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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

ESPANHA TEM DEPUTADA COM SÍNDROME DE DOWN

  Mar Galcerán é apresentada como a primeira pessoa com síndrome de Down a ocupar um assento no parlamento espanhol. Com décadas de atuação pública, ela pretende continuar sua trajetória política.

ESPANHA TEM DEPUTADA COM SÍNDROME DE DOWN

Mar Galcerán, é deputada do Partido Popular na Espanha. Ela é a primeira pessoa com síndrome de Down a ocupar um assento no parlamento espanhol.

Nos últimos tempos, ela ocupou inúmeras capas e manchetes em vários países do mundo.

Galcerán, 46 anos, é integrante das Cortes desde setembro do ano passado e ocupa um dos 99 lugares do legislativo em seu país.

Ela começou na política na década de 1990, com apenas 20 anos. Nas décadas de 1990 e 2000 atuou ocupando cargos em ministérios valencianos e órgãos público. Foram 26 anos de atuação na vida pública antes de ser eleita deputada.

Com toda esta carreira e experiência, Galcerán olha agora para o futuro. É verdade que ela ainda não atua como deputada há muito tempo, mas isso não a impede de ter clareza sobre seus objetivos. Ela já vislumbra um novo mandato de mais 4 anos.

Ela sem dúvida é um exemplo para as pessoas com Sindrome de Down em todo o mundo.

Fonte https://revistareacao.com.br/noticias/noticia?id=26b70cff-2b84-4fb3-9348-b8d803b6a0fe

Postado Pôr Antonio Brito 

Quaest: Raquel Lyra tem 43%, João Campos 37% e Ivan Moraes tem 1% na disputa pelo Governo de Pernambuco

 

Diferença entre os dois principais candidatos caiu de oito para seis pontos em relação à rodada de 25 de agosto.

Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (8) mostra a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) com 43% das intenções de voto para o Governo de Pernambuco. João Campos (PSB) aparece com 37%.

Na pesquisa anterior, divulgada em 25 de agosto, Raquel tinha 44% e João, 36%. Assim, a governadora oscilou um ponto para baixo e o candidato do PSB, um ponto para cima. A diferença entre os dois passou de oito para seis pontos percentuais.

Como a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, Raquel pode variar entre 40% e 46%, enquanto João fica entre 34% e 40%, fazendo com que os intervalos se encontrem no limite da margem.

Ivan Moraes (PSOL) aparece com 1%, mesmo percentual da rodada anterior. Renan Hallais (Missão) também tem 1%, ante 0% em agosto.

Professora Camila (UP), Professor Jeremias do Banco (Democrata), Victor Assis (PCO) e Guilherme Fonseca (PSTU) aparecem com 0%.

Os indecisos somam 12%, mesmo percentual da pesquisa anterior. Brancos, nulos e os que afirmam que não vão votar representam 6%, ante 7% em agosto.

A Quaest também perguntou sobre o grau de definição do voto. Para 76% dos entrevistados, a escolha já é definitiva, contra 72% anteriormente. Outros 23% afirmam que ainda podem mudar de candidato até 4 de outubro; eram 27%.

Na pesquisa espontânea, Raquel tem 33%, mesmo índice de agosto, enquanto João passou de 22% para 24%. Os indecisos são 40%.

Contratada pela Globo, a Quaest entrevistou 1.302 eleitores entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número PE-00285/2026.

Fonte: G1
Imagem: Reprodução/TV Globo

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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Setembro Amarelo: irritabilidade e isolamento podem ser sinais de sofrimento emocional em crianças e adolescentes

 Setembro Amarelo: irritabilidade e isolamento podem ser sinais de sofrimento emocional em crianças e adolescentes

Especialistas orientam pais e professores a observar mudanças persistentes de comportamento e explicam como abordar o assunto sem julgamento

Nem sempre uma criança ou adolescente que está passando por sofrimento emocional vai dizer que não está bem. Mudanças de comportamento, irritabilidade, isolamento, alterações no sono, queda no rendimento escolar e perda de interesse por atividades que antes faziam parte da rotina podem ser sinais de que algo precisa de atenção. No Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre prevenção do suicídio, especialistas alertam para a importância de identificar precocemente sinais de sofrimento psíquico entre crianças e adolescentes.

