honda Aversa promete reunir preços competitivos, taxas diferenciadas e oportunidades exclusivas para quem está planejando trocar de carro.

O Grupo Aversa possui concessionárias nas principais cidades do interior de São Paulo e referência no estoque de seminovos e 0km.

As pessoas com deficiência – condutor ou não, também contam com Assessoria Especializada para o encaminhamento dos pedidos de isenções de veículo 0km e seminovos.

Feirão de Seminovos Honda Aversa: uma oportunidade para encontrar seu próximo Honda com condições especiais.

Serviços:

Seu Honda PcD no Grupo Aversa em 7 cidades no interior de SP.

Central de Atendimento (19) 9 9795-7999

www.aversa.com.br

Confira as lojas mais próximas de você:

 Piracicaba – Av. Armando de Salles Oliveira, 140 – Centro

 Rio Claro – Av. Presidente Kennedy, 284 – Estádio

 Limeira – Av. Major José Levi Sobrinho, 1410 – Jardim Nereide

 Americana – R. São Gabriel, 1793 – Vila Belvedere, Americana

 Araras – Av. Dona Renata, 2620 – Vila Bressan

 Sumaré – R. Fioravante Mancino, 970 – Jardim Bela Vista

 Itu – Av. Dr. Ermelindo Maffei, Nº144 – Praça Lyons

Grupo Aversa tem Honda Conduz – A certificação Honda Conduz foi criada em 2008 e visa reconhecer as concessionárias e pontos de vendas que possuem estrutura para atendimento a clientes com deficiência.

Fonte https://diariopcd.com.br/feirao-de-seminovos-honda-aversa-reune-mais-de-200-veiculos-com-condicoes-especiais-e-isencoes-pcd/

Postado Pôr Antonio Brito 

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Mundial de rúgbi em CR: atleta volta à Seleção Brasileira após AVC e estreia na competição em casa

Guilherme Camargo em quadra em partida válida pela Copa América do ano passado. | | Foto: Divulgação/Thelma Vidales/ABRC

O Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro (CTPB), em São Paulo, recebe, entre os dias 17 e 23 de agosto, o Campeonato Mundial de rúgbi em cadeira de rodas, organizado pela World Wheelchair Rugby (WWR). A competição terá um significado especial para o carioca Guilherme Figueiredo Camargo, 36, que, por pouco, não teve a oportunidade de disputar o Mundial há quatro anos.

Em 2022, quando era capitão da Seleção Brasileira e estava entre os atletas convocados para disputar o Mundial, Guilherme sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) durante a preparação no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. A pouco menos de três semanas da competição, precisou deixar a equipe e iniciou um processo de reabilitação.

Agora, Guilherme se prepara para disputar um Mundial pela primeira vez. A competição será realizada no Brasil e ganha um novo valor para o atleta, que precisou esperar quatro anos pela nova oportunidade de disputar o principal torneio da modalidade.

“Tem um gostinho especial essa preparação para mim, porque é o meu primeiro Mundial, porque eu não pude disputar antes. Eu tive um gostinho de chegar bem perto de disputar o outro e perdi pelo fator do AVC”, contou.

A relação de Guilherme com o rúgbi começou durante o processo de reabilitação após um acidente de carro, em 2007, que provocou uma lesão medular. Em 2009, dois anos depois, ele teve o primeiro contato com a modalidade. Na época, uma pessoa ligada à equipe Guerreiros da Inclusão, do Rio de Janeiro, o apresentou ao esporte. A partir daí, passou a treinar e a disputar campeonatos.

Em 2010, recebeu a primeira convocação para a Seleção Brasileira. Anos depois, chegou ao ciclo que tinha como objetivo o Mundial de 2022 e era o capitão da equipe naquele ano.

“Foi algo super inesperado. Eu tenho uma rotina supersaudável de treinamento, de alimentação, de tudo. E aí eu sofri um AVC no CT, e até hoje não sabem exatamente a causa do acidente”, relembrou.