Segundo a neuropsicopedagoga Silvia Kelly Bosi, especialista em desenvolvimento infantil, o comportamento pode ser uma das principais formas de comunicação da criança.

“Nem toda criança consegue dizer que está sofrendo. Muitas vezes, ela demonstra isso por meio do comportamento. Por isso, mais do que observar um comportamento isolado, os pais precisam perceber mudanças em relação ao padrão daquela criança. Se ela sempre foi comunicativa e passa a se isolar, se costumava participar das atividades e perde o interesse ou apresenta uma irritabilidade que não era habitual, é importante investigar o que está acontecendo”, explica.

A especialista ressalta que isso não significa que toda alteração de comportamento seja indicativa de um transtorno ou de uma situação grave. O que merece atenção é a persistência, intensidade e impacto da mudança na rotina.

“Uma criança pode estar triste, frustrada ou irritada em determinado momento e isso faz parte da vida. O sinal de alerta aparece quando aquela mudança permanece, se intensifica ou começa a interferir na escola, nas relações, no sono, na alimentação ou nas atividades que antes eram prazerosas”, afirma Silvia.

Crianças neurodivergentes exigem atenção aos padrões individuais

Em crianças neurodivergentes, como aquelas com autismo ou TDAH, a identificação pode ser mais complexa. De acordo com Silvia, comportamentos novos não devem ser automaticamente atribuídos à condição de base.

“É muito importante conhecer o funcionamento daquela criança. Em uma criança autista, por exemplo, uma mudança comportamental pode ser rapidamente interpretada como parte do autismo. Mas uma alteração nova, que foge do padrão habitual, também pode indicar que ela está enfrentando alguma dificuldade emocional, social ou ambiental”, diz.

A parceria entre família e escola também pode ajudar na identificação.

“Professores passam muitas horas com essas crianças e podem perceber mudanças que não aparecem em casa. Da mesma forma, os pais conhecem aspectos que a escola não necessariamente observa. Quando família e escola compartilham essas informações, conseguimos ter uma visão muito mais completa da criança”, afirma.

Na adolescência, sofrimento pode aparecer como irritabilidade

Para a psiquiatra Fabricia Signorelli, especialista em transtornos do neurodesenvolvimento e altas habilidades, um dos erros mais comuns é associar sofrimento emocional apenas à tristeza.

“Quando pensamos em saúde mental, muitas pessoas imaginam uma criança ou adolescente triste, chorando e dizendo que não quer fazer nada. Mas o sofrimento também pode aparecer como irritabilidade, agressividade, isolamento, queda no desempenho escolar, alterações importantes no sono ou perda de interesse. Por isso, precisamos olhar para mudanças no funcionamento como um todo”, explica.

A psiquiatra destaca que o contexto deve ser considerado antes de qualquer conclusão.

“Não é porque um adolescente está irritado ou quer ficar sozinho em determinado momento que existe necessariamente um problema de saúde mental. A adolescência envolve mudanças importantes. O que merece atenção é quando existe uma alteração significativa em relação ao comportamento habitual e essa mudança persiste ou começa a prejudicar a vida do jovem”, afirma.

Como conversar com crianças e adolescentes

Uma das dúvidas mais frequentes dos pais é como abordar o assunto. Para Fabricia, o primeiro passo é criar um ambiente em que o jovem se sinta seguro para falar.

“Precisamos trocar o interrogatório pela disponibilidade. Em vez de perguntar apenas ‘o que você tem?’, os pais podem demonstrar que perceberam a mudança e dizer que estão disponíveis para conversar. O mais importante é ouvir sem minimizar imediatamente aquilo que o jovem está sentindo”, orienta.

Frases como “isso é só uma fase”, “você não tem motivo para estar assim” ou “todo mundo passa por isso” podem dificultar a comunicação.