Guilherme foi levado rapidamente ao hospital, mas a causa exata do AVC não foi identificada, mesmo depois de meses de tratamento. A principal hipótese apontada pelos médicos foi uma anomalia genética que fazia com que algumas artérias do cérebro fossem menos espessas do que deveriam.

No início, o atleta teve perda de memória recente e uma sequela motora no lado esquerdo do corpo, que já apresentava limitações em razão da lesão medular causada pelo acidente automobilístico. O retorno ao esporte, porém, demorou. Sem liberação médica para praticar uma modalidade de contato e que exige grande demanda física, Guilherme ficou 11 meses sem jogar.

Quando finalmente voltou às quadras, ainda precisou defender sua equipe antes de recuperar espaço na Seleção Brasileira. O primeiro campeonato pela Seleção depois do AVC foi um marco para o atleta: o Qualificatório para os Jogos Paralímpicos de Paris, realizado em março de 2024, na Nova Zelândia.

“Estar ali na seleção, mostrar que eu venci o acidente e as sequelas, que eu consigo chegar em alto nível novamente, foi muito emocionante para mim”, afirmou. “Foi muito difícil. Eu perdi movimentos, eu tive que recuperá-los. Foi uma reabilitação diária ali, de muito trabalho. E também trabalho psicológico de pensar: ‘Você vai conseguir jogar como você jogava novamente? Você vai conseguir chegar à Seleção, conseguir jogar em alto nível de novo?’. Eu duvidei disso em muitos momentos”, disse.

Hoje, sem as sequelas deixadas pelo AVC, Guilherme vive uma nova fase na carreira. Segundo ele, a Seleção Brasileira chega ao Mundial em um momento de crescimento, com uma comissão técnica experiente e expectativas altas para a competição.

Para o atleta, disputar o Mundial diante da torcida brasileira torna a experiência ainda mais especial. “Eu estou me sentindo num momento especial da minha vida, num momento em que eu posso agarrar algo que passou entre meus dedos há pouco tempo. Então, acho que é um momento muito especial, ainda mais por ser em casa também. Tem a família, os amigos, a torcida do nosso lado”, afirmou.

A expectativa é que a atmosfera no Centro de Treinamento Paralímpico seja diferente de tudo o que Guilherme já viveu. Ele lembra da experiência da Copa América, disputada no ano passado, quando a torcida brasileira esteve presente e fez barulho durante os jogos. Para o Mundial, espera uma recepção ainda maior.

“Entrar em quadra com aquela torcida a nosso favor ali no CT Paralímpico vai ser mágico. Estamos prontos para darmos nosso melhor”, finalizou.

Tabela de jogos do Brasil na fase de grupos (sempre no horário de Brasília):
17/08
19h30 – Brasil x Países Baixos
18/08
19h30 – Brasil x Canadá
19/08
19h30 – Brasil x Austrália
20/08
11h – Brasil x Nova Zelândia
19h30 – Brasil x Estados Unidos

Patrocínio
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais do rúgbi em cadeira de rodas.

Assessoria de Comunicação do Comitê Paralímpico Brasileiro (imp@cpb.org.br)

Fonte https://cpb.org.br/noticias/mundial-de-rugbi-em-cr-atleta-volta-a-selecao-brasileira-apos-avc-e-estreia-na-competicao-em-casa/

Postado Pôr Antonio Brito

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Cobertura especial das Eleições Inclusivas busca visibilidade a candidatos ligados à pauta da deficiência

Cobertura especial das Eleições Inclusivas busca visibilidade a candidatos ligados à pauta da deficiência

Projeto pretende informar eleitores de todo o Brasil sobre candidatos com deficiência, pais e mães atípicas e pessoas com atuação comprovada na defesa do segmento.

As Eleições Gerais de 2026 terão uma cobertura especial do Diário PcD, que pretende ampliar o espaço de informação destinado ao eleitorado interessado nas pautas das pessoas com deficiência.