“Quando alguém consegue falar sobre uma dor emocional e escuta que aquilo não é importante, pode entender que não vale a pena falar novamente. Acolher não significa concordar com tudo. Significa mostrar que aquela pessoa foi ouvida e que existe um adulto disposto a ajudá-la”, explica a psiquiatra.

Segundo Fabricia, diante de uma preocupação concreta, também é possível perguntar diretamente sobre pensamentos relacionados à morte ou ao desejo de não estar vivo.

“Perguntar diretamente não coloca uma ideia na cabeça da pessoa. Ao contrário, pode abrir uma oportunidade para que ela fale sobre algo que estava sendo vivido em silêncio. Se existe uma preocupação real, é importante não fugir da conversa por medo de tocar no assunto”, afirma.

Quando procurar ajuda profissional

As especialistas recomendam avaliação profissional quando as mudanças de comportamento são persistentes, intensas ou interferem significativamente na rotina da criança ou do adolescente.

“Procurar ajuda não significa que necessariamente exista um diagnóstico. A avaliação serve justamente para entender o que está acontecendo e identificar quais estratégias podem ajudar aquela criança ou adolescente”, afirma Silvia.

Já situações que envolvam falas recorrentes sobre morte, desesperança, autolesão ou indicação de risco imediato exigem atenção e busca de ajuda especializada.

“Prevenção não começa apenas quando existe uma crise. Ela começa na construção de vínculos, na possibilidade de falar sobre emoções e na percepção de que pedir ajuda não é sinal de fraqueza. Pais e professores não precisam resolver tudo sozinhos, mas precisam saber reconhecer quando é hora de procurar ajuda”, afirma Fabricia.

Para Silvia, o Setembro Amarelo também pode ser uma oportunidade para levar o tema para dentro de casa.

“Não precisamos esperar uma situação grave para perguntar aos nossos filhos como eles estão. A saúde mental também é cuidada no cotidiano, quando existe escuta, vínculo e espaço para falar sobre aquilo que incomoda. Muitas vezes, o primeiro passo da prevenção é simplesmente perceber que alguma coisa mudou e se aproximar”, conclui.

Fonte https://diariopcd.com.br/setembro-amarelo-irritabilidade-e-isolamento-podem-ser-sinais-de-sofrimento-emocional-em-criancas-e-adolescentes/

Postado Pôr Antonio Brito 

Você já ouviu falar em crip time?


O conceito me chamou atenção porque coloca o tempo dentro da discussão sobre deficiência de um jeito que eu ainda não tinha explorado.

Hoje, sendo mestranda na UFF essa discussão atravessa a minha própria experiência. Tenho direito a um prazo adicional de 6 meses para a conclusão do mestrado. E, quando penso na minha rotina, entendo ainda melhor por quê.

Para eu chegar à aula, por exemplo, existe todo um tempo que vem antes: o tempo da minha mãe idosa para me arrumar, o tempo da motorista que me leva à universidade.

Para muitas pessoas com deficiência, participar de uma atividade envolve tempos (o próprio e o dos outros) que quase nunca são considerados quando horários, prazos e rotinas são definidos.

E esse tempo nem sempre é igual. Em dias muito frios ou em que me sinto cansada minha mão pode ficar mais fraca. Isso significa que levo mais tempo para me deslocar de um lugar para outro, porque não consigo movimentar o joystick da cadeira de rodas com a mesma facilidade.

Talvez o crip time nos ajude justamente a perceber esse tempo que existe, mas quase nunca entra na conta quando alguém determina quanto uma atividade “deveria” levar.

Uma das autoras fundamentais para essa discussão é Alison Kafer, pesquisadora dos estudos feministas, queer e da deficiência. Ela desenvolve a discussão sobre crip time e questiona a ideia de que existe uma relação neutra entre corpo, deficiência e tempo.

A gente fala muito sobre barreiras arquitetônicas, comunicacionais e atitudinais. Mas quanto tempo as barreiras nos fazem perder?