Com o projeto “Eleições Inclusivas 2026”, o Diário PcD quer apresentar, em todo o território nacional, candidatos com deficiência, pais e mães atípicas e pessoas que tenham atuação comprovada e relação efetiva com a defesa dos direitos e das políticas públicas para o segmento.

A proposta é contribuir para que o eleitor tenha mais informações antes de escolher seus representantes para os cargos em disputa nas eleições deste ano.

Informação para fortalecer o voto consciente

A iniciativa oferecerá a informação como instrumento de cidadania.

O eleitor precisa conhecer quem são os candidatos, suas trajetórias, experiências e compromissos, especialmente quando se trata de representantes que podem ocupar espaços de decisão sobre políticas públicas de acessibilidade, saúde, educação, trabalho, transporte, mobilidade, assistência social e inclusão.

Os eleitores vão escolher presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.

O Diário PcD entende que a comunidade das pessoas com deficiência precisa saber quem são os candidatos que conhecem e vivem essa realidade ou possuem trajetória efetivamente vinculada à defesa desse segmento.

Quem poderá participar da cobertura?

A cobertura será destinada a candidatos que se enquadrem em pelo menos uma das seguintes situações:

  • pessoas com deficiência que estejam concorrendo nas eleições;
  • pais e mães atípicas com candidatura oficializada;
  • candidatos que tenham histórico comprovado de atuação na defesa das pessoas com deficiência;
  • candidatos com participação reconhecida em movimentos, entidades, organizações ou iniciativas relacionadas à inclusão e à acessibilidade;
  • pessoas cuja trajetória profissional, social ou política demonstre relação efetiva com as pautas do segmento.

O objetivo não será estabelecer preferência eleitoral, mas oferecer informação jornalística ao eleitor.

Candidatos poderão enviar suas informações

Para organizar a cobertura nacional, o Diário PcD criou um e-mail específico para receber as informações dos próprios candidatos.

coberturadiariopcd@gmail.com

Cada candidato interessado em participar deverá encaminhar:

Nome completo
• Nome pelo qual será identificado como candidato
• Cargo disputado
• Partido / Estado em que disputa as eleições
• Federação ou coligação, quando aplicável
• Breve currículo
• Informações sobre sua relação com a pauta das pessoas com deficiência
• No caso de pais ou mães atípicas, breve descrição dessa relação

A equipe de jornalismo do Diário PcD fará a organização das informações recebidas e poderá buscar dados complementares para a produção do conteúdo.

O envio das informações não significa garantia automática de publicação. A inclusão na cobertura estará sujeita aos critérios editoriais e jornalísticos do Diário PcD e à legislação eleitoral vigente.

Cobertura começa na última semana de agosto

O Diário PcD iniciará a divulgação dos candidatos selecionados na última semana de agosto, após o encerramento das convenções partidárias e com as candidaturas já apresentadas à Justiça Eleitoral.

O calendário oficial do TSE estabelece que as convenções partidárias para escolha de candidatas e candidatos ocorrem de 20 de julho a 5 de agosto de 2026, enquanto o prazo para o registro das candidaturas termina em 15 de agosto. A propaganda eleitoral começa oficialmente em 16 de agosto.

Por isso, a opção editorial do Diário PcD é iniciar a publicação na última semana de agosto, buscando trabalhar com informações eleitorais mais consolidadas.

Uma eleição com a participação da comunidade PcD

A iniciativa ganha ainda mais importância diante do tamanho do eleitorado com deficiência.

Segundo dados divulgados pelo TSE, 1.963.551 pessoas com deficiência estão aptas a votar nas Eleições 2026, número 42,5% maior do que o registrado nas eleições gerais de 2022. A Justiça Eleitoral também ampliou o número de seções eleitorais acessíveis.

https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Julho/cresce-quase-50-o-numero-de-eleitores-com-deficiencia-e-de-secoes-com-acessibilidade?utm_source=chatgpt.com

São milhões de eleitores que precisam ter acesso à informação e conhecer as opções disponíveis nas urnas.