Pensar em crip time acrescenta uma camada importante à discussão sobre acessibilidade: talvez inclusão também passe por reconhecer que não existe uma única maneira legítima de viver e organizar o tempo.

E você, já conhecia o termo crip time?

Se esse conteúdo fez você pensar, compartilhe. Talvez seja um conceito novo para mais alguém também.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Filme sobre Rádio Pajeú e escolas radiofônicas é gravado no Sertão

 

Curta documental “Aquilo que a Memória Amou 2” recupera a experiência de educação pelo rádio no Pajeú e tem lançamento previsto para dezembro, no Cine São José.

O Sertão do Pajeú recebe, neste mês de setembro, as gravações do curta documental “Aquilo que a Memória Amou 2”, dirigido pela pesquisadora Silmara Marques. O filme aborda a atuação das escolas radiofônicas que levaram alfabetização e formação a comunidades rurais da região durante a década de 1960.

As filmagens começaram na primeira semana do mês e seguem até quarta-feira (9). Além de municípios do Pajeú, a produção realizou gravações em Bela Cruz, no Ceará, e no Recife.

O projeto é financiado pela Lei Paulo Gustavo em Pernambuco, com apoio da Secretaria de Cultura do Estado. Segundo a produção, o documentário percorre locais ligados à experiência das escolas radiofônicas e reúne dezenas de entrevistas sobre o período.

No Pajeú, as aulas transmitidas pelo rádio tiveram participação da Rádio Pajeú e estavam vinculadas ao Movimento de Educação de Base (MEB), criado em 1961 a partir de iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

“Elas tiveram um papel muito importante no Sertão do Pajeú. Pelas ondas do rádio, a educação chegava às comunidades rurais mais distantes, levando não apenas o aprendizado da leitura e da escrita, mas também conhecimento e novas possibilidades”, afirma Silmara Marques.

O documentário também aborda, segundo seus realizadores, a perseguição e a censura sofridas pelas experiências de educação radiofônica durante a ditadura militar.

Equipe com participação de afogadenses

Parte da equipe do curta é formada por profissionais de Afogados da Ingazeira. Além de Silmara Marques, o professor Adeilton Rodrigues participa da pesquisa. Uilma Queiroz atua como consultora de roteiro e auxiliar de direção.

O jornalista Leonardo Lemos é produtor executivo, Isabella Lumara integra a produção e Geovana Lima trabalha como auxiliar de pesquisa, com colaboração de Alexsandro Acioly. Richard Soares responde pelas captações de som, enquanto Josivan Veras atua no transporte da equipe.

A produção conta ainda com a Caldo de Cana Filmes, Iberê Melo Barreto na direção de fotografia, Okoye Ribeiro Martins na assistência de fotografia, Ângelo Freire como still e Alexandreh na pós-produção de som.

“Aquilo que a Memória Amou 2” tem lançamento previsto para dezembro, no Cine São José, em Afogados da Ingazeira. A data do evento ainda será definida.

Foto: Ângelo Freire

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domingo, 6 de setembro de 2026

Coluna do Domingão: campanha em Pernambuco caiu de nível

 

Em maior ou menor medida, a campanha de Pernambuco tomou os noticiários por temas e questões que atacam mais uma vez o que se espera de um debate com nomes da altura de Raquel Lyra e João Campos, que polarizam a disputa.

Em mais uma semana, ataques cruzados da existência de gabinetes do ódio, investigações sobre os panfletos apócrifos no Recife atacando Raquel, golpes baixos nas redes, postagens direcionadas em setores da imprensa, “influenciadores desinfluenciadores”, que até poucos dias atrás usavam fralda e agora são especialistas em apontar o que cada nome tem de pior, dentre outras questões que empobrecem o debate.

Não é de hoje, este jornalista já vinha prevendo que essa não é uma campanha de construção, mas de desconstrução: não é sobre enobrecer o que cada projeto tem de melhor, mas de atacar aquilo que se entende, vai ajudar a engajar mais hatters, mais ataques,  mais ódio.

Acompanho o jornalismo em Pernambuco a muito tempo e posso afirmar que o cenário é ainda pior. E que é desafiador demais se propor a fazer jornalismo em um cenário de terra arrasada, onde buscar equilíbrio editorial lhe transforma numa espécie de extraterrestre, algo que não existe, o “duvido que seja” porque “quase todo mundo não é”. Claro, essa nobre profissão exige posicionamentos, mas deve deixar à sociedade o juízo final sobre o que é melhor para seu futuro, sem omitir alertas para aquilo que está travestido do bem, mas se revela uma ameaça. Ter posições não pode significar ter lado. É uma linha tênue, mas ela existe.

Essa eleição está alimentando principalmente a partir dos blogs e dos pseudo “influenciadores” uma rede de ataques direcionados que nunca foram tão baixos. Mesmo veículos ligados a jornalistas assumem uma posição escancarada, rotulados pela própria opinião pública dada a evidente tendência editorial. Essa rede de desconstrução atinge por consequência veículos menores, que se proliferam aos montes nesse período, “opinadores” e “especialistas” dos quais nem se ouvia falar, e chega na base, a militância dos palanques, muitos operacionalizados para alimentar ainda mais de ataques as redes. É uma teia de ódio, que se retroalimenta.

Isso é o que têm se tornado a campanha em Pernambuco. Os candidatos até assumem posições públicas condenando, mas a impressão é de que condenam, mas não combatem. Chegam à conclusão de que impedir os fará perder terreno, pois o outro lado não cessará. Claro, salvo descoberta em contrário, não há nada que de fato os ligue a esse modus operandi. Muito menos o centro, o núcleo das campanhas. Mas nada prova à sociedade que estão lutando contra isso dentro de casa. O que está em jogo, o poder em Pernambuco, parece ser muito maior.

Outro debate é se há mecanismos que possam limitar isso na Justiça Eleitoral. Aparentemente, essa é uma discussão que precisa ser alimentada em perspectiva de futuro, para as próximas eleições nos municípios e no país. É um debate latente, urgente, pro futuro. Por essa de agora, a impressão é de que a política já perdeu pro jogo raso. Fazer jornalismo ficou pra poucos…

Vorcaro fazendo escola

Quem entende da criação de redes de ataques é Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo a PF, ele financiou campanhas de difamação e estratégias de intimidação contra jornalistas e o Banco Central. A Polícia Federal apontou o uso de recursos para pagar influenciadores digitais e perfis com o objetivo de promover ataques virtuais e descredibilizar diretores do Banco Central. Relatórios também mostraram tentativas de cooptação e propostas financeiras elevadas para influenciar a cobertura de jornalistas, a exemplo de abordagens ligadas ao nome da jornalista Malu Gaspar.

Debate

Sexta-feira, finalmente,  tem o primeiro debate com os candidatos ao governo de Pernambuco,  promovido pela Rádio Cidade FM de Caruaru e reunindo Raquel Lyra,  João Campos e Ivan Moraes. A Rádio Pajeú retransmite como integrante da rede, entre 9h40 e 11h da manhã. À noite, a TV Nova realiza o primeiro debate na TV, 21 horas. Para esse, só foram anunciados Raquel e João.

Pesquisa

Uma nova rodada da pesquisa Quaest sobre as eleições de Pernambuco será divulgada na próxima terça-feira (8). O levantamento está em campo desde a sexta-feira (4) e seguirá com entrevistas até segunda-feira (7). Se Raquel ampliar a diferença,  a campanha pode ganhar status de fatura liquidada. Se João reduzir a diferença,  cria ambiente de “revirada”.

Quem chega?

No Pajeú,  na corrida à ALEPE,  as casas de apostas não descartam as possibilidades de nomes como Marconi Santana (PSD) e Breno Araújo (PT) pelos apoios construídos e ritmo de campanha. Antes,  já eram dados como quase lá Luciano Duque (Podemos), Sebastião Oliveira (AVANTE). Os demais fazem número,  salvo eventuais exceções.