O eleitor precisa saber quem defende a inclusão

A cobertura especial pretende colocar a pauta da deficiência no centro do debate eleitoral.

Mais do que divulgar nomes, o Diário PcD quer estimular uma reflexão:

  • Quem são os candidatos que conhecem as dificuldades enfrentadas diariamente pelas pessoas com deficiência?
  • Quem tem experiência na construção de políticas inclusivas?
  • Quem vive essa realidade?
  • Quem tem compromisso comprovado com acessibilidade, direitos e cidadania?

Essas são informações que podem ajudar o eleitor a fazer uma escolha mais consciente.

O Diário PcD reforça que não indicará voto, não fará campanha para candidatos e não substituirá a avaliação individual do eleitor. A missão será jornalística: informar, apresentar trajetórias e ampliar a visibilidade de candidaturas relacionadas à pauta da deficiência.

Um espaço para quem historicamente teve pouca visibilidade

Durante décadas, pessoas com deficiência estiveram sub-representadas nos espaços de poder e decisão.

A presença de candidatos com deficiência, pais e mães atípicas e pessoas com trajetória efetiva na defesa do segmento pode contribuir para ampliar o debate sobre políticas públicas e colocar experiências concretas no processo eleitoral.

Por isso, o Eleições Inclusivas 2026 nasce com uma proposta clara:

Informar para que o eleitor possa escolher.

O Diário PcD convida candidatos de todo o Brasil que se enquadrem nos critérios da cobertura a encaminharem suas informações para a equipe responsável pelo projeto.

A eleição é nacional. A pauta da inclusão também.

E o eleitor precisa conhecer quem estará nas urnas.


📢 ELEIÇÕES INCLUSIVAS 2026 – DIÁRIO PcD

Você é candidato com deficiência?
É pai ou mãe atípica e está concorrendo?
Tem atuação comprovada na defesa das pessoas com deficiência?

Envie suas informações para a nossa cobertura especial.

📧 E-mail da cobertura: coberturadiariopcd@gmail.com

Diário PcD — informação para um voto consciente e inclusivo.

Consulte o calendário oficial das Eleições 2026 no TSE

Fonte https://diariopcd.com.br/cobertura-especial-das-eleicoes-inclusivas-busca-visibilidade-a-candidatos-ligados-a-pauta-da-deficiencia/

Postado Pôr Antonio Brito

domingo, 9 de agosto de 2026

Tabira autoriza reforma de 10 Unidades Básicas de Saúde com investimento de R$ 1,1 milhão


Tabira deu mais um passo importante para fortalecer a estrutura da saúde do município. Nesta sexta-feira (7), o prefeito Flávio Marques assinou a autorização para o início das obras de reforma de 10 Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

A assinatura aconteceu no Gabinete do Prefeito e contempla unidades de diferentes localidades de Tabira. As intervenções têm como objetivo requalificar as estruturas físicas das unidades, proporcionando mais conforto para a população e melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde.

O investimento destinado às obras é de R$ 1.100.000,00. Os recursos são próprios do município e serão utilizados na reforma das UBSs Missões, Fátima I, Fátima II, Ilha do Rato, Borborema, Brejinho, Vitorino Gomes, Centro, João Cordeiro e Riacho do Gado.

“Se Deus quiser, com essa reforma, vamos poder oferecer melhores condições de trabalho para os servidores e, assim, garantir um atendimento cada vez melhor à população, além de melhorar a estrutura e a organização das nossas unidades. Esse recurso é resultado de muito trabalho e compromisso com os tabirenses. Hoje é um dia de muita alegria, porque estamos dando início ao maior investimento já realizado na saúde do município de Tabira”, destacou o prefeito Flávio Marques.

nilljunior.com.br