Orientação

O prefeito de Afogados da Ingazeira, Sandrinho Palmeira, não apenas definiu a ida do Secretário Arthur Amorim para Recife, onde recebeu duas ambulâncias do Governo Raquel Lyra. E avisou: qualquer programa do Estado que aporte em Afogados, como a Carreta da Mulher, por exemplo, não terá nenhuma objeção por critérios políticos. Ao contrário, será apoiada com as devidas contrapartidas.

Sem Zé

Nomes do entorno do candidato a Deputado Federal, Danilo Simões (PSD), entendem que melhor agora o “apartamento” de Zé Negão e Edson Henrique, pensando na constrção de uma frente de oposição para 2028. A ideia é de que Danilo tem tempo para recompor os espaços políticos perdidos com a saída do vereador afogadense.

Seita

O evento de ontem em Serra Talhada mostra que o bolsonarismo segue sendo um fenômeno mesmo em uma região dominada pelo lulismo. Nem as evidências contra o clã demovem seus apoiadores,  em parte também pelo anti-lulismo,  alimentado em igrejas evangélicas que garantem,  Flávio Bolsonaro é “o filho do enviado”…

Basta no Supremo 

Participando da Revista da Cultura Eleições,  trouxe meu posicionamento em relação à crise do Supremo. Mandatos de oito ou doze anos com indicação de lista tríplice com meritocracia jurídica,  proibição de escritórios de advocacia ligados a familiares de até segundo grau dos ministros e claro, ampla apuração da podridão de agora. Esta última parece ser a mais difícil.

Frase da semana:

“Gravidade dos fatos não autoriza atalhos”.

Do presidente do STF, Edson Fachin,  sobre a crise que se abateu sobre a corte suprema do país.


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sábado, 5 de setembro de 2026

Raquel virá ao Pajeú em agenda que inclui Triunfo, Quixaba, Afogados e Tabira

 

Do Blog Juliana Lima

Como o blog já antecipou, em primeira mão, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, cumprirá agenda em quatro cidades do Pajeú na próxima quarta-feira (9).

O roteiro, confirmado pelo gerente regional de articulação política da Casa Civil, Edson Henrique, será na seguinte ordem: Triunfo, Quixaba, Afogados da Ingazeira e Tabira.

Em Triunfo, Raquel será recebida pelo prefeito Luciano Bonfim. Em Quixaba, pelo prefeito Zé Pretinho. Em Afogados da Ingazeira, a governadora terá agenda com o grupo de oposição e outros aliados. Já em Tabira, será recebida pelo prefeito Flávio Marques.

Das quatro cidades que serão visitadas, apenas em Afogados da Ingazeira o prefeito apoia o candidato da oposição ao Governo de Pernambuco, João Campos.

A definição dos horários e da programação em cada município ainda será divulgada.

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Eleitores com deficiência podem pedir transporte gratuito para votar até 14 de setembro


Justiça Eleitoral também terá urnas com novos recursos de acessibilidade nas eleições de outubro.

Eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida que precisem de transporte especial para chegar ao local de votação no primeiro turno têm até 14 de setembro para solicitar o serviço à Justiça Eleitoral.

O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro. O transporte gratuito faz parte do programa Seu Voto Importa, instituído pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em fevereiro deste ano.

O serviço será organizado pelos tribunais regionais eleitorais (TREs), por meio de acordos de cooperação. O pedido poderá ser feito presencialmente em um cartório eleitoral ou pelos canais de atendimento disponibilizados pelo TRE responsável pelo local de votação.

A solicitação pode ser apresentada pelo próprio eleitor ou por procurador legal, curador ou apoiador. Também será necessária autodeclaração ou documentação que comprove a deficiência ou dificuldade de locomoção.

Segundo dados do TSE, o número de eleitores que declararam algum tipo de deficiência passou de 141.690, em 2010, para 1.970.165 atualmente, crescimento de 1.290% em 16 anos.

Urnas terão novos recursos

As urnas eletrônicas utilizadas nas eleições deste ano também contarão com mudanças voltadas à acessibilidade.

Uma delas é a adoção da fonte Atkinson Hyperlegible, desenvolvida pelo Braille Institute para facilitar a leitura de pessoas com deficiência visual. A tela também terá uma barra de progresso fixa na parte superior para indicar ao eleitor em qual etapa da votação ele se encontra.

Os recursos com intérpretes de Libras serão ampliados. Além de indicar o cargo em votação, passarão a apresentar informações sobre voto em branco, voto nulo e voto de legenda.

A Justiça Eleitoral prevê ainda o livre ingresso e permanência de cães-guia nos locais de votação e treinamento dos mesários para atendimento de pessoas que necessitam de atenção específica, incluindo eleitores com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

“Assegurar condições para que todas as pessoas possam exercer em igualdade de condições seus direitos políticos de forma plena está no centro da missão da Justiça Eleitoral”, afirmou o diretor de Assuntos Estratégicos do TSE, William Akerman, durante audiência pública no Senado.

Fonte: Agência Brasil

Imagem: Reprodução

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Candidaturas de pessoas autistas crescem mais de cinco vezes nas eleições de 2026

 

Número passou de 13, em 2022, para 70 neste ano, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.

O número de candidaturas de pessoas que se declaram autistas aumentou mais de cinco vezes entre as eleições gerais de 2022 e as de 2026. Os pedidos de registro passaram de 13 para 70 no período.

Dos 70 candidatos, 39 disputam vagas de deputado estadual, 22 concorrem à Câmara dos Deputados, cinco à Câmara Legislativa do Distrito Federal, três são candidatos a vice-governador e um concorre como primeiro suplente ao Senado.

O movimento ocorre em sentido contrário ao número total de candidaturas nas eleições gerais. Os registros caíram de 29.262, em 2022, para 20.829 neste ano. O dado ainda pode sofrer alterações com as atualizações feitas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No total, 524 candidatos declararam à Justiça Eleitoral possuir algum tipo de deficiência. São 208 com deficiência física, 112 visual, 59 auditiva e outros 145 registros em diferentes categorias, incluindo pessoas autistas.

Eleitorado com deficiência também cresce

No primeiro turno, marcado para 4 de outubro, aproximadamente 1,97 milhão dos 158,74 milhões de eleitores brasileiros têm algum tipo de deficiência. Em 2022, eram 1,38 milhão, o que representa crescimento de cerca de 42%.

Para a presidente da Associação Vozes Atípicas (AVA), Simone Alli Chair, o aumento das candidaturas acompanha a maior visibilidade das pessoas autistas e de outras pessoas com deficiência.

Ela pondera, no entanto, que a presença do tema nas campanhas não significa necessariamente compromisso com políticas públicas voltadas ao segmento.

“Muitos candidatos não estão interessados em realmente nos ajudar, mas sim em arregimentar eleitores”, afirmou.

Simone também defende que as propostas sejam avaliadas não apenas pelo volume de atendimentos prometidos, mas pela qualificação dos profissionais, continuidade do acompanhamento e capacidade de oferecer serviços adequados às necessidades específicas de cada pessoa.

Segmentação eleitoral

O cientista político João Francisco Meira avalia que pautas relacionadas à neurodiversidade e aos direitos das pessoas com deficiência também funcionam como elementos de diferenciação nas disputas proporcionais.

Segundo ele, candidatos a deputado precisam se destacar em meio a um grande número de concorrentes, e temas específicos podem aproximá-los de segmentos do eleitorado que ultrapassam as divisões partidárias tradicionais.

“Alguém que não comungue com suas ideias em geral pode prestar atenção em uma determinada proposta segmentada”, explicou.

Para Meira, novos temas ganham espaço na agenda política à medida que grupos sociais passam a cobrar maior atenção do poder público e dos candidatos.

Fonte: Agência Brasil

Foto:  Tânia Rêgo

